Como saber se Deus colocar alguém em sua vida

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2020.09.10 23:51 Helamaa ūüė≥ūüĎČūüŹĽūüĎąūüŹĽ

a car√™ncia t√° imoral e eu t√ī procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, f√£ da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memoriza√ß√£o de baralhos, timida, m√£e de pet, hidratada, n√£o consumidora de a√ßucar, saud√°vel, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipn√≥loga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que n√£o tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Ra√ßa: n√≥rdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Cr√Ęnio: dolico ou mesocef√°lico √ďculos: n√£o Aparelhos: n√£o Queixo furado: n√£o Covinhas: n√£o Orelha presa: n√£o Orelha de abano: n√£o Franja em V: n√£o Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: n√£o Gradua√ß√£o: apenas cursos voltados √† pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matem√°ticas: sim Idiomas: flu√™ncia em ingl√™s e mais outro idioma √Ālcool, cigarro, drogas: n√£o, nenhum Personalidade: introvers√£o Cultura: europeia ocidental RELIGI√ÉO: Crist√£ Ortodoxa Gostar de escutar rog√©rio skylab:
Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab. O humor √© extremamente sutil e, sem uma compreens√£o s√≥lida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador m√©dio. H√° tamb√©m a vis√£o niilista de Rog√©rio, que est√° habilmente tecida em sua caracteriza√ß√£o - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os f√£s entendem essas coisas; eles t√™m a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas n√£o s√£o apenas engra√ßadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseq√ľ√™ncia, as pessoas que n√£o gostam de Rog√©rio Skylab s√£o verdadeiros idiotas - √© claro que eles n√£o apreciariam, por exemplo, o humor no bord√£o existencial de Rog√©rio "Chico Xavier √© viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que √© uma refer√™ncia cript√≠ca para o √©pico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas co√ßando a cabe√ßa em confus√£o enquanto as m√ļsicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos‚Ķ como eu tenho pena deles. E sim, a prop√≥sito, eu tenho uma tatuagem do Rog√©rio Skylab. E n√£o, voc√™ n√£o pode v√™-la. √Č s√≥ para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antem√£o que possuem um QI com diferen√ßa absoluta de no m√°ximo 5 pontos do meu (de prefer√™ncia para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no ch√£o + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + caf√© gelado sem a√ß√ļcar + hipismo + compila√ß√£o mitadas En√©as + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + medita√ß√£o iasd + m√ļsicas para concentra√ß√£o, foco e intelig√™ncia + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + ess√™ncia de morango da turma da m√īnica no narguil√© + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + √≥culos do a√©cio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do est√°dio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resili√™ncia que resiste √† humilha√ß√£o como se ela fosse nada + tomar banho descal√ßo em chuveiro de academia com ch√£o mijado + muscula√ß√£o caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por m√™s + PUA + Selo super f√£ da f√ļria e tradi√ß√£o + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o c√ļ + medita√ß√£o transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach qu√Ęntico + enema de caf√© + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O M√©todo de Wim Hof + sabedoria hiperb√≥rea + artigos da Nova Resist√™ncia + Biblioteca do D√≠dimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer am√©m quando um 1113 azul passar por voc√™ na rua + 100 flex√Ķes por dia + 6 meses de jelq + injacula√ß√£o guiada + sociedade thule + energia vril + chap√©u de alum√≠nio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anota√ß√Ķes smiliguido + pedir a b√™n√ß√£o ao carteiro toda segunda de manh√£ + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar caf√© + exerc√≠cios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercen√°rios + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabe√ßa + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + v√≠deos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atl√Ęntica de madrugada + ouvir m√ļsicas em velocidade aumentada + canto gregoriano √°rabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situa√ßoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Bot√Ęnico + Radiestesia para harmonizar vibra√ß√£o da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a ora√ß√£o EU SOU + ler O C√≥digo da Vinci + Jesus Qu√Ęntico + Barra Fixa na pra√ßa de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resist√™ncia) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o av√ī + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Pl√≠nio Salgado para as crian√ßas + Limpeza de 21 dias de S√£o Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com cal√ßa jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca come√ßar o treinamento + vender m√°quina de cart√£o de cr√©dito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho pol√≠tico suspeito + caf√© com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refei√ß√£o do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetog√™nica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensad√£o + 2 c√°psulas de Tadalafellas antes do sexo + s√≥ comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da p√°gina Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Ast√ļrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n¬į18 com port√£o vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibi√≥tico no caf√© da manh√£ + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos √ļltimos meses falando "dur hur voc√™ n√£o sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e n√£o encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou t√£o √≥bvia, que eles n√£o tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo v√≠deo, N√ÉO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudan√ßas clim√°ticas naturais, junto com a separa√ß√£o gradual dos continentes, √© que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma regi√£o muito especifica. Agora s√≥ falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpreta√ß√£o de pessoas que n√£o sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. S√£o apenas aves e mam√≠feros ancestrais de milh√Ķes de anos atr√°s. E antes que eu me esque√ßa, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
√Č fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. N√£o h√° um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente s√£o t√£o simples. Entretanto, com estudo e medita√ß√£o o caminho come√ßa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que voc√™ quer come√ßa com no√ß√Ķes do pensamento Hel√™nico. Entenda que boa parte da vis√£o de mundo crist√£ vem da antiguidade cl√°ssica, principalmente as no√ß√Ķes de harmonia e belo. N√£o te pe√ßo para ler tudo o que j√° foi jogado ao ch√£o pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia b√°sica dos quatro humores gregos, e que essa √© uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles ser√£o utilizados no futuro de forma metaf√≥rica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado n√£o h√° conex√£o com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem √© Plat√īnica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da conflu√™ncia da cultura grega com a eg√≠pcia, incluindo a alquimia. A t√°bua esmeralda √© um texto obrigat√≥rio. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alqu√≠mica, porque ser√° importante para voc√™ no futuro. √Č dentro da alquimia que ir√£o discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). N√£o se pretenda nenhum mestre dos espag√≠ricos, porque os qu√≠micos far√£o isso melhor do que voc√™. Entenda que n√£o havia essa separa√ß√£o absoluta entre o material e o espiritual, ent√£o os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da hist√≥ria. Entenda tamb√©m que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros √† qu√≠mica.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja dif√≠cil dar aten√ß√£o √† Cabala Judaica com o surto conspiracionista chan√≠stico sobre a √≠ndole de todo um povo, mas querendo ou n√£o o juda√≠smo √© o Pai da f√© crist√£, sendo Jesus judeu. Entenda que a √°rvore da vida √© um estudo sobre Deus e suas emana√ß√Ķes, e dela vir√° uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora‚ô•ÔłŹ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky‚ėÜStar Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama‚ô™ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka‚ėÜMagica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
N√ÉO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavr√Ķes As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos ūüć∑, isso √© coisa de dama) As que v√£o para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando voc√™ colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em v√°rias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a √ļnica coisa que voc√™ faz √© que as pessoas tenham desejo sexual por voc√™, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que voc√™ vai ficar t√£o emocionada com os 500 likes, 120 coment√°rios e as in√ļmeras mensagens privadas! Voc√™ vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles n√£o se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, n√£o importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que j√° ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um √ļnico ano As que n√£o trabalham ou estudam (ou que est√£o em um curso irrelevante de humanas) As que n√£o sabem o b√°sico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que est√£o pedindo presentes sempre As que j√° est√£o comprometidas As n√£o gostam de crian√ßas ou dizem que n√£o querem ter filhos (pessoas que n√£o querem ter filhos n√£o s√£o confi√°veis) As que tem piercing de bufalo
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2020.08.09 05:00 Skorkus Geo-Political Simulator 4 (2016) - Economia para Brasileiros [Tutorial]

Geo-Political Simulator 4 (2016) - Economia para Brasileiros [Tutorial]
Boa noite pessoal, Herick aqui.
Estou fazendo esse tutorial/guia para os manos brasileiros que querem aprender a jogar o jogo e não fazem a mínima ideia de como começar.
(Principalmente, com o addon 2020 que est√° por vim, muito ansioso aqui ^^)
Então vamos começar, a primeira coisa que você tem que fazer quando iniciar a partida é ver como seu país está.
Informa√ß√Ķes gerais da Ucr√Ęnia (2016)
Exemplo: A Ucr√Ęnia no in√≠cio de 2016, est√° passando por uma recess√£o absurda de crescimento, o desemprego se encontra alt√≠ssimo e a infla√ß√£o est√° quase uma Venezuela da vida, com um d√©fice at√© que normal.
Bom, primeiro vamos dividir a economia em partes para você não se confundir.
Growth (Crescimento) o que √©? Bom o crescimento √© um indicador econ√īmico que mostra, qual √© ou qual ser√° o crescimento econ√īmico do seu pa√≠s em rela√ß√£o ao PIB (GDP) no fim do ano.
Traduzindo, se você tem um crescimento de 10% em janeiro e você não gastar dinheiro com nada no ano todo, seu PIB (GDP) vai crescer em 10% esse ano.
(Claro que isso é improvável já que você pode passar por uma recessão, crescimento ou até mesmo pode ocorrer uma catástrofe, na qual vão pedir dinheiro do governo para ajudar a diminuir ou anular os danos causados).
Crescimento nas a√ß√Ķes das empresas.
Em fim, como aumentar seu crescimento econ√īmico? Existem diversas formas na verdade e n√£o existe uma forma correta e concreta mas sim a forma que voc√™ deseja abordar.
Exemplo, se você quiser fazer uma abordagem mais Intervencionista, você pode subsidiar ou exonerar as taxas de alguns setores da Agricultura, Industria ou Serviços.
Você pode ter uma abordagem mais liberal e diminuir as taxas sobre as empresas, que vai diminuir os ganhos do governo, deixando mais dinheiro para as empresas, ajudando no crescimento delas e diminuindo o desemprego.
Diminuindo a taxa sobre o povo, que aumenta o poder de compra, dando a eles uma liberdade para comprarem mais, gerando mais dinheiro para as empresas, para o governo e diminuindo o desemprego.
Taxas
Logo como vocês conseguem notar tem muitas formas de lidar com a sua economia.
Inflation (Infla√ß√£o) o que √©? De forma resumida, infla√ß√£o √© um aumento no pre√ßo de todos os produtos do mercado devido a uma alta demanda por produtos ou devido a uma grave recess√£o econ√īmica.
Obs: No caso da Ucr√Ęnia, a infla√ß√£o est√° enorme devido a recess√£o absurda.
(Recessão muito alta, -9.15% em relação ao PIB ao longo do ano).
(Isso nas leis do jogo, se tem outro motivo para a inflação está tão alta eu não sei).
Como diminuir a inflação? Simples, controlando seu crescimento e desemprego.
Nunca testei com outros países mas com o Brasil, sempre que eu chegava em 7%, a minha inflação ficava estagnada ou começava a subir.
Uma boa forma de reduzir a inflação é aproveitar o crescimento abaixo de 4% e colocar a Taxa de Juros em 20% (Interest Rate).
(Dessa forma a inflação vai cair bem mais rápido e a sua moeda vai valorizar).
Obs: O custo por fazer isso é bem alto mas compensa, devido ao fato de que seus gastos vão diminuir e muito, só para saber seu orçamento também vai diminuir mas em proporção a queda dos gastos, essa mudança se torna quase que desnecessária e por isso vale a pena diminuir a inflação .
Levando isso em consideração você tem que ter um objetivo de inflação, normalmente a galera coloca o mínimo como 1% e o máximo como 5%.
Inflação caindo.
Porque não queremos uma inflação negativa? Com uma inflação negativa o mercado começa a ficar menos competitivo, aumentando o desemprego e piorando a economia.
Por algum motivo as pessoas ficam motivadas a comprar, quando os produtos estão um pouco caros, um exemplo disso é na Black Friday, as pessoas esperam ansiosos para ter aquele objeto e quando ele estiver mais barato as pessoas compram.
Enquanto se tudo fosse muito barato as pessoas iriam ter dinheiro para comprar tudo e as empresas n√£o iam lucrar nada, porque o povo n√£o iria ter aquele impulso e vontade de consumir os produtos do mercado. (√Č meio sem l√≥gica mas √© como o mercado funciona)
National Deficit (Défice nacional) o que é? Basicamente é um valor ou porcentagem de quanto o governo está gastando a mais que ganhando.
(Deficit: Quando falta algo para completar o necess√°rio).
(Excess: Quando tem mais do que o necess√°rio).
Aqui podemos ver que a Ucr√Ęnia est√° em um Deficit de -4.61% do PIB ao longo do ano
Traduzindo nosso objetivo no jogo e tentar trazer um excesso para nossa economia.
Não precisa entrar em panico, não é porque sua economia está em um deficit que você não pode pagar as suas contas.
A longo prazo seu objetivo √© flexionar o "State Budget" at√© linha verde, como fazer isso? Fa√ßa cortes em alguns gastos, fa√ßa ajustes nos gastos e n√£o gaste muito com subs√≠dios ou obras p√ļblicas.
Eu entendo que de in√≠cio voc√™ quer construir 100 mil escolas, 100 mil hospitais, 20 mil quil√īmetros de Hyperloop mas n√≥s precisamos gastar aos poucos e pagar nossas contas.
Um exemplo disso √© minha recente jogatina com o Brasil, eu estou a um ano no poder e j√° consegui pagar cerca de 500 bilh√Ķes de d√©bito, apenas diminuindo a infla√ß√£o, controlando o crescimento e gastando pouco dinheiro p√ļblico.
Aqui podemos ver que o Brasil est√° em um Deficit de -2.48% do PIB ao longo do ano
Como voc√™s podem ver, o deficit do Brasil est√° bem din√Ęmico comparado ao de 2017 (2016) que era -10.30%.
(Obs: Nessa jogatina, eu utilizei o Real (BRL = Brazilian Real), j√° com a Ucr√Ęnia eu utilizei o Dollar ($), devido ao fato da moeda Ucr√Ęnia ser muito desvalorizada).
(No caso, os dados são de 2016 mas quando você joga com a oposição no jogo, eles simplesmente passam 1 ano e continuam com os dados de 2016, logo eu estou em 2018 mas era para ser 2017).
(S√≥ para comentar, a seta de deficit est√° super baixa porque eu preciso diminuir o crescimento do Brasil (6.18%) em 2018 e eu estou tendo dificuldades para gerar uma recess√£o no Brasil, ir√īnico n√£o?)
D√©bito P√ļblico do Brasil (Agosto de 2017 at√© Julho de 2018)
Como eu havia dito, mesmo com um Deficit é possível pagar suas contas.
Orçamento/Débito (2017-2018)
E aqui mais alguns dados caso tenha curiosidade.
(Obs: Agora o Brasil n√£o √© mais dono dos correios e nem das lot√©ricas e eu privatizei outros servi√ßos que o governo tinha um pouco das a√ß√Ķes).
(N√£o me julguem, o Brasil nacionalizou os setores errados, agora somos os donos das distribui√ß√Ķes de energia no Brasil e temos uma pequena parte das a√ß√Ķes sobre distribui√ß√£o de √°gua no pa√≠s.)
Taxes (Taxas) o que √©? S√£o um pre√ßo adicional que o governo cobra sobre produtos e servi√ßos para gastos p√ļblicos.
No que isso me ajuda? Bom com isso, você pode aumentar o preço sobre a bebida fazendo as pessoas beberem menos.
Pode diminuir as taxas sobre o povo, que vai fazer o governo arrecadar menos dinheiro com as taxas mas em contra partida vai fazer o povo ter mais dinheiro para comprar o que bem entendem, aumentando o orçamento das empresas.
Pode diminuir as taxas sobre as empresas, fazendo elas terem mais dinheiro, logo ajudar√° todos os setores, devido ao fato deles terem mais dinheiro para investir, gerando mais empregos e etc...
Em fim existem diversos tipos de taxas, que vão deixar alguns tipos de pessoas contentes e outros tipos de pessoas descontentes, abaixo de Deus e do Parlamento (se eles tiverem poder), você é um Rei meu amigo.
Taxa para os Turistas entrarem no Brasil (2018)
Um exemplo do que foi dito é a taxa de turismo no Brasil, que custava $20 e agora custa apenas $5, ajudando o turismo.
(Obs: Chegou ao ponto que o ministro do meu gabinete, n√£o parava de reclamar sobre o Brasil n√£o ser um ref√ļgio para imigrantes ou para tomar cuidado para nos n√£o n√≥s tornarmos uma minoria em nosso pr√≥prio pa√≠s).
(Notasse que o turismo também aumentou pelo baixo índice de desemprego no Brasil com 0.1% e a política aberta a imigrantes). (Não estou envolvido nesse B.O)
Imigração no Brasil (2018)
(Como se 10 mil pessoas, fossem tornar uma na√ß√£o de 200 milh√Ķes uma minoria...)
Finanças do Brasil (2018)
Uma aba muito boa, que você vai querer dar uma analisada no jogo é a aba de Finanças (Finance), já que ela mostra o que você mais produz.
(Obs: √Č o que voc√™ mais produz em rela√ß√£o ao pa√≠s e n√£o em rela√ß√£o ao que voc√™ mais produz no mundo).
(Porque tipo, se voc√™ fazer um trade (com√©rcio) de Chemical Industry (Industria Qu√≠mica) com os USA voc√™ consegue at√© uns 400-600 bilh√Ķes de reais e tipo o Brasil s√≥ produz 3.6% dos produtos qu√≠micos no mundo e consome 1.8% do mesmo, deixando 1.8% para vender a fora).
(Toma cuidado com essas armadilhas, pois v√£o aumentar teu crescimento at√© uns 14%, ai tua infla√ß√£o explode e tu vai acabar afundando em d√©bitos e na maior recess√£o econ√īmica que o teu pa√≠s vai ter passado na vida).
(Outro exemplo, o ferro mostra que você apenas produz, 2.76% das vendas nacionais, quando eu fui olhar um dia desses, olha o quanto essa produção gera no mundo).
Industria de Ferro Brasileira (2018)
(Brasil é o terceiro maior produtor de ferro do mundo...)
(Só fazer uma aliança com a China, Australia e a India, cria a OPEC do ferro, OIEC = Organization of the Iron Exporting Countries, aumenta o preço e capiche o mundo agora deve dinheiro a esses quatro páises).
(Se for fazer isso, faça com moderação ou vai passar pelo contrato do Death Note).
Contrato Death Note assinado, 6 meses depois... nota de falecimento do seu país.
S√≥ revisando, isso se chama Bolha Econ√īmica, quando algum setor esta gerando muita grana e a economia do pa√≠s depende daquele setor.
(Obs: Além de outros diversos fatores, esse foi um dos principais motivos do porque a Venezuela está do jeito que está atualmente, concentrou tudo no petróleo e quando o preço por barril diminuiu a mesma chora até hoje).
Al√©m dos outros problemas que eu tinha citado antes, eu esqueci de falar que seu pa√≠s vai passar pela segunda recess√£o econ√īmica n√£o por causa da infla√ß√£o dessa vez mas sim porque o contrato acabou/expirou.
E devido ao fato do contrato ter expirado, voc√™ agora tem um buraco de 418 bilh√Ķes por um ano (ou ao longo de 5 anos, depende de quando tempo voc√™ colocou para receber no contrato).
(E mesmo que você tente refazer o contrato com aquele país, o contrato nunca será o mesmo, devido ao fato daquele país ter melhorado aquele setor ou ter começado a comprar aquele produto bem mais barato, etc.. outros fatores).
Super Mercado Venezuelano (Ex: Atacad√£o do Brasil)
Algo que com certeza vocês não querem que aconteça no seu país.
Boa sorte tentando não criar a nova Grécia mundial.
Débito Publico Mundial (2016)
(Estou perplexo, tem alguém que deve mais dinheiro que a Grécia... wtf)
(Obs: Só para comentar o povo desses dois países vivem até que muito bem, o problema da pobreza e miséria na Venezuela é a absurda inflação e não o débito).
(Que infelizmente só vai aumentar com o Covid-19)
(Débito da Venezuela em 2016 é de 56% do próprio pib).
(Quem mais deve dinheiro no mundo em 2016 s√£o os Estados Unidos, devendo cerca de 74 trilh√Ķes de Reais em d√©bitos p√ļblicos mas levem em considera√ß√£o que os o PIB deles √© de 74 trilh√Ķes, ent√£o eles devem 100% do pr√≥prio PIB).
(J√° em teoria o Jap√£o deve mais, porque o PIB dele √© de 20 trilh√Ķes de reais e eles devem cerca de uns 50 trilh√Ķes).
Golden Gate Bridge (1933)
Como eles aumentaram tanto o débito? Resumidamente gastando um dinheiro que eles não tinham.
Traduzindo caso você queira ser lembrado como um bom presidente, não construa mil pontes, 100 mil casas, milhares de escolas, aeroportos, hyperloops e etc sem ter dinheiro para tal..
Construa, mas construa aos poucos, sem estourar o orçamento.
Orçamento do Estado do Brasil (2016)
Enquanto esse indicador estiver no verde, quer dizer que voc√™ vai pagar suas d√≠vidas e que voc√™ tem dinheiro para construir ou gastar com sa√ļde e educa√ß√£o.
Agora quando esse indicador estiver no vermelho, significa que a casa caiu e que se você não consertar isso, você será a nova Presidenta Dilma que conseguiu em 6 anos aumentar o nosso débito em 18.57% em relação ao PIB. (Eu estou saudando a mandioca...)
(51.27% quando a Dilma entrou no poder) - 1 de Janeiro de 2011
(69.84% quando a Dilma saiu do poder) - 31 de Agosto de 2016
(√Č uma d√ļvida pessoal saber como algu√©m consegue estragar tanto a economia de um pa√≠s em 1 mandato e meio..)
Referência: https://tradingeconomics.com/brazil/government-debt-to-gdp
(I want you for president) Eu quero você para a presidência - Tio Sam
Em fim basicamente é isso que você precisa saber, não mostrei como fazer as coisas ou em que aba você deve procurar, porque vocês vão aprender com o tempo, mas a ideia vocês já tem.
Tudo que vocês precisam é abrir o jogo e tentar até aprender, a base vocês já tem, coisa que até algum tempo atrás vocês não achavam nem em inglês.
(Infelizmente, esse jogo tem um manual muito mal feito, n√£o explica nada..)
Em fim boa sorte, acabo esse manual as 00h00 da madrugada.
(Revisão: 01h29 da madrugada, caso tenha algum erro de gramática ou digitação só falar nos comentários).
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2020.07.28 05:48 leepz2019 Um "amor" que eu n√£o entendi

Ol√° me chamo L. (H.28) e venho buscar opini√Ķes pra poder entender oque est√° acontecendo. H√° 4 anos atr√°s conheci uma mo√ßa denominada D. Mo√ßa bonita e jovem 15 anos, s√≥ queria curtir e zoar a vida, quando eu a conheci foi em casa, naquela √©poca consumimos maconha e viv√≠amos chapados, ningu√©m queria nada com nada, eu rec√©m terminado e ela tamb√©m. Nos envolvemos e aconteceu, a gente ficou e deixamos claro que n√£o quer√≠amos n√≥s apegar tanto, por√©m n√£o foi isso que aconteceu. Por√©m eu vinha passando por problemas devido ao meu t√©rmino recente e vi que estava ali s√≥ por estar mesmo. Comecei a pensar e fui me afundando numa depress√£o profunda e amarga, por√©m n√£o quis demonstrar isso, eu gostava muito dela e sabia que na idade dela n√£o tinha porque envolver-la em algo desse tipo, afinal quer√≠amos curtir. Passando um tempo minha m√£e sabendo da minha situa√ß√£o me chamou pra ir morar com ela no nordeste, sem ch√£o e sem nada resolvi ir sem hesitar. Expliquei para a D. que teria que ir embora pois n√£o tinha mesmo condi√ß√Ķes de me manter nas condi√ß√Ķes emocionais que eu estava. Ela entendeu e compreendeu, sempre fomos muito sinceros um com o outro. Fui embora de cora√ß√£o partido por deixar a cidade e pessoas muito importantes pra mim pra tr√°s. Chegando l√° n√£o consegui me adaptar e cai em depress√£o profunda, o √ļnico motivo pra eu sair da cama era comer e fumar cannabis. Passado um tempo comecei a me sentir mais disposto, saia pra passear beira mar, dar uns pegas bem assim dizer, uma euforia total. Cheguei a mandar mensagem pra D. J√° que tinha me afastado por conta da depress√£o, por√©m ela tinha voltado com o ex, segui em frente afinal oque mais me importava era se ela estava feliz ou n√£o. Passado uns 2 meses entrei em uma crise psic√≥tica devido ao uso de cannabis. Passei por avalia√ß√£o psicol√≥gica e fui encaminhado pra uma cl√≠nica. Foram os piores dias da minha vida, por√©m aprendi muita coisa ali. Eu j√° n√£o queria mais morar l√° no nordeste ent√£o saindo da interna√ß√£o resolvi fazer uso de drogas denovo sabendo que assim minha m√£e me mandaria de volta pra minha cidade aqui no sudeste. Voltei e continuei a usar contrariando todo o tratamento da doen√ßa (esquizofrenia) uma simples tend√™ncia nada que me tornasse incapacitado de lidar com a sociedade. Certas vezes cheguei a sair e esbarrar com ela pelas ruas, cruzamos olhares mais ela ainda estava com ele e eu pensava que ela estava feliz e n√£o queria estragar isso. Passado um tempo me atacou outra crise e resumindo segui pra uma interna√ß√£o mais severa agora aqui no sudeste e parei com o uso de drogas pra n√£o atacar crise de novo. Fiquei um ano focado em trabalhar e cuidar de mim se manter rela√ß√£o amorosa com ningu√©m, isso foi ano passado. Um amigo em comum que namora uma amiga dela me disse que esses dias elas estavam conversando sobre mim, que ela aparentemente estava tendo um mal relacionamento com o namorado dela e disse que ela nunca me esqueceu e que gostava de mim depois de todo aquele tempo. O amigo me disse pra mandar mensagem pra ela, passado alguns dias eu criei coragem e mandei um oi pra ela no wpp. Sem resposta eu pensei, ela deve estar se acertando com ele, melhor eu deixar quieto. Passado mais alguns dias respondi um storie do instagram, n√£o passou muito ela me respondeu com um emoji, logo voltamos a nos falar cada vez mais e mais. Perguntei se ela tinha terminado e ela disse que sim, antes de agente voltar a se falar ainda. Numa sexta feira tomando uma cerveja ela me disse que ia dar com o irm√£o, eu sem muito o que fazer chamei ela pra tomar uma em casa onde nos conhecemos, e ela aceitou e veio pra minha casa, j√° com a inten√ß√£o de ficarmos, pois hav√≠amos conversado por mensagem. O reencontro foi algo muito especial pra mim, algo que eu n√£o consigo explicar. Ela passava quase a semana em casa, e quando ia pra casa dela trocava-mos mensagem do amanhecer ao anoitecer, eu achava me sentia muito pressionado mas sentia que ela precisava disso pois ela havia mencionado que tamb√©m tinha parado de usar drogas que ocasionaram em crises de P√Ęnico ou ansiedade n√£o sabemos ao certo pois ela n√£o quis ir ao m√©dico saber sobre. Ela vinha tendo crises com certa frequ√™ncia e eu sempre ajudei como pude, quando estava longe eu tentava distrair-la, quando perto abra√ßava, conversava, contava algo engra√ßado at√© passar tudo. Com um m√™s pedi ela em namoro durante uma festa que faz√≠amos em casa, ela aceitou, ficou emocionada ao meu ver, pois havia relatado que ningu√©m nunca tinha feito aquilo com ela, pusemos as alian√ßas e comemoramos aquele dia. Ela passava muito tempo em casa e eu e meu irm√£o est√°vamos desempregados no momento, logo conversamos que ela vinha um dia da semana pra casa e nos fins de semana pra n√£o pesar pra ningu√©m como havia combinado com meu irm√£o, conversei com ela e foi sem problema mas sempre ela inventava algo como est√° tarde ou vai chover ou que se sentia bem em casa comigo, pois o pessoal de casa sempre gostou dela e tratou ela super bem, entao eu ficava sem jeito de pedir pra ela ir pra casa dela. Mas sempre expliquei pra ela que quando eu pudesse eu traria ela pra morar comigo aqui, ela sempre ajudou como podia, n√£o tinha dinheiro pois n√£o trabalhava e eu ainda estava sem servi√ßo pois nosso neg√≥cio estava parado por conta da troca de esta√ß√£o. Passando algum tempo realizamos a venda de um im√≥vel rural, recebi um bom valor da minha parte e sempre combinamos que quando o neg√≥cio voltasse a rodar ir√≠amos trabalhar pra fazer esse dinheiro render ent√£o decidi pegar o resto das coisas dela , at√© isso acontecer aproveitamos muito, bebemos muito e curtimos muito, sempre comprei coisas pra comer sem necessidade, por√©m comprei muita coisa necess√°ria tamb√©m como roupas pra n√≥s dois, comprei maquiagem pra ela, escova progressiva pro cabelo, trocamos de celular, comemoramos anivers√°rio fomos em festas antes dessa pandemia √© claro, aos pouco vi ela ficar cada vez mais linda de que quando a conheci. No caminho dessa curti√ß√£o sempre reparei nas atitudes dela comigo, principalmente quando bebia ela me desagradava com certas atitudes, eu ficava extremamente magoado com aquilo e sempre me abri com ela e expliquei que aquilo me magoava muito. Coisas como, voc√™ t√° parecendo meu ex, amigos que dava em cima dela eram melhores que eu, ou em certa conversa expliquei pra ela que ela me devia respeito, pois sempre respeitei ela e fiz o que ela queria, ela nunca teve quem fizesse essas coisas por ela, ent√£o eu fiz tudo na melhor inten√ß√£o e felicidade por fazer ela feliz, ela me disse que n√£o tinha por que me respeitar. N√≥s n√£o √©ramos mais namorado, ela j√° estava morando comigo h√° mais de 4 meses, √©ramos praticamente marido e mulher, claro que tinha que ter respeito um pelo outro poxa. Sempre tivemos biometria do celular um do outro como sinal de confian√ßa mas nunca olhei seu celular, uma vez ou outra s√≥ quando queria saber oque tanto fazia ali, e ela fazia tamb√©m quando eu dormia eu acho, pois n√£o via ela mexendo, at√© a√≠ normal, apesar dos apesares sempre nos demos muito bem e eu achava que √©ramos felizes. Mas de nesses √ļltimos 2 meses, reparei que ela j√° n√£o se divertia muito diretamente comigo, s√≥ quando n√£o tinha mais ningu√©m mesmo, se tivesse algum parente dela ou meu bebendo com a gente ela era totalmente radiante e feliz. Se eu for parar pra contar tudo que eu reparei com certeza vai ficar muito maior esse texto.. Continuando, mais precisamente a umas 3 semanas fomos a um anivers√°rio do cunhado dela que eu sempre vou considerar como se fosse da minha fam√≠lia, inclusive sou muito grato a ela por ter conhecido ele e tamb√©m a minha cunhada que √© namorada dele e irm√£ da D. Enfim fomos a festa e chegando l√° estava a fam√≠lia do aniversariante a m√£e e os irm√£os que eu conhecia ali√°s, tem um deles especificamente denominado J. Que ela sempre me falou mal, dizia que quando ele estava com a namorada ele era c..s√£o e dava √Ęnsia cada vez que ouvia o nome dele, porem recentemente a parceira dele largou dele e foi embora do estado. At√© a√≠ tudo bem, ele foi super simp√°tico comigo, por√©m notei ela muito simp√°tica com ele. Naquela noite fiquei assando carne na garagem em baixo onde se encontrava a maioria do pessoal, e ela distante de mim, direto l√° em cima conversando com os irm√£os do cunhado e nada de me dar aten√ß√£o, percebi mas nem falei nada pra n√£o ficar um clima chato na festa e nem come√ßar uma briga com ela. Festa acabando chamei ela pra ir embora que a irm√£ dela ia levar a gente, ela estava jogando futebol no game com os irm√£os do cunhado dela, e n√£o me deu ouvidos direito, disse que estava vendo algu√©m jogar, eu falei vamo que o carro t√° ligado j√°, ela disse que j√° ia, desci e falei pra irm√£ dela chamar que ela n√£o queria vir, a irm√£ subiu, logo ela desceu, ao sair do port√£o torceu o p√©, estava bem embriagada, todos est√°vamos, durante o caminho veio dormindo e chegou em casa subiu as escada deitou na nossa cama e logo adormeceu. No domingo ela acordou com o p√© super inchado me chamou e eu perguntei se ela queria ir ao hospital ela disse que n√£o, depois disso no meio do dia meu sogro liga pra ela perguntando se n√£o queria ir na casa dele, disse que era melhor n√£o ir por casa do p√©, ela n√£o gostou ent√£o fomos mesmo assim, bebemos rimos muito aquele dia, tudo normal, chegando em casa cuidei dela devido a p√© e ficamos de boa, estava tudo normal aparentemente, na segunda ela ficou o dia inteiro no quarto devido ao p√© inchado, na ter√ßa disse que iria na irm√£ dela e que a m√£e ia l√° e queria passar o dia l√°, normal pra mim, antes de sair meu irm√£o havia pedido pra ela separar algumas pe√ßas que foram vendidas, ela disse que faria assim que chegasse. Na sexta feira antes disso meu av√ī havia sofrido uma queda e bateu a cabe√ßa forte, no s√°bado do anivers√°rio ele havia passado mal da press√£o e ido ao hospital, desde ent√£o eu j√° estava aflito com essa situa√ß√£o e ela nem pra perceber, foi mesmo assim pra casa da irm√£, no meio do dia me manda uma mensagem dizendo que o p√© inchou, perguntei pra onde tinha andado ela disse que tinha ido ao mercado de ap√©, j√° fiquei meio irritado, pois h√° algum tempo ela j√° n√£o ajudava nas tarefas de casa direito, coisa que sempre fiz independente de estar trabalhando ou n√£o, paras as obriga√ß√Ķes fazia corpo mole, pra se divertir era a primeira a agitar, blz. Me mandou uma foto do p√© inchado, logo em seguida falei "quero ver essa disposi√ß√£o aqui em casa" e mandei uma palminha sobre a foto. Meu av√ī havia ido ao m√©dico e eu estava extremamente preocupado. N√£o conversamos o resto do dia, mais ao anoitecer ela chega em casa me dizendo que tinha que voltar l√° na irm√£ pra cortar a franja, s√≥ olhei e n√£o respondi, por tamanha indigna√ß√£o com as preocupa√ß√Ķes minhas comparadas com as dela, que j√° n√£o se importava muito com o que eu sentia e afins. Depois daquele dia ela se fechou e n√£o saia do quarto nem pra comer, e direto eu vinha ver como ela estava, quando ela n√£o estava vendo algo no celular estava jogando com o J. quem ela sempre falou mal, e estava rindo com o cara, toda hora conversando, e comigo nada de conversa, ia dormir tarde conversando no wpp e jogando, rindo com os outros e eu nada, fui ficando extremamente magoado e nervoso com isso tudo, cheguei a ter batedeira e tremedeira de nervoso, sensa√ß√£o de desmaio, fraqueza, decidi ent√£o ocupar a cabe√ßa com servi√ßo, enquanto ela ficava no quarto isolada falando s√≥ com quem ela queria eu me distraia com outras coisas. Na sexta feira resolvi puxar assunto com ela no wpp, j√° que ela n√£o saia de l√°, logo ela me respondeu e conversamos, disse a ela que n√£o dava pra continuar desse jeito e ela concordou, eu tamb√©m disse que desconfiava que havia algo errado ( mais uma coisa de intui√ß√£o ou pressentimento n√£o sei explicar) , ela me disse que eu tava viajando j√°, um pouco tamb√©m √© pelo fato de ela colocar o celular debaixo do travesseiro antes de dormir, coisa que nunca aconteceu e eu achei estranho mas nem falei sobre isso, durante a conversa me disse que tinha uma bagun√ßa dentro dela que a vida dela era um caos e n√£o queria me envolver nisso tudo, que cansou de fingir que tava bem e precisava pensar na vida, que tinha que ficar um tempo sozinha pra ver oque ela tava fazendo da vida dela????? Como assim? Depois de tudo que passamos que "conquistamos" , tudo que curtiu , dizia que me amava e eu tamb√©m dizia, ali√°s ainda amo, cad√™ aquele amor todo que tinha me dito que tinha? Que nunca me esqueceu? Que eu era a melhor coisa que tinha acontecido na vida dela? Que eu era o homem que ela pediu pra Deus? Que eu ningu√©m tratou ela como eu tratei? Passou mais um dia, enfim logo ela mudou de assunto e desceu ajudar minha cunhada com umas coisas de casa, foi at√© mim, disse que me amava, me deu um beijo, e disse que havia melhorado um pouco, mais a tarde eu ainda trabalhando perguntei a ela, e a√≠ t√° de boa? Ela me respondeu.. Sinceramente n√£o t√ī n√£o.. Disse a ela que a hora que eu subisse conversaria Ela perguntou se podia chorar, pois estava com uma vontade gritante fazia tempo Disse que sim, que as vezes tudo que precisa √© desabafar e fazer isso mesmo Eu subi, cheguei no quarto e liguei a TV e coloquei algo pra tocar num volume mais ou menos, abracei ela bem forte deitado na cama, e senti ela chorando bem baixinho pra n√£o perceber, ali eu me senti muito mal mas muito mesmo, por√©m a gente havia conversado e ela me disse que n√£o foi nada que eu tivesse feito ou falado pra ela, do contr√°rio, era coisa dela e ela n√£o queria me envolver, enfim ela terminou de chorar veio at√© mim e nos beijamos intensamente, sentou no meu colo e continuou me beijando, cheguei a pensar que transariamos. Ela saiu de cima e est√°vamos conversando sobre nada espec√≠fico que envolvesse nossos sentimentos, ela me perguntou se eu tinha entrado no jogo que sempre jogamos juntos pra coletar recompensas eu disse que n√£o e pedi pra ela pegar meu celular pra eu poder fazer isso, entrei l√° e logo o J. estava online e me chamou pra jogar, joguei com ele na boa pq j√° tinha combinado, e perguntei a ela se ela queria jogar, sem hesitar ela entrou com a gente, jogamos at√© altas horas e foi bem divertido. No dia seguinte est√°vamos conversando normal e tudo at√© que um amigo em comum avisou que teria um churrasco de anivers√°rio na casa dele a noite e teria chamado tamb√©m a irm√£ dela e o cunhado, logo encaminhei pra ela e ela disse que tinha combinado almo√ßo na casa da m√£e do cunhado dela onde reside o J., falei mais eu nem sabia que se tinha combinado isso, e outra dava pra ficar pra outro dia, j√° percebi que ela n√£o gostou e parou de falar comigo, subi no quarto pra trazer comida pra ela pois ela n√£o havia sa√≠do do quarto, cheguei ainda amoroso e disse comprei algo pra voc√™ comer, ela disse que n√£o tava com fome e n√£o olhou na minha cara, pensei poxa denovo isso..algum tempo depois entrei no quarto ela rindo e jogando denovo com o mesmo cara, enquanto eu resolvia as coisas pro anivers√°rio e trabalhava. Pouco antes de me arrumar entrei no quarto a mesma situa√ß√£o, n√£o me senti mal exatamente por ela estar jogando e rindo com ele, fiquei meio chateado por que ela me ignorava. Enfim varou a tarde jogando e tive que pedir pra ela se arrumar se n√£o n√≥s atrasariamos, fez cara e se arrumou, e seguiu seca e meio calada igual a semana inteira, fomos para a festa.. Chegando l√° se divertiu e tirou foto com todo mundo menos comigo..depois de um tempo ela me disse que estava passando mal e queria ir embora, trouxe ela em casa que √© perto e pedi pra ela comer algo quando chegasse pra n√£o acordar passando mal com dor de cabe√ßa Ali eu tomei a decis√£o de fazer como se fosse um dia em que eu pudesse extravasar, Bebi como se n√£o houvesse o amanh√£, fui at√© 10 horas da manh√£ bebendo.. chorei muito desabafei muito com a minha cunhada que sempre foi parceira e amiga em tudo, inclusive da D. Subi e descansei, n√£o vi ela acordar e quando acordei ela estava no banheiro, desci e continuei bebendo e pensando em tudo. Fiquei o dia sem inteiro sem entrar no quarto..quando entro me deparo com ela mais uma vez jogando e rindo com o cara, depois disso comecei a tremer e sentir batedeira denovo. Conversei com algu√©m e fui tomar um banho pra acalmar. Funcionou, entrei no quarto e acho quel ela percebeu que eu sa√≠ nervoso logo ela saiu do jogo. Na segunda feira ela ia repetir o mesmo esquema da semana passada e ia me ignorar..passei o dia inteiro pensado sobre o que fazer e como fazer e decidi subir pra conversar. Cheguei no quarto ela estava com a toalha ao lado..perguntei se ela iria se banhar ela seca me disse "vou"... Disse que a hora que ela voltasse precisar√≠amos conversar.. Ela voltou do banho e sentou na cama e disse.. Vai solta a letra.. J√° rebati..√© assim mesmo que voc√™ fala? Tem certeza que quer come√ßar uma conversa assim? Ela disse n√£o,, foi mal diz a√≠ oque se quer Perguntei eai? As coisas vai ficar assim mesmo? Se n√£o quer falar comigo, s√≥ ri e conversa normal com os outros? Ela disse eu n√£o t√ī falando com ningu√©m ūüôĄ J√° parei a conversa e falei ... √ď assim n√£o d√° nao...faz um favor e s√≥ arruma outro lugar pra voc√™ ficar e pode ir embora.. Sem hesitar ela disse hoje mesmo eu fa√ßo isso! Me doeu muito ter que dizer aquilo.. Mas para ela foi como se j√° tivesse esperando.. Ent√£o me dirigi a porta e disse, me faz um √ļltimo favor? Ela disse hum? Falei.. Isso que voc√™ fez comigo, n√£o faz com o pr√≥ximo n√£o.. √© feio e √© muito errado... Ela balan√ßou a cabe√ßa e disse... T√° bom Desci e fiquei inquieto l√° em baixo, minha vontade era subir e falar tudo que estava e estou sentindo agora.. Ela me pediu pra ajudar a encontrar as chaves da sua casa, subi e quando abri a porta ela estava sentada chorando muito...aquilo me partiu o cora√ß√£o, mesmo assim encontrei as chaves e entreguei a ela.. Sentei ao lado dela quieto e esperei pela carona dela.. Pouco antes de ir me pediu um abra√ßo. N√≥s abra√ßamos e nos beijamos uma √ļltima vez e enfim ela foi embora.. No dia seguinte atualizou seu status pra solteira nas redes sociais e posta indiretas como coisas do tipo a dar entender que j√° est√° em outra e isso tem me magoado profundamente.. Eu tenho tanto ainda pra falar..mas estou digitando faz horas.. Fica aqui um desabafo +
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2020.06.29 20:20 throwaway2159861 Fracassei em todos os aspectos da minha vida

Boa tarde, estou precisando desabafar e resolvi contar aqui grande parte da minha história e talvez fazer uma auto-análise. Imagino pelo que vi e vivenciei que é possível que muitas pessoas se identifiquem com os assuntos que eu vou falar, então pode até ser uma leitura interessante.
Antes de come√ßar, recomendo essa m√ļsica pra quem por ventura vier a ler o texto abaixo. Ela n√£o tem nada de especial, mas eu gosto bastante dela.
https://www.youtube.com/watch?v=7NLvmr7zpso
Pois bem, atualmente tenho 28 anos, quase fazendo 29 e estou terminando a minha segunda faculdade. Provavelmente algumas coisas em rela√ß√£o a datas ser√£o confusas pois al√©m da minha mem√≥ria ser bastante ruim, ela se restringe aos √ļltimos 5 anos da minha vida. Ent√£o, as √ļltimas mem√≥rias que eu tenho s√£o da copa de 2014 no Brasil onde consegui assistir a alguns jogos. Eu n√£o sei se isso √© neurol√≥gico, mas estou pra ver isso tem alguns anos j√°. Antes que perguntem, eu tenho mem√≥rias de situa√ß√Ķes anteriores, mas em vez de lembrar do fato em si eu me lembro de alguma outra pessoa me contando, ent√£o √© uma esp√©cie de mem√≥ria de segunda m√£o.
Enfim, quando eu tinha cerca de 10 anos eu tive depress√£o cr√īnica e comecei a tomar medicamentos para tratar isso. Por volta dos 13~14 al√©m do tratamento da depress√£o, eu comecei a ter ataques de p√Ęnico intensos, de modo que eu tive que abandonar o col√©gio por cerca de 6 meses pois eu n√£o conseguia sair de casa. Tamb√©m desenvolvi um dist√ļrbio de personalidade esquiz√≥ide. Felizmente acabei n√£o perdendo o ano pois a dire√ß√£o entendeu a minha situa√ß√£o e eu tinha boas notas, esporadicamente eu arrumava a mat√©ria do col√©gio e lia em casa pra tentar aprender alguma coisa. Curiosamente um amigo meu me contou anos depois que a minha m√£e por volta dessa √©poca pediu pra ele e alguns outros amigos tentarem me convencer de ir numa excurs√£o do col√©gio que seria durante um feriado prolongado.
Avan√ßando um pouco, por volta dos 17 anos e perto de prestar o vestibular, eu n√£o tinha a menor id√©ia de qual curso eu deveria escolher. Cheguei a perguntar para o meu pai se ele poderia me dar mais um ano pra escolher a carreira enquanto eu fazia um cursinho mas ele s√≥ riu e achou que eu estivesse de sacanagem. Por fim, acabou falando pra eu fazer Direito pois ele sempre achou que todo mundo deveria saber o b√°sico das leis, al√©m do fato de ter trocentos concursos p√ļblicos dispon√≠veis pros graduados. Nesta √©poca, eu j√° estava de saco cheio de estar indo no psic√≥logo e no psiquiatra com regularidade, al√©m de ter que tomar os medicamentos todo dia. Pra ser sincero, comecei a tomar os medicamentos em dias alternados em vez de diariamente e cada vez mais fui espa√ßando, at√© o ponto de achar que eu n√£o precisava tomar mais. N√£o notei mudan√ßa nenhuma no meu comportamento, apenas uma grave ins√īnia. Depois de um tempo ent√£o revelei que eu n√£o estava mais tomando os medicamentos para os m√©dicos e para os meus pais e como aparentemente n√£o fazia diferen√ßa nenhuma porque ningu√©m percebeu, eu s√≥ parei de frequentar o psic√≥logo e psiquiatra de um dia pro outro.
Como eu n√£o sabia pra qual curso prestar vestibular, acabei acatando a id√©ia do meu pai, s√≥ que eu n√£o tinha motiva√ß√£o nenhuma pra estudar. Ali√°s, eu nunca tive e sempre fiz parte da grande maioria dos alunos que estudam apenas na v√©spera. Para a minha grande surpresa, acabei passando no vestibular e s√≥ fiquei sabendo aos 45 do segundo tempo, no pen√ļltimo dia da pr√©-matr√≠cula quando um amigo meu veio me dar parab√©ns. Foi uma conversa engra√ßada, ele me deu parab√©ns mas eu n√£o sabia pelo qu√™, j√° que eu n√£o tinha acompanhado o resultado do vestibular pelo fato deu n√£o ter estudado durante o ano. Foi uma grande sorte, que ali√°s √© um tema recorrente na minha vida. Dei sorte do meu col√©gio dar o conte√ļdo inteiro durante o 1¬ļ e 2¬ļ anos do ensino m√©dio, deixando o 3¬ļ ano apenas pra revis√£o da mat√©ria toda, ent√£o querendo ou n√£o, eu assistindo as aulas acabei fazendo uma revis√£o sem querer. Dei muito mais sorte do meu amigo ter me avisado, j√° que sem ele eu perderia a matr√≠cula e s√≥ deus sabe o que aconteceria. Talvez eu conseguisse o meu sonhado ano pra descobrir o que eu queria fazer da vida, mas me conhecendo, acho que eu apenas procrastinaria por mais um ano.
J√° no come√ßo da faculdade eu percebi que as carreiras legais n√£o eram pra mim. Na verdade, analisando friamente, tenho certeza de que eu seria um bom juiz, devido √† minha personalidade e jeito de ser. Infelizmente nasci sem a motiva√ß√£o necess√°ria para tra√ßar objetivos de longo prazo e persegu√≠-los. √Č bem verdade que eu considero que n√£o se nasce com isso e que √© tudo uma quest√£o de disciplina, mas n√£o me vejo mudando isso na minha personalidade no curto, m√©dio ou longo prazo. Talvez seja um mecanismo de defesa pra me prevenir do fracasso, afinal de contas, ningu√©m pode dizer realmente que fracassou se nem tentou.
Enfim, apesar de achar a área da advocacia algo bastante chato, passei a me interessar moderadamente pela área acadêmica, mais especificamente pelo jusnaturalismo. Na época da faculdade comecei a ler um pouco sobre religião comparada e sempre achei que o direito sem uma base metafísica não passa de um jogo de poder onde quem possui mais faz a lei e quem não possui apenas obedece. Até hoje tenho vontade de realizar uma pesquisa acadêmica sobre isso, mas as chances beiram a zero pois a vida acontece.
Também durante a faculdade eu comecei a ter recaídas da depressão, mas como eu já conhecia os sintomas, eu sempre tomava medidas contra a minha própria vontade para tratar o problema no início. Eu tinha que manter um horário de sono regular, fazer algum tipo de exercício físico diariamente e ter uma alimentação mais saudável. Isso realmente funciona, então se alguém estiver passando por isso, recomendo fazer isso antes de partir para algo mais radical. O problema é que isso é chato demais e eu não conseguia manter essa disciplina por muito tempo, então eu ficava alternando períodos bons e ruins. Na verdade, isso acontece até hoje, mas aos poucos fui aprendendo a lidar com isso.
Vou abrir um par√™ntese aqui pois pelos anos de experi√™ncia, percebo que muitas pessoas passam pelo mesmo problema que eu, sobretudo aqui que √© um lugar para desabafos an√īnimos. Tamb√©m n√£o √© um assunto f√°cil de conversar com as pessoas, a n√£o ser que voc√™ tenha √≥timos amigos ou uma fam√≠lia bem estruturada que se importa realmente com voc√™. A minha fam√≠lia sempre me deu essa abertura, mas por conta da minha personalidade eu nunca fui capaz de falar nada disso com eles. Ali√°s, n√£o sei nem se adiantaria alguma coisa falar com eles. Acredito que o melhor meio mesmo seja apenas ler relatos na internet de pessoas que passam por uma situa√ß√£o semelhante pra saber que isso n√£o acontece s√≥ com voc√™. Acho que isso foi o grande motivador pra eu escrever este texto.
Gostaria de falar sobre sentimentos. √Č bastante paradoxal, visto que eu sou literalmente analfabeto em mat√©ria de sentimentos e n√£o sinto quase nada devido √† minha TPE. Ainda sim, acredito que ajuda bastante saber que algu√©m tem a mesma sensa√ß√£o que voc√™, pois √© algo dif√≠cil de colocar em palavras. A pior delas √© justamente esse algo que n√£o tem nome. √Č como se fosse alguma coisa queimando, mas n√£o queimando num sentido f√≠sico. Est√° mais para uma dor na alma, ainda que paradoxalmente a dor pare√ßa f√≠sica. Desde pequeno eu sinto isso e n√£o consigo imaginar a minha vida sem sentir isso. A melhor forma que eu encontrei de descrever essa sensa√ß√£o at√© hoje foi como se existisse um buraco negro em algum lugar aqui dentro e que ele estivesse sugando tudo, at√© mesmo a tristeza, s√≥ que como ela est√° em maior quantidade, √© o que acaba sobrando pra gente, ainda que essa tristeza n√£o seja t√£o intensa quanto j√° foi em outros momentos.
Voltando, já no meio da faculdade eu sabia que teria problemas caso eu decidisse mudar de carreira pois seria bem mais difícil a minha entrada no mercado de trabalho sem experiência e com uma idade avançada, sem contar psicologicamente, já que os meus amigos estariam numa posição mais avançada da carreira profissional e consequentemente ganhando muito mais dinheiro que eu, o que é difícil pra qualquer pessoa, ainda que você não se importe muito com isso. Eu decidi não abandonar o curso no meio pois era um curso de renome numa excelente faculdade, então ainda tive que aturar mais 2,5 anos estudando algo que eu não gostava só pra pegar o diploma no final tendo certeza que eu não iria usá-lo.
Pois bem, prestei o enem no √ļltimo ano da faculdade e consegui emendar um curso no outro. N√£o pra minha surpresa, descobri que o segundo curso que eu escolhi tamb√©m era horr√≠vel e confesso que at√© cogitei em voltar pra advocacia. O problema √© que eu n√£o tive nenhuma experi√™ncia profissional em escrit√≥rios de advocacia e j√° esqueci o conte√ļdo da faculdade anterior, o que basicamente me impossibilita de voltar pra carreira anterior.
Ao menos arrumei um estágio e estou ganhando um salário mínimo por mês até eu me formar, que eu espero que seja daqui a dois meses. A parte ruim é que provavelmente não vão me contratar e eu vou ficar desempregado, a parte boa é que eu odeio o meu trabalho e provavelmente não vou aguentar nem mais 1 ano trabalhando lá.
Dito isto, vamos aos problemas e ao real motivo do desabafo. De uns tempos pra cá o negócio do meu pai está indo muito mal, de modo que tivemos que pegar alguns empréstimos com o banco e o coronavírus acabou forçando o negócio a ficar parado desde março. Então, já estamos numa situação periclitante.
N√£o bastasse isso, recentemente meu pai teve que operar para tirar um tumor e ao que tudo indica, provavelmente ele est√° com c√Ęncer. Al√©m disso o meu pai est√° no limite de fazer parte do grupo de risco do covid e trabalha com atendimento ao p√ļblico. N√£o sei como faremos pra tomar conta do neg√≥cio, j√° que ele provavelmente vai ter que parar de trabalhar pra fazer o tratamento.
A minha m√£e por sua vez √© aposentada por invalidez. A minha irm√£ tentou abrir um neg√≥cio tamb√©m mas foi paralisado pelo coronav√≠rus, sendo que ele j√° n√£o ia bem. Desde o ano passado ela veio com uma proposta deu tomar conta da parte administrativa da coisa e tirar um dinheiro para mim do que entrar, mas a verdade √© que ainda n√£o consegui tirar sequer 1 real da coisa pois essa √© a √ļnica fonte de sustento da minha irm√£, ent√£o tudo o que eu consegui foi trabalhar de gra√ßa e um monte de dor de cabe√ßa.
Eu por minha vez estou trabalhando entre 10 e 14h por dia ganhando um salário mínimo, fora o estresse e ainda tenho cerca de 5 semanas pra escrever o TCC que eu nem comecei pra me formar na faculdade daqui a 2 meses.
A √ļnica not√≠cia boa que eu tive recentemente foi um conhecido meu ter me contado que s√≥ n√£o se matou porque h√° uns anos atr√°s eu liguei e conversei com ele bem no dia em que ele tinha pretendido se suicidar.
Dada a minha situação é difícil não pensar em se matar constantemente. Não que isso seja algo novo, tenho esses pensamentos recorrentes desde os 13 ou 14 anos de idade, mas entre pensar e fazer existe um abismo infinito de modo que eu nunca cogitei seriamente fazer isso. Ainda sim, deixo sempre a opção aberta muito embora eu tenha me decidido a fazer isso só depois dos meus pais e da minha irmã morrerem.
Sendo bem sincero, motivos mesmo pra continuar vivendo eu n√£o tenho nenhum. A √ļnica coisa que ameniza um pouco √© eu tentar deixar a vida um pouco menos merda para os meus familiares, s√≥ que o fato √© que eu tenho 28 anos na cara e n√£o consigo nem me sustentar sozinho. Se o meu pai morrer, seja de c√Ęncer ou de coronav√≠rus, imediatamente teremos que vender o apartamento e ir morar de aluguel ou com algum parente.
Eu acho que isso tudo é culpa minha, mas no fundo eu sei que não é, já que ninguém é capaz de prever o futuro. Também sei que a minha situação não é tão ruim quanto a de outros, já que eu ainda tenho um teto e comida, mas também sei que a coisa pode ficar feia muito rápido.
Acho que o maior agravante é que eu não tenho sequer 1 área da vida onde eu tenho um desempenho satisfatório. Fracassei economicamente, já que não consigo me sustentar; Fracassei amorosamente, visto que não tenho perspectiva nenhuma de constituir família; Fracassei socialmente pois o meu já pequeno círculo de amizades está se tornando cada vez menor muito pela perda de contato, já que eu não tenho mais como acompanhar os meus amigos com tanta frequência devido à falta de tempo e dinheiro; e a pior de todas, é a sensação de que fracassei como filho. Sim, é verdade, e eu tenho certeza que ninguém nunca vai falar isso, mas não existe nada mais natural que os filhos tomarem conta dos pais na velhice. Infelizmente pra mim, esse tempo chegou e eu não fui capaz de resolver esse problema à altura.
Quem n√£o gostaria de bancar os pais para eles pararem de trabalhar, depois de uma vida inteira de trabalho? No meu c√≠rculo social j√° h√° pessoas que conseguiriam fazer isso, ao menos durante esse per√≠odo de quarentena. √Č inevit√°vel a compara√ß√£o, mesmo sabendo que cada um √© cada um. Eu sempre soube que seria dif√≠cil n√£o ficar chateado com esse tipo de coisa quando eu escolhi mudar de carreira, mas est√° beirando o imposs√≠vel. N√£o apenas no aspecto econ√īmico, mas tamb√©m no aspecto afetivo. Desde sempre a minha fam√≠lia soube que eu era praticamente um autista no quesito de rela√ß√Ķes sociais, ainda que eu esteja infinitamente melhor do que quando eu era mais novo. O que pega mais, √© que no meu √≠ntimo eu sequer considero a minha fam√≠lia como fam√≠lia propriamente dita. Eu entendo que eu tenho um dever moral para com eles, mas n√£o vejo diferen√ßa entre eles e os outros seres humanos. √Č por isso que eu nunca falei eu te amo para eles e nem para ningu√©m. N√£o tenho certeza se eu vou chegar a falar isso pra algu√©m na minha vida, mas tudo indica que n√£o.
Enfim, eu tinha mais coisas pra falar, mas infelizmente tenho que voltar a trabalhar. Desabafar aqui não foi ruim, eu deveria fazer isso mas vezes. Dito isto, eu estou juntando um dinheiro pra me consultar com um psicólogo online depois de quase 10 anos. Eu gostaria de ter dinheiro pra fazer pelo menos 2 meses, mas é difícil achar um psicólogo bom na faixa de preço que eu posso pagar.
Se poss√≠vel, eu tamb√©m gostaria de um feedback sobre o texto em si. Eu tenho uma conta an√īnima no medium e escrever l√°, ainda que infrequentemente por falta de tema ou tempo, acabou se tornando uma das poucas divers√Ķes que eu tenho, muito embora eu ache que seja dif√≠cil algu√©m chegar a ler at√© o final, dado o tamanho imenso do texto.
√Č isso, excelente dia pra voc√™s.
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2020.06.25 18:14 altovaliriano Por que Martin n√£o quer falar sobre Qarth?

Em 2014, quando ‚ÄúO Mundo de Gelo e Fogo‚ÄĚ foi lan√ßado nos Estados Unidos, todos os cinco livros com que a saga hoje conta j√° haviam sido lan√ßados. Em verdade, at√© mesmo ‚ÄúAtlas das Terras de Gelo e Fogo‚ÄĚ j√° estava a venda havia dois anos. Portanto, os leitores esperavam que o livro co-escrito por Linda Antonsson e Elio Garcia Jr. servisse para aprofundar o conhecimento sobre um mundo que Martin vinha desnudando em c√Ęmera lenta, em um longo strip-tease de 18 anos.
O livro provou ser tudo isso e um pouco mais. O autor fict√≠cio do livro, meistre Yandel, n√£o se limita a descrever ponto-a-ponto toda a geografia e hist√≥ria conhecida, como tamb√©m explora relatos, lendas e rumores, ponderando sobre sua confiabilidade e autenticidade. Assim, mesmo a escassez de conhecimento objetivo n√£o impediu meistre Yandel de nos apresentar aos rinc√Ķes mais distantes do mundo em que ‚ÄúAs Cr√īnicas de Gelo e Fogo‚ÄĚ se passam.
Exceto em três casos.
1. Os casos de Solarestival, Meereen e Qarth
Desde a primeira leitura de TWOIAF, é possível perceber que Yandel mantém a tragédia em Solarestival sob as mesmas névoas misteriosas que a encobrem na saga principal. Quando o meistre toca no assunto, é sempre breve e digressivo.
De fato, um dos golpes mais baixos de Yandel vem na forma de um relato do Arquimeistre Gyldayn que, convenientemente, estava parcialmente ininteligível em razão de uma mancha de tinta. Ao fim da leitura, era virtualmente possível ouvir as risadinhas de Martin, seguidas pelo tradicional “keep reading“.
O caso da Baía dos Escravos é bem mais sutil. O livro já começa antecipando um resumo sobre as cidades escravocratas. Mas Yandel se limita a relacioná-las com a queda do Império Ghiscari, e lhes retrata com desdém (TWOIAF, A Ascensão de Valíria).
No decorrer do livro, algumas pequenas notas complementam o resumo inicial com curiosidades, mas não há um capítulo dedicado à cultura e história de Astapor, Yunkai, Meereen ou mesmo da Baia dos Escravos como região (como ocorre com outras localidades mais insignificantes, como as planícies de Jogos Nhai).
Acredito que isto passe despercebido em grande parte porque muitos leitores não gostam da campanha de Daenerys na Baía dos Escravos, e perderam o interesse pela região ao longo dos livros. Contudo, como eu achava improvável que Martin compartilhasse da falta de entusiasmo dos leitores, eu senti vontade de verificar a razão do silêncio.
Eu encontrei a resposta em uma entrevista que Elio e Linda deram ao site Adria‚Äôs News em 2015. A inten√ß√£o dos co-autores com isso era, de fato, esconder potenciais spoilers. Mas para minha surpresa, as raz√Ķes de meistre Yandel era outras, decorrentes de sua personalidade: ele aparentemente abomina a escravid√£o.
Em todo caso, a entrevista acabou revelando algo muito mais interessante, que eu havia deixado passar. Abaixo transcrevo (e traduzo) a passagem interessante:
Voc√™ criou o personagem Meistre Yandel para ser o fio narrativo, mas ele √© tendencioso como qualquer historiador √© na vida real. Voc√™ decidiu que assim seria para ter uma abordagem mais realista ou para p√īr poss√≠veis spoilers sob um filtro amb√≠guo?
Elio M. Garc√≠a Jr: A maior parte das inclina√ß√Ķes que vemos decorre do momento, no qual h√° pessoas importantes e poderosas que ele n√£o deseja ofender. O que ser√° que ele realmente pensa? Essa √© a quest√£o. Certamente, ele n√£o deve ter pensado bem no que os Martells iriam falar quando ele escreveu que Elia pode ter assassinado seus pr√≥prios filhos. Eu n√£o consegui acreditar que eu inventei isso, mas se ele est√° preocupado com os Lannister ficarem irritados, ele tem que explicar a morte deles de alguma forma. De todo modo, eu n√£o acho que ele vai passar as f√©rias em Dorne durante algum tempo. Mas, de modo geral, o vi√©s serve apenas para ser realista, haja vista que ele √© muito consciente sobre a pol√≠tica do tempo em que ele est√° escrevendo. Os spoilers foram escondidos ao colocarmos coisas que ele n√£o trata muito, como Qarth e Meereen, pois ele acha que eles s√£o lugares horr√≠veis, com a escravid√£o e tudo mais, mas tamb√©m porque George n√£o nos fornecia nada sobre Qarth. O outro grande foco de spoilers era Solarestival, mas George n√£o quis nos informar muito sobre isso tamb√©m.
Assim, se por um lado, vemos que informa√ß√Ķes sobre Meereen, Qarth e Solarestival t√™m sido escondidas do p√ļblico, por outro, ficamos sabendo que Martin considera que manter segredo sobre Qarth √© t√£o importante para a trama quanto o sigilo sobre o que aconteceu em Solarestival.
E, de fato, Qarth n√£o tem um cap√≠tulo em ‚ÄúO Mundo de Gelo e Fogo‚ÄĚ. Fora apresentar informa√ß√Ķes pontuais (algumas at√© repeti√ß√Ķes do que havia sido explicado em outros livros), tudo que Yandel diz √©: ‚ÄúSobre a misteriosa Qarth, n√£o posso apontar fonte melhor do que Comp√™ndio de Jade, de Colloquo Votar, o trabalho mais importante sobre as terras ao redor do Mar de Jade‚ÄĚ (TWOIAF, Al√©m do Reino do P√īr do Sol: Outras Terras).
Qarth, portanto, merece ser melhor examinada.
2. O que poderia haver em Qarth?
A import√Ęncia de Solarestival e Meereen s√£o facilmente percebidas. A trag√©dia de Solarestival ser√° o cap√≠tulo final da vida de Dunk e Egg e √© um segredo em si mesma. Por sua vez, vimos que o que divide Meereen entre seguidores de Daenerys e falsos amigos da rainha s√£o raz√Ķes hist√≥ricas. Portanto, √© razo√°vel que Martin prefira deixar os bastidores hist√≥ricos para ‚ÄúOs Ventos do Inverno‚ÄĚ, e surpreender os leitores, do que colocar tr√™s p√°ginas a mais em ‚ÄúO Mundo de Gelo e Fogo‚ÄĚ.
A hist√≥ria de Qarth, por outro lado, tem implica√ß√Ķes diferentes. Uma vez que a cidade nunca foi parte dos dom√≠nios valirianos, √© muito capaz que essas duas civiliza√ß√Ķes j√° tenham guerreado. De fato, em ‚ÄúA F√ļria dos Reis‚ÄĚ, um dos cavaleiros dothrakis de Daenerys encontra algo relevante ao Sul de Vaes Tolorro:
Rakharo foi o primeiro a voltar. Ao sul, o deserto vermelho estendia-se por uma longa dist√Ęncia, ele relatou, at√© terminar numa costa desolada junto √† √°gua venenosa. Entre aquele lugar e a costa havia apenas turbilh√Ķes de areia, rochedos polidos pelo vento e plantas eri√ßadas de espinhos pontudos. Tinha passado junto √†s ossadas de um drag√£o, jurou, t√£o imensas que havia conduzido o cavalo por entre as suas grandes maxilas negras. Al√©m disso, nada viu.
(ACOK, Daenerys I)
Essa impressionante descrição se assemelha à de outros animais formidáveis, muito conhecidos pelos leitores:
[‚Ķ] Os poetas tinham-lhes atribu√≠do nomes de deuses: Balerion, Meraxes, Vhagar. Tyrion estivera entre suas maxilas escancaradas, sem palavras e cheio de respeitoso temor. Podia ter entrado a cavalo pela garganta de Vhagar, embora n√£o fosse poss√≠vel voltar a sair. Meraxes era ainda maior. E o maior de todos, Balerion, o Terror Negro, podia ter engolido um auroque inteiro, ou at√© mesmo um dos mamutes peludos que diziam viver nas frias extens√Ķes para l√° do Porto de Ibben.
(AGOT, Tyrion I)
Portanto, a ossada descoberta no Deserto Vermelho indica que o drag√£o que morreu ali era compar√°vel aos maiores drag√Ķes da dinastia Targaryen. √Ä luz da negativa de Martin de elaborar mais sobre a hist√≥ria de Qarth, essa descoberta passa a ser mais chamativa, pois parece indicar que, no passado, os qaathi (povo do qual os qarthenos s√£o os √ļltimos descendentes vivos) foram capazes de derrotar drag√Ķes desta magnitude.
Outro item que conecta valirianos e quarthenos √© o berrante Atador de Drag√Ķes. Euron Greyjoy afirma ter reivindicado o artefato quando caminhou sobre Val√≠ria. Contudo, muitos leitores (e at√© personagens) duvidam dessa afirma√ß√£o, e acreditam que Euron roubou o berrante dos magos qarthenos que ele sequestrou (dentre os quais, o inimigo declarado de Daenerys, Pyat Pree). Esta suspeita encontra respaldo em uma fonte semi-can√īnica (APP, Qarth).
Entretanto, para fins da presente reflex√£o, interessa saber como os magos da Casa dos imortais conseguiram um berrante com glifos valirianos, feito de chifre de drag√£o, que supostamente tem o poder de submeter e ‚Äúatar‚ÄĚ drag√Ķes √† vontade de quem quer que o sopre.
√Č dif√≠cil de se pensar que valirianos presenteariam qarthenos com instrumentos m√°gicos capazes de domar drag√Ķes, √† qualquer t√≠tulo que fossem (ex: presente de casamento, oferenda aos imortais ou recompensa por servi√ßos). Seria mais simples que algu√©m em Qarth o tivesse roubado dos valirianos. N√£o necessariamente enquanto os donos originais estivessem vivos.
Enquanto refletia sobre o adestramento de Drogon, Daenerys recordou que ‚Äúos senhores de drag√Ķes da antiga Val√≠ria controlavam suas montarias com feiti√ßos de liga√ß√£o e cornos m√°gicos‚ÄĚ (ADWD, Daenerys X). Nesse sentido, a ossada do drag√£o no Deserto Vermelho poderia ser uma pista de como os magos o adquiriram. A pilhagem do cad√°ver de um cavaleiro de drag√£o que a cidade logrou derrotar explicaria a origem do berrante.
O artefato m√°gico, inclusive, poderia explicar porque os valirianos nunca expandiram seu imp√©rio at√© Qarth. De posse do berrante, os qarthenos poderiam neutralizar o perigo dos drag√Ķes de Val√≠ria. O Deserto Vermelho e as muralhas triplas forneciam a prote√ß√£o da cidade contra investidas por terra, por√©m o Atador de Drag√Ķes seria a garantia de que Qarth estaria √† salvo do fogo dos drag√Ķes.
Por fim, a √ļltima raz√£o: George poderia ainda estar preocupado em dividir informa√ß√£o sobre Qarth porque teria que revelar os segredos da Casa dos imortais e da ordem dos Magos qarthenos, da Sombra da Tarde que eles consomem e das √°rvores de casca preta e folhas azuis (represeiros de cor invertida) de onde a bebida √© extra√≠da.
A mais breve incurs√£o em tais assuntos poderia revelar demais sobre a trama que Martin est√° reservando para os pr√≥ximos livros. De fato, os magos de Qarth retornaram √† cena em ‚ÄúA Dan√ßa dos Drag√Ķes‚ÄĚ com Euron Greyjoy e chegaram a Westeros antes de Daenerys. Portanto, sua crescente import√Ęncia como vil√Ķes revela um potencial para influenciar o pr√≥prio final da saga.
Assim, √© natural que Martin procure contornar qualquer oportunidade de falar sobre os magos e a natureza de sua magia. √Č certo que, como uma organiza√ß√£o milenar em Qarth, a Casa dos Imortais deve ter desempenhado papel ativo na prote√ß√£o da cidade contra eventuais investidas dos valirianos e outros invasores. Assim, falar sobre a hist√≥ria de Qarth √©, de certa forma, discutir a natureza dos poderes do magos.
Essas s√£o as raz√Ķes que consegui supor. Como vemos, todas essas especula√ß√Ķes s√£o muito coerentes‚Ķ mas n√£o temos como afirmar nada disto com convic√ß√£o.
Com efeito, Qarth n√£o √© o √ļnico lugar do mundo conhecido que possui organiza√ß√Ķes secretas com perfil m√°gico. Yandel foi capaz de dedicar um cap√≠tulo inteiro a descrever Braavos em ricos detalhes (apresentando um mapa, inclusive) sem que nenhum segredo dos Homens sem Rosto fosse revelado em ‚ÄúO Mundo de Gelo e Fogo‚ÄĚ. Outro cap√≠tulo foi dedicado √† Asshai (onde tamb√©m h√° magos qarthenos em atividade) e a cidade continua t√£o misteriosa e insond√°vel como sempre. Porto Real foi muito citada e explorada, mas n√£o ganhamos nenhum conhecimento novo sobre a Guilda dos Alquimistas.
Assim, não há razão para acreditarmos que Martin não seria capaz de apresentar a história e a cultura de Qarth evitando discutir a natureza da magia praticada na Casa dos imortais.
Quanto ao Atador de Drag√Ķes, apesar de que a hip√≥tese apresentada logre juntar os poucos elementos que temos √† disposi√ß√£o de modo coerente, n√£o h√° qualquer justificativa para nos fecharmos a outras possibilidade. Ou, questiono eu, seria absolutamente imposs√≠vel que Martin alegasse que, no passado, um senhor de drag√Ķes valiriano sem montaria caiu em desgra√ßa, passou por Qarth e vendeu seu valioso berrante para refazer sua fortuna? √Č uma explica√ß√£o plaus√≠vel.
Tampouco cabe alegar que um valiriano jamais cederia o berrante porque isso possibilitaria que Qarth desafiasse Val√≠ria, pois, veja: independentemente de como o conseguiram, os magos t√™m um berrante. Se isso os pusessem em condi√ß√Ķes de competir com a pen√≠nsula valiriana, o desafio j√° teria acontecido. E se o desafio j√° tivesse acontecido, Qarth teria se tornado sede de poder e teria seus pr√≥prios drag√Ķes. Como nada disso aconteceu, devemos concluir que o Atador de Drag√Ķes sozinho n√£o tinha poder o suficiente para abalar Val√≠ria.
Por outro lado, a carca√ßa de drag√£o em meio ao Deserto Vermelho dificilmente √© prova contundente de coisa alguma, exceto de que ali foi o local do √ļltimo descanso da fera. Pensar que a criatura era montada por um cavaleiro de drag√£o √© mera especula√ß√£o.
Ossos de drag√£o t√™m sido encontradas de Ibben a Sothoryos. Yandel acredita que isso √© evid√™ncia de que essas criaturas, ainda que origin√°rias das catorze chamas, ‚Äúdevem ter se espalhado pela maior parte do mundo conhecido antes de serem domados‚ÄĚ (TWOIAF, Hist√≥ria Antiga: A Ascens√£o de Val√≠ria).
Al√©m disso, h√° quem acredite que os drag√Ķes surgiram nas ‚ÄúTerras das Sombras para l√° de Asshai e das ilhas do Mar de Jade‚Äú (AGOT, Daenerys III). Portanto, os ossos no deserto vermelho podem ser apenas restos de um antigo drag√£o selvagem.
3. O mistério da fonte
Uma vez que Martin escolheu n√£o nos dar uma fonte prim√°ria confi√°vel sobre a hist√≥ria e cultura de Qarth, somente nos resta analisar a fonte a que ele faz remiss√£o: o ‚ÄúComp√™ndio de Jade‚ÄĚ, escrito por Colloquo Votar, um aventureiro de Volantis.
A obra de Votar foi mencionada primeira vez em ‚ÄúO Festim dos Corvos‚ÄĚ, e depois novamente em ‚ÄúA Dan√ßa dos Drag√Ķes‚ÄĚ e ‚ÄúO Mundo de Gelo e Fogo‚ÄĚ. Na saga principal, por√©m, o livro n√£o se limita a ser citado. Ele aparece na Muralha. Sam busca um exemplar nas bibliotecas subterr√Ęneas de Castelo Negro para entregar a Meistre Aemon, que, depois de examin√°-lo com ajuda de Clydas, o entrega ao Lorde Comandante Jon Snow.
Enquanto relia os livros para escrever esse artigo percebi pela primeira vez que o trecho em que Aemon e Jon conversam brevemente sobre o Comp√™ndio de Jade aparece tanto em ‚ÄúO Festim dos Corvos‚ÄĚ quanto em ‚ÄúA Dan√ßa dos Drag√Ķes‚ÄĚ (AFFC, Samwell I; ADWD, Jon II). Fica parecendo que Martin achou por bem frisar aquela conversa.
Ao apresentar o Compêndio a Jon Snow, a intenção de Aemon era que o Lorde Comandante percebesse que a espada de Stannis não se parecia com a Luminífera da profecia de Azor Ahai. Jon chega a ler o livro, mas apenas nas páginas que o velho meistre fez Clydas marcar. O Lorde Comandante resume assim o trecho que leu (grifos nossos):
[‚Ķ] ‚Äď Eu olhei o livro que Meistre Aemon me deixou. O Comp√™ndio de Jade. As p√°ginas que falam de Azor Ahai. Lumin√≠fera era a espada dele. Temperada com o sangue de sua esposa, se √© poss√≠vel acreditar em Votar. Depois disso, Lumin√≠fera nunca foi fria ao toque, mas quente como Nissa Nissa havia sido quente. Em batalha, a l√Ęmina queimava ardente em fogo. Uma vez Azor Ahai lutou com um monstro. Quando enfiou a espada pela barriga da criatura, o sangue do monstro come√ßou a ferver. Fuma√ßa e vapor sa√≠ram de sua boca, os olhos derreteram e escorreram pela sua face, e seu corpo explodiu em chamas.
Clydas piscou.
‚Äď Uma espada que faz seu pr√≥prio calor‚Ķ
‚Äď ‚Ä¶ seria uma coisa boa na Muralha. ‚Äď Jon colocou a ta√ßa de vinho de lado e vestiu as luvas negras de pele de toupeira. ‚Äď Uma pena que a espada que Stannis empunha √© fria. [‚Ķ]
(ADWD, Jon III)
A parte em negrito acrescenta fatos novos √† vers√£o da lenda de Azor Ahai que nos foi contada em ‚ÄúA F√ļria dos Reis‚ÄĚ por Sallador Saan. Desse modo, parece que o Comp√™ndio conta com uma vers√£o mais completa do mito. E esta vers√£o teria sido resultado das viagens de um estrangeiro, Colloquo Votar, por ‚Äútodas as terras do Mar de Jade‚ÄĚ (AFFC, Samwell I ; ADWD, Jon II). E entre as terras est√£o Qarth, Yi Ti e Leng.
Por coincid√™ncia, este √© o livro cujo relato sobre Qarth √©, na opini√£o de meistre Yandel, a melhor fonte de informa√ß√Ķes que Westeros tem sobre a cidade e arredores (TWOIAF, Al√©m do Reino do P√īr do Sol: Outras Terras ; TWOIAF, Os Ossos e Al√©m: Yi Ti). O livro provavelmente tamb√©m √© a fonte mais completa. Caso contr√°rio Yandel n√£o se limitaria a dizer ao leitor para consultar o ‚ÄúComp√™ndio‚ÄĚ.
Obviamente, a declara√ß√£o de Yandel foi a forma achada por George Martin para nos dizer que s√≥ teremos acesso ao Comp√™ndio (e a informa√ß√Ķes sobre Qarth) atrav√©s do que as personagens nos contarem. Entretanto, ao colocar as coisas assim, Martin tamb√©m nos revela que o Comp√™ndio deve conter informa√ß√Ķes relevantes in√©ditas.
Mas quais s√£o as informa√ß√Ķes que o ‚ÄúComp√™ndio de Jade‚ÄĚ nos deu at√© o momento?
Samwell Tarly se refere ao livro como ‚Äúum grosso volume de contos e lendas do Oriente‚ÄĚ (AFFC, Samwell I), e realmente contos e lendas √© tudo que sabemos haver nele. Segue a lista do que ouvimos falar:
  1. A versão mais completa que já ouvimos sobre a lenda de Azor Ahai e Luminífera, transcrita acima (ADWD, Jon III);
  2. uma lenda curiosa de Yi Ti sobre uma mulher com uma cauda de macaco que logrou trazer de volta o sol, ap√≥s este ter escondido seu rosto da terra por uma gera√ß√£o ‚Äď a lifetime, em ingl√™s ‚Äď, envergonhado de algo que ningu√©m jamais descobriu o que era (TWOIAF, Hist√≥ria Antiga: A Longa Noite);
  3. O melhor relato sobre Qarth, na opini√£o de meistre Yandel (TWOIAF, Al√©m do Reino do P√īr do Sol: Outras Terras);
  4. A afirmação de que, sob cada cidade de Yi Ti, existem outras três cidades mais antigas enterradas (TWOIAF, Os Ossos e Além: Yi Ti);
  5. o relato de que a Imperatriz de Leng, em pelo menos quatro vezes na hist√≥ria da ilha, condenou todos os estrangeiros da ilha √† morte com base em ordens recebidas dos ‚ÄúAntigos‚ÄĚ, deuses que viviam nas profundezas das cidades subterr√Ęneas em ru√≠na (TWOIAF, Os Ossos e Al√©m: Leng).
Podemos observar que, fora o que j√° tratamos ao longo deste artigo, somente temos informa√ß√Ķes sobre Yi Ti e Leng, regi√Ķes que a primeira vista n√£o s√£o de interesse para a trama principal.
Ademais, das tr√™s informa√ß√Ķes, somente uma faz refer√™ncia indireta a algo de interesse da trama principal: uma lenda sobre a experi√™ncia de Yi Ti durante a Longa Noite, em que uma hero√≠na com cauda de macaco salvou o mundo de uma cat√°strofe.
Ocorre que essa lenda em específico parece reverberar na cultura de Yi Ti até os dias de hoje, da mesma forma como a lenda de Azor Ahai parece estar entranhada nos costumes dos qarthenos.
N√£o parece ser √† toa que o livro pelo qual os westerosis tem a mais completa fonte de informa√ß√Ķes sobre Qarth √© aquele que tamb√©m cont√©m a vers√£o mais completa da lenda de Azor Ahai.
Explico: h√° algum tempo, leitores absolutamente detalhistas sugeriram que os vestidos femininos dos qarthenos, que deixam um seio exposto seriam uma refer√™ncia √† Nissa Nissa, a quem, segundo a lenda, Azor Ahai teria ordenado ‚Äúdesnude o peito, e fique sabendo que a amo mais do que a qualquer outra coisa no mundo‚ÄĚ (ACOK, Davos I) antes de temperar lumin√≠fera em seu cora√ß√£o.
Isso j√° me soava como algo que se encaixa bem com o estilo de cria√ß√£o de mundo de Martin. Quando, √† luz disso, eu li sobre a heroina com cauda de macaco, imediatamente me lembrei que Daenerys havia observado no mercado oriental de Vaes Dothraki ‚Äúos homens de olhos brilhantes de Yi Ti com seus chap√©us de cauda de macaco‚ÄĚ (AGOT, Daenerys VI) e que ‚Äúum gordo comerciante de tecidos de Yi Ti regateava com um pentoshi o pre√ßo de um corante verde qualquer, fazendo oscilar de um lado para o outro a cauda de macaco do chap√©u quando balan√ßava a cabe√ßa‚ÄĚ (AGOT, Daenerys VI).
Portanto, me sinto forçado a concluir que a influência que os mitos da Longa Noite exerceram sobre a moda de Yi Ti e Qarth foi criada para servir de exemplo de equiparação.
Este caso foi feito para servir de par√Ęmetro e possibilitar ao leitor decifrar as correla√ß√Ķes entre os eventos descritos no Comp√™ndio de Jade e elementos da vida cotidiana das personagens, escondidas sob a fachada de contos e lendas de terra estranhas.
Por isso, acredito que o sil√™ncio de Martin sobre Qarth funciona como convite √† reflex√£o das evid√™ncias cifradas a nossa disposi√ß√£o. E, conforme se v√™ da lista acima, h√° no m√≠nimo mais dois de relatos do livro de Colloquo Votar cuja fun√ß√Ķes na narrativa permanecem desconhecidas.
O que vocês acham?
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2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, f√£ da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memoriza√ß√£o de baralhos, timida, m√£e de pet, hidratada, n√£o consumidora de a√ßucar, saud√°vel, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipn√≥loga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que n√£o tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Ra√ßa: n√≥rdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Cr√Ęnio: dolico ou mesocef√°lico √ďculos: n√£o Aparelhos: n√£o Queixo furado: n√£o Covinhas: n√£o Orelha presa: n√£o Orelha de abano: n√£o Franja em V: n√£o Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: n√£o Gradua√ß√£o: apenas cursos voltados √† pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matem√°ticas: sim Idiomas: flu√™ncia em ingl√™s e mais outro idioma √Ālcool, cigarro, drogas: n√£o, nenhum Personalidade: introvers√£o Cultura: europeia ocidental RELIGI√ÉO: Crist√£ Ortodoxa Gostar de escutar rog√©rio skylab:
Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab. O humor √© extremamente sutil e, sem uma compreens√£o s√≥lida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador m√©dio. H√° tamb√©m a vis√£o niilista de Rog√©rio, que est√° habilmente tecida em sua caracteriza√ß√£o - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os f√£s entendem essas coisas; eles t√™m a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas n√£o s√£o apenas engra√ßadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseq√ľ√™ncia, as pessoas que n√£o gostam de Rog√©rio Skylab s√£o verdadeiros idiotas - √© claro que eles n√£o apreciariam, por exemplo, o humor no bord√£o existencial de Rog√©rio "Chico Xavier √© viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que √© uma refer√™ncia cript√≠ca para o √©pico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas co√ßando a cabe√ßa em confus√£o enquanto as m√ļsicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos‚Ķ como eu tenho pena deles. E sim, a prop√≥sito, eu tenho uma tatuagem do Rog√©rio Skylab. E n√£o, voc√™ n√£o pode v√™-la. √Č s√≥ para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antem√£o que possuem um QI com diferen√ßa absoluta de no m√°ximo 5 pontos do meu (de prefer√™ncia para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no ch√£o + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + caf√© gelado sem a√ß√ļcar + hipismo + compila√ß√£o mitadas En√©as + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + medita√ß√£o iasd + m√ļsicas para concentra√ß√£o, foco e intelig√™ncia + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + ess√™ncia de morango da turma da m√īnica no narguil√© + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + √≥culos do a√©cio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do est√°dio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resili√™ncia que resiste √† humilha√ß√£o como se ela fosse nada + tomar banho descal√ßo em chuveiro de academia com ch√£o mijado + muscula√ß√£o caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por m√™s + PUA + Selo super f√£ da f√ļria e tradi√ß√£o + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o c√ļ + medita√ß√£o transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach qu√Ęntico + enema de caf√© + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O M√©todo de Wim Hof + sabedoria hiperb√≥rea + artigos da Nova Resist√™ncia + Biblioteca do D√≠dimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer am√©m quando um 1113 azul passar por voc√™ na rua + 100 flex√Ķes por dia + 6 meses de jelq + injacula√ß√£o guiada + sociedade thule + energia vril + chap√©u de alum√≠nio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anota√ß√Ķes smiliguido + pedir a b√™n√ß√£o ao carteiro toda segunda de manh√£ + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar caf√© + exerc√≠cios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercen√°rios + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabe√ßa + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + v√≠deos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atl√Ęntica de madrugada + ouvir m√ļsicas em velocidade aumentada + canto gregoriano √°rabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situa√ßoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Bot√Ęnico + Radiestesia para harmonizar vibra√ß√£o da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a ora√ß√£o EU SOU + ler O C√≥digo da Vinci + Jesus Qu√Ęntico + Barra Fixa na pra√ßa de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resist√™ncia) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o av√ī + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Pl√≠nio Salgado para as crian√ßas + Limpeza de 21 dias de S√£o Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com cal√ßa jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca come√ßar o treinamento + vender m√°quina de cart√£o de cr√©dito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho pol√≠tico suspeito + caf√© com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refei√ß√£o do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetog√™nica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensad√£o + 2 c√°psulas de Tadalafellas antes do sexo + s√≥ comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da p√°gina Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Ast√ļrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n¬į18 com port√£o vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibi√≥tico no caf√© da manh√£ + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos √ļltimos meses falando "dur hur voc√™ n√£o sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e n√£o encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou t√£o √≥bvia, que eles n√£o tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo v√≠deo, N√ÉO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudan√ßas clim√°ticas naturais, junto com a separa√ß√£o gradual dos continentes, √© que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma regi√£o muito especifica. Agora s√≥ falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpreta√ß√£o de pessoas que n√£o sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. S√£o apenas aves e mam√≠feros ancestrais de milh√Ķes de anos atr√°s. E antes que eu me esque√ßa, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
√Č fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. N√£o h√° um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente s√£o t√£o simples. Entretanto, com estudo e medita√ß√£o o caminho come√ßa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que voc√™ quer come√ßa com no√ß√Ķes do pensamento Hel√™nico. Entenda que boa parte da vis√£o de mundo crist√£ vem da antiguidade cl√°ssica, principalmente as no√ß√Ķes de harmonia e belo. N√£o te pe√ßo para ler tudo o que j√° foi jogado ao ch√£o pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia b√°sica dos quatro humores gregos, e que essa √© uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles ser√£o utilizados no futuro de forma metaf√≥rica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado n√£o h√° conex√£o com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem √© Plat√īnica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da conflu√™ncia da cultura grega com a eg√≠pcia, incluindo a alquimia. A t√°bua esmeralda √© um texto obrigat√≥rio. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alqu√≠mica, porque ser√° importante para voc√™ no futuro. √Č dentro da alquimia que ir√£o discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). N√£o se pretenda nenhum mestre dos espag√≠ricos, porque os qu√≠micos far√£o isso melhor do que voc√™. Entenda que n√£o havia essa separa√ß√£o absoluta entre o material e o espiritual, ent√£o os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da hist√≥ria. Entenda tamb√©m que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros √† qu√≠mica.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja dif√≠cil dar aten√ß√£o √† Cabala Judaica com o surto conspiracionista chan√≠stico sobre a √≠ndole de todo um povo, mas querendo ou n√£o o juda√≠smo √© o Pai da f√© crist√£, sendo Jesus judeu. Entenda que a √°rvore da vida √© um estudo sobre Deus e suas emana√ß√Ķes, e dela vir√° uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora‚ô• Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky‚ėÜStar Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama‚ô™ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka‚ėÜMagica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
N√ÉO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavr√Ķes As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos ūüć∑, isso √© coisa de dama) As que v√£o para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando voc√™ colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em v√°rias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a √ļnica coisa que voc√™ faz √© que as pessoas tenham desejo sexual por voc√™, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que voc√™ vai ficar t√£o emocionada com os 500 likes, 120 coment√°rios e as in√ļmeras mensagens privadas! Voc√™ vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles n√£o se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, n√£o importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que j√° ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um √ļnico ano As que n√£o trabalham ou estudam (ou que est√£o em um curso irrelevante de humanas) As que n√£o sabem o b√°sico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que est√£o pedindo presentes sempre As que j√° est√£o comprometidas As n√£o gostam de crian√ßas ou dizem que n√£o querem ter filhos (pessoas que n√£o querem ter filhos n√£o s√£o confi√°veis) As que tem piercing de bufalo
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2020.03.09 01:42 CasaGolden Hodor Cavalo ‚Äď Epis√≥dio 53 ‚Äď Jon VII, A Guerra dos Tronos

Olhos azuis

Jon Snow e seus novos irm√£os, acompanhados do Senhor Comandante Jeor Mormont, encontraram corpos de dois dos seis homens que acompanharam Benjen Stark em sua √ļltima patrulha: Othor e Jafer Flowers.
Samwell Tarly observa que os corpos não sofreram decomposição. Além do mais, os cadáveres estavam com os olhos azuis, o que não condizia com os olhos dos homens em vida. Os patrulheiros queriam queimar os cadáveres, mas o Velho Urso queria que o Meistre Aemon examinasse eles antes.

Asas escuras, palavras escuras

De volta à Muralha, Jon recebe olhares estranhos dos juramentados e palavras de apoio de seus amigos e sente que alguma coisa estava errada. Ele descobre que o rei estava morto, mas isso não deixa Jon menos desconfortável, ele sente que algo pode ter acontecido com seu pai, que era um grande amigo do rei.
O bastardo é chamado à presença do Velho Urso que confirma a morte do rei e outra coisa bem pior: Ned Stark estava sendo acusado de alta traição por conspirar com os irmãos do rei morto para usurpar o trono de Joffrey Baratheon.
Jon fica horrorizado com a notícia e se nega a acreditar na acusação dirigida ao seu pai.
Na hora do jantar, Jon é provocado e acaba perdendo as estribeiras.

“E então ouviu a gargalhada, afiada e cruel como um chicote, e a voz de Sor Alliser Thorne. - Não basta ser bastardo, é bastardo de um traidor - dizia aos homens que o rodeavam.
Num piscar de olhos Jon tinha saltado para cima da mesa, de punhal na m√£o.‚ÄĚ
(JON VII, AGOT)

Que arda!

Por castigo, Jon foi mandado para uma cela onde ficaria lá até resolverem o que iam fazer com ele. No meio da noite, Jon acorda e vê o guarda de cela morto e, guiado por Fantasma, decidi averiguar o que estava acontecendo.
Jon vê "uma sombra nas sombras" andando em direção do quarto do Senhor Comandante e quando vai lutar contra a "coisa" percebe que era um dos corpos que haviam encontrado na floresta no dia anterior: o corpo de Othor. Jon corta o morto-vivo várias vezes, mas este não morre. Por fim, com a dica do corvo do Velho Urso, Jon incendeia as cortinas e atira no cadáver.

Momentos mais legais

√Č muito interessante ver o Sam se provando como algu√©m que pode ser de muito valor para a Patrulha.
Neste cap√≠tulo vemos como Jon desfaz um pouco a imagem imaculada que ele pintou de Eddard Stark. Mesmo n√£o acreditando nas acusa√ß√Ķes, surgiu um ponto de d√ļvida.
- N√£o - disse Jon de imediato. - N√£o pode ser. Meu pai nunca trairia o rei.
- Seja como for - disse Mormont -, não cabe a mim decidir. Nem a você.
Mas é uma mentira - Jon insistiu. Como podiam pensar que seu pai era um traidor, teriam todos enlouquecido? Lorde Eddard Stark nunca se desonraria... não é?
Gerou um bastardo, sussurrou uma pequena voz em seu interior. Onde est√° a honra nisso? E a sua m√£e, o que lhe aconteceu? Ele nem sequer pronuncia seu nome‚ÄĚ
JON VII, AGOT
Fl√°via Gasi comentou esse trecho:
"Eu amo essa parte porque a gente come√ßa a humanizar o Ned, aquela pessoa que √© um grande comandante e etc. Ele n√£o √© honrado 100% e ningu√©m deve ser. Ao mesmo tempo isso mostra um amadurecimento do Jon que come√ßa a ter emo√ß√Ķes complexas"
Mikannn:
"√Č isso, voc√™ pode admirar o seu pai sem colocar ele em um pedestal e √© isso que o Jon est√° fazendo agora. Mas ao mesmo tempo vemos aqui um pouco de autodeprecia√ß√£o, porque querendo ou n√£o, ele √© a falha do Ned"
Quando Mormont diz a Jon que tentaria convencer a coroa que a Muralha precisava de um homem como Eddard Stark, Jon acha uma injustiça tirar Winterfell do pai, mas se isso custasse sua vida, no final das contas seria legar ter o pai ali com ele. Ele também se demonstra muito preocupado com as irmãs Sansa e Arya por estarem no sul, sozinhas e sem suas lobas.

Um corvo dentro de um corvo

O corvo do Velho Urso parece saber exatamente a maneira de matar o morto-vivo. Há teorias de que o Corvo de Três olhos é quem vive wargando aquele corvo para saber o que acontece na Muralha.
“A chama tremeluziu e quase se extinguiu. "Arde!", grasnou o corvo. "Arde, arde, arde!"
(...)
‚ÄúJon mergulhou a m√£o nas chamas, agarrou a cortina ardente e a atirou sobre o morto. Que arda, rezou, enquanto o pano envolvia o cad√°ver, deuses, por favor, por favor, que arda.‚ÄĚ

‚ÄúAquilo que amamos nos destr√≥i sempre, rapaz.‚ÄĚ

Mesmo tendo limita√ß√Ķes sociais como bastardo, Jon abriu m√£o de outras possibilidades de vida que teria se n√£o fizesse o juramento. Prometeu que n√£o teria outra fam√≠lia al√©m dos companheiros da Muralha. Entretanto, percebemos que Jon ama os irm√£os imensamente e bem sabemos que esse amor nunca vai se dissolver. Em Dan√ßa dos Drag√Ķes, √© o amor que faz Jon querer sair da Muralha para salvar sua irm√£ Arya.

A quest√£o da magia da Muralha

Foi discutido no podcast o fato do corpo ter se reanimado dentro da Muralha. As meninas comentaram se pode ter sido um erro do George R.R. Martin que, por se tratar do primeiro livro, ele talvez n√£o havia elaborado de modo mais complexo a parte dos Outros.

D√ļvidas

Se a Muralha serve para barrar a magia oriunda dos Outros, por que a magia da reanimação funcionou?
Os corpos já estavam com a magia incubada porém não ativada?
Os Outros fizeram um teste com isso?
Ser√° que o corpo reanimou porque eram homens da Patrulha E/OU porque foram levados por homens da Patrulha at√© a Muralha e com isso houve uma esp√©cie de ‚Äúconvite/permiss√£o‚ÄĚ?
Comentário respondido sobre o capítulo Eddard XIV
Um ouvinte comentou que achou revelador demais o fato do Mindinho ter se revelado um traidor pro Ned Stark. Se ele quisesse ser um grande jogador, tinha que manter as aparências.
As meninas responderam que o Mindinho sempre esteve atrás de vingança e que, a partir daquele momento, já via Ned Stark como um homem morto. Ao ver Eddard se ferrando, Mindinho não tinha mais motivos para fingir, ele estava conseguindo o que queria.
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2020.02.15 02:28 carretinha O padre e A Baronesa

Em uma aldeia havia um padre conhecido pela sua piedade com os monstros. Possu√≠dos de todos os lugares viajavam at√© a pequena aldeia para serem curados de seus dem√īnios. O padre atendia em uma pequena igreja, sem bancos, feita de madeira, pintada de branco, que era quente demais no ver√£o e fria demais no inverno. A simplicidade das instala√ß√Ķes n√£o incomodava aquele sujeito humilde, por√©m a Baronesa se contorcia de ver um servo de Deus trabalhar num lugar t√£o mal cuidado. Claro, isso n√£o seria um problema se Ela n√£o tivesse que ‚Äėvisit√°-lo‚Äô toda dia de missa.
A Baronesa, dona daquelas terras e outras na regi√£o, tentava emplacar seus novos produtos no mercado. M√°quinas como o mundo nunca tinha visto, criaturas met√°licas espertas, programadas para todo tipo de tarefas: limpeza, constru√ß√£o, cuidado com as crian√ßas, vigil√Ęncia dos escravos, mordomos e tudo mais que o cliente pudesse imaginar. Mas o povo, pobre de conhecimento e ainda mais pobre de dinheiro, olhava para as m√°quinas com desconfian√ßa, viam em seus olhos amarelos e iluminados motiva√ß√Ķes ocultas e sombrias. A Baronesa, sabia o que o povo pensava de suas constru√ß√Ķes e se surpreenderia se fosse diferente.
‚ÄúEsses ignorantes e imbecis, n√£o compreendem os avan√ßos da tecnologia! Mas de que adianta? Ainda que entendessem, nada poderiam fazer! Essa gentalha n√£o consegue manter uma moeda no bolso. Oh, imagine! Nem que juntassem todos os pobret√Ķes de todas as aldeias da regi√£o, n√£o conseguiram comprar um pe√ßa das minhas maravilhosas m√°quinas.‚ÄĚ
O que a surpreendia era a reação dos seus pares, os sofisticados baroneses, duques e nobres, que rejeitavam com igual força suas ideias sobre a modernidade.
‚ÄúMinha querida Baronesa, a senhora possui tantas terras boas, devia focar em cultiv√°-las ao inv√©s de construir essas criaturas de metal.‚ÄĚ
Para impressionar a nobreza, encontrar possíveis compradores ou pelo menos alguém que a apoiasse, a Baronesa gastava partes enormes da sua interminável fortuna com festas e mais festas. Onde as máquinas serviam, cozinhavam, faziam segurança e entretinham os convidados, sem parar, sem reclamar e sem se cansar.
No entanto os bar√Ķes, duques e nobres n√£o pareciam impressionados e tratavam com profunda indiferen√ßa as maravilhas da tecnologia. Num mundo iluminado por velas, onde moinhos de √°gua tinham acabado de ser inventados, tais criaturas met√°licas pareciam apenas uma alegoria festiva, um enfeite, algo que est√° ali por estar e ao mesmo tempo n√£o existe, uma mistura estranha entre personagens bizarros de circo e mendigos de rua.
Foi durante uma missa, num dia extraordinariamente quente, agravado pelas instala√ß√Ķes da igreja; no meio da aglomera√ß√£o do povo, que se agregava mais pr√≥ximo do altar para acompanhar mais um exorcismo e cura de um monstro; onde a nossa querida Baronesa se sentia absolutamente desconfort√°vel; que Ela teve a ideia de que
‚ÄúSe meus pares fecham os olhos para as modernidades, a igreja h√° de abri-los.‚ÄĚ
Foi assim que irrompeu um grito pedindo aten√ß√£o. O povo, at√© ent√£o atento a cura, voltou-se para Ela. At√© o monstro sobre o altar se virou. O √ļnico que n√£o se mexeu foi o padre, pois aquele era o momento mais crucial do exorcismo, se ele sa√≠sse do transe a alma daquela pessoa poderia se perder para sempre.
‚ÄúSenhoras e senhores, desculpe-me interromper o espet√°culo que √© a cura divina! Todavia preciso anunciar para todos voc√™s, que depois de tantos anos que passamos neste lugar caindo aos peda√ßos, finalmente teremos uma nova igreja! A doa√ß√£o, claro, ser√° feita do meu pr√≥prio bolso e constru√≠da com minhas pr√≥prias m√°quinas, de modo que todos s√≥ tem a ganhar.‚ÄĚ
O povo que desconfiava no come√ßo da fala, sorriu ao ouvir ‚Äėdo meu pr√≥prio bolso‚Äô. Mas logo fechou a cara novamente, ao ouvir ‚Äėcom minhas pr√≥prias m√°quinas‚Äô. Afinal, se n√£o fossem por essas malditas criaturas de metal, os pedreiros teriam algum trabalho e receberiam o suficiente pra gastar no bar, no verdureiro e na peixaria; que faria com que a dona do bar, a mo√ßa das verduras e os pescadores tivessem mais dinheiro pra gastar no padeiro, no alfaiate e no ferreiro; e assim, sucessivamente. De modo que o pouco dinheiro pago aos pedreiros passasse pela m√£o de todos na aldeia, em seguida na m√£o de todos das aldeias vizinhas, at√© enfim ser pego por cobradores de impostos e finalmente se perder dentro do cofre de algum nobre.
Apesar da decep√ß√£o, o √Ęnimo geral foi positivo. Afinal uma igreja nova ainda era melhor que nada. E embora duvidassem das inten√ß√Ķes da Baronesa e de suas cria√ß√Ķes, jamais duvidariam de sua F√©, que alegavam ser a maior entre todo povo comum. Boatos passados de boca em boca diziam at√© que Ela era capaz de realizar milagres, mas claro que n√£o passavam de boatos.
Entretanto por mais fervorosa que fosse a Baronesa, a ponto de sair da sua confort√°vel mans√£o no topo do Monte; descer a p√© todo o morro; atravessar o rio; subir a colina onde estava a igreja; e fazer o caminho de volta todas as vezes que ia √† missa, Ela ainda questionava certas a√ß√Ķes do padre. A Baronesa, assim como todos ‚Äėcidad√£os de bem‚Äô, defendia que os monstros n√£o deveriam ser curados, muito pelo contr√°rio, deveriam ser ca√ßados e mortos pelos crimes que cometeram contra Deus, pois ‚Äėos crimes contra Deus‚Äô eram a √ļnica explica√ß√£o para tem se transformado. Isso se n√£o tiverem matado gado, ou estripado algu√©m depois que assumiram a sua forma monstruosa.
Ap√≥s o an√ļncio ningu√©m mais assistia o exorcismo e para o padre isso n√£o fazia diferen√ßa, na verdade era at√© melhor. N√£o gostava de fazer os exorcismos em cima do altar ou em p√ļblico, se o fazia daquela forma era por dois motivos: O primeiro, era literalmente por press√£o popular, porque uma vez o povo quase quebrou a porta dos fundos da igreja enquanto tentavam espiar um ritual. E o segundo, porque aquela era uma boa forma de divulgar seu trabalho e atrair aqueles que precisam de cura. Portanto apenas um exorcismo era feito em p√ļblico e s√≥ no final da missa, se ainda houvesse outros possu√≠dos a serem curados eles seriam atendidos na parte de tr√°s da igreja, quase em segredo.
S√≥ depois que o dem√īnio foi expurgado e finalmente o monstro pode olhar no espelho e ver a pessoa que era, que o padre abandonou o transe e a concentra√ß√£o no trabalho. E n√£o demorou muito a saber da novidade atrav√©s dos cochichos e conversas que corriam por toda assembl√©ia:
‚ÄúOnde ficar√° a nova igreja?‚ÄĚ
‚ÄúSer√° que v√£o derrubar essa daqui?‚ÄĚ
‚ÄúTomara que tenha uma torre do sino!‚ÄĚ
‚ÄúEspero que n√£o seja em cima do morro.‚ÄĚ
‚ÄúIa ser lindo se fosse em cima do rio!‚ÄĚ
Assim que pescou informa√ß√£o o suficiente sobre a constru√ß√£o da nova igreja, foi imediatamente contra. Jamais um √ļnico fiel deveria ser respons√°vel pelo dinheiro e constru√ß√£o do templo, porque
‚ÄúUm templo, assim como a F√©, deve ser uma constru√ß√£o conjunta. Feita pela dedica√ß√£o e amor das pessoas e n√£o por ganhos materiais ou gl√≥ria pessoal. O marceneiro deveria trabalhar a madeira que o lenhador cortou e doou, para que os ajudantes usem os pregos que sobraram da constru√ß√£o de suas casas, para pregar juntas as t√°buas. Todos trabalhando juntos, sem ningu√©m cobrar a ningu√©m, cada um fazendo e doando de acordo com o que pode e tem!‚ÄĚ
‚Äú√Č assim que deveria ser constru√≠do um templo! E foi assim que foi feita essa capela.‚ÄĚ
Esperou a multid√£o se dispersar e foi conversar com a Baronesa, que por sua vez estava ansiosa para contar os detalhes da obra.
‚ÄúEu agrade√ßo sua oferta minha querida, mas um templo assim como a F√© deve ser uma constr...‚ÄĚ
‚ÄúDesculpe senhor padre, por√©m acredito que algu√©m mais competente deveria tomar a decis√£o. Passados mais alguns anos ou uma praga de cupins e esse lugar vem abaixo! Al√©m disso o povo clama por um lugar mais confort√°vel! J√° lhe aviso: se o senhor insistir em recusar minha proposta, enviarei a oferta ao bispo.‚ÄĚ
‚ÄúQUE ENVIE ENT√ÉO! Mas saiba que nunca estarei de acordo com um templo feito t√£o mundanamente!‚ÄĚ
Foi uma discuss√£o acalorada, contudo n√£o foi nem a primeira, nem a mais tensa delas. O padre e a Baronesa tiveram v√°rias discuss√Ķes em torno da F√©, da organiza√ß√£o da aldeia, das leis e de outros v√°rios assuntos. Mantinham ao mesmo tempo um profundo respeito e um certo desafeto um pelo outro, mas nunca rancor.
O padre achava que as ideias da Baronesa eram afastadas demais da comunidade e pouco preocupadas com a benevol√™ncia, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. Para a Baronesa, as ideias do padre eram sempre ideol√≥gicas demais e pouco pr√°ticas, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. E como era a concord√Ęncia com as palavras de Deus que decidia quais eram as melhores ideias, eles n√£o tinham crit√©rio de desempate. Costumeiramente, o padre ganhava as discuss√Ķes, por ter uma posi√ß√£o mais pr√≥xima de Deus, mas as coisas costumavam ser feitas ao modo da Baronesa, por ter uma posi√ß√£o mais pr√≥xima do Governador.
No fim, o projeto foi enviado ao bispo que o aceitou imediatamente, formando uma comissão de bispos para abençoar o local da nova igreja e os objetos santos.
A planta da igreja, tamb√©m inclu√≠a uma √°rea no subsolo que seria a nova casa do padre. Ele, at√© ent√£o, morava num pequeno quartinho de teto baixo, na parte de tr√°s da capela, dormia num colch√£o fino colocado sobre o ch√£o, que fora presente do pescador. O c√īmodo tamb√©m possu√≠a ainda um fog√£o a lenha, montado pelo ferreiro. O banco e a mesinha onde o padre realizava seus estudos, ambos bambos, eram pe√ßas defeituosas doadas pelo marceneiro e um pouco mais afastado havia uma fossa com cabine, feitas pelo pr√≥prio padre, onde ele fazia suas necessidades.
A Baronesa foi r√°pida para mostrar servi√ßo, e assim que aben√ßoaram o local as m√°quinas deram in√≠cio a constru√ß√£o. Os bispos ficaram encantados com a forma que aquelas criaturinhas de metal trabalhavam, t√£o encantados que se sentaram num ‚Äėacampamento de obras‚Äô, montado pela Baronesa, para assistir a constru√ß√£o. Quando anoiteceu, a casa do padre j√° tinha o piso e todas as paredes. Logo antes de se retirarem para dormir os bispos perguntaram a Baronesa:
‚ÄúSuas constru√ß√Ķes n√£o v√£o descansar?‚ÄĚ
‚ÄúAh, senhor bispo, n√£o se preocupe, elas n√£o precisam disso, podem trabalhar por dias seguidos. Inclusive, garanto aos senhores que a igreja estar√° de p√© e decorada antes do dia de missa.‚ÄĚ
Os bispos se surpreenderam com a promessa. Uma igreja como aquela demoraria ao menos três meses para ser construída por mãos humanas, se essas fossem mãos de pedreiros experientes talvez dois e meio. Porque a Baronesa falou muito bem delas, os bispos esperavam que as máquinas fizessem em um mês, tanto que a maioria deles tinha planejado ir embora no dia seguinte, menos o bispo responsável pela região que faria a primeira missa e o batismo da igreja. Contudo já que a Baronesa prometeu uma entrega tão rápida, todos resolveram esperar para realizar uma grande missa de batismo.
***
As máquinas trabalharam durante toda a noite. Elas têm a forma que melhor condiz com o seu trabalho. Sim, porque diferente das obras feitas por pedreiros, onde cada um faz um pouco de tudo, as máquinas possuem uma função específica, então necessitam de um corpo específico. Enquanto uma passa o cimento, a outra coloca os tijolos; uma ajuda a secar o cimento e, ao mesmo tempo, outra passa a massa onde o cimento já secou; uma é responsável por ajudar a secar a massa e a outra por pintar onde a massa já secou; algumas ajudam a levantar aquelas que trabalham em andares mais altos; sem falar na batedora de pregos, nas carregadoras, nas colocadoras de móveis e decoração, etc. Tudo isso é perfeitamente sincronizado, para que não se pinte onde a massa está molhada; não se pise onde o piso ainda não assentou; ou para não secar o cimento antes de colocar os tijolos.
Todavia diferente de um rel√≥gio, que para funcionar depende de todas suas engrenagens perfeitamente encaixadas, nos lugares e tempos espec√≠ficos, tais criaturas trabalham de modo t√£o sincronizado porque se comunicam. Sim, e se comunicam de uma forma parecida, mas ao mesmo tempo muito diferente daquela dos humanos. Sua precisa e avan√ßada ‚Äėfala‚Äô √© composta por v√°rios sons de *beep*, e cada m√°quina tem um *beep* de tom e altura diferentes. Durante a execu√ß√£o de uma tarefa elas ‚Äėfalam‚Äô de forma incessante, para alertar umas √†s outras de suas a√ß√Ķes, logo todas precisam conhecer a ‚Äėvoz‚Äô uma das outras, a fim de ter uma no√ß√£o sobre ‚Äėo que ocorre onde‚Äô na execu√ß√£o da tarefa.
Contudo não só na linguagem elas lembram os humanos, elas pensam, tem sentimentos, personalidades, gostam de certas máquinas e desgostam de outras. Apesar de serem fisicamente iguais e pintadas do mesmo jeito, o colocador de tijolos 36579 é alegre e festivo, enquanto o 85479 é introspectivo e silencioso, isso fica evidente em seus movimentos e também no tom e frequência de seus *beeps*. Um humano até poderia perceber isso, se pudesse observá-los atentamente durante dias, no entanto para as máquinas a diferença de personalidade entre eles é gritante. Claro, a personalidade deles pode até fazer com que ajam de forma diferente, mas de modo algum isso afeta seu trabalho, pois apesar de mover o braço um pouco mais e se agitar de vez em quando, o 36579 precisou colocar os tijolos da mesma forma e ao mesmo tempo que o 85479, para que as paredes ficassem prontas juntas.
Um humano provavelmente se sentiria desconfort√°vel de ter que trabalhar de forma t√£o mec√Ęnica, sem poder imprimir sua personalidade, sua ‚Äėmarca‚Äô no trabalho. S√≥ que essa √© a beleza para as m√°quinas, elas adoram ser todas diferentes e ainda assim trabalhar de jeito igual. O sincronismo as deixam felizes. Trabalhar para elas n√£o √© muito diferente de uma dan√ßa, uma dan√ßa num mundo onde todos s√£o ex√≠mios dan√ßarinos.
E naquele dia participaram de seu grande baile, que se estendeu por toda noite, quando tiveram de cochichar, mantendo seus *beeps* baixinhos para não acordar as pessoas humanas. Com a chegada da manhã seguinte, dançaram novamente sob o dia, cantando *beeps* mais altos, porque os humanos faziam muito barulho. E dançaram, trabalham, cantaram e cochicharam durante os dias que vieram, até que…
***
Na manh√£ do ‚Äėdia ‚Äúantes do dia de missa‚ÄĚ‚Äô a igreja estava pronta. Era grande, definitivamente maior que a velha capela. Ainda n√£o chegava aos p√©s de uma catedral, por√©m tinha os tijolos mais bem colocados, as paredes mais bem niveladas, os √ļnicos bancos posicionados com precis√£o milim√©trica e um altar perfeitamente arrumado, com os todos utens√≠lios alinhados, prontos para o in√≠cio da missa.
As máquinas, orgulhosas do seu trabalho, se retiraram e aguardaram, ao lado da igreja, o despertar da Baronesa. Dispuseram-se em fileiras organizadas por função e aproveitaram o tempo de espera para conversar. Demoraram apenas 12 segundos para discutir profundamente sobre os mais variados assuntos, a comunicação delas era realmente muito eficaz. Nesse pequeno intervalo de tempo conversaram sobre: como os humanos eram estranhos, como gostaram de finalmente fazer um trabalho fora da mansão, teorizaram sobre os pássaros que cantavam na manhã, flertaram, fizeram novas amizades, planos para os próximos trabalhos, etc. Depois ficaram paradas. As mais afobadas tremiam de levinho, ansiosas para que sua Mestra dessem-lhes mais ordens, afinal gostavam muito de trabalhar.
A aldeia inteira, e boa parte das vizinhas, estava presente para a missa, que foi coordenada sobretudo pelo bispo regional, contando com as participa√ß√Ķes pontuais e diversas b√™n√ß√£os dos bispos das outras regi√Ķes. Finalmente, depois de anos √† frente do altar, o padre podia assistir uma missa como simples fiel e isso trazia-o boas lembran√ßas.
Ao final da missa, e antes de conhecer sua nova casa, o padre perguntou a Baronesa se Ela havia constru√≠do um lugar para realizar a cura dos possu√≠dos. Ela disse que n√£o, que havia esquecido, mas os dois sabiam que o ‚Äėesquecimento‚Äô era proposital. Era mais prov√°vel que ela tivesse constru√≠do um abatedouro do que um lugar de cura.
‚ÄúSe n√£o construiu n√£o h√° problema, eu os receberei na minha casa ent√£o.‚ÄĚ
Em sinal de respeito, a Baronesa presenteou o padre com uma m√°quina ajudante, que ele s√≥ aceitou depois de muita relut√Ęncia.
‚ÄúSenhor padre, fa√ßa o favor de aceit√°-lo, o senhor bem sabe √© um tremendo desrespeito cometer a desfeita de rejeitar um presente.‚ÄĚ
O ajudante foi instru√≠do por sua Mestra a apresentar a casa ao padre, que levou alguns amigos e o bispo da regi√£o consigo. Desceram a escada atr√°s do altar, que levava √† casa. Tudo tinha sido constru√≠do e organizado nos padr√Ķes mais modernos, o padre, que era um sujeito simples, n√£o gostou da casa de primeira, desconfiava do estranho vaso de porcelana com √°gua dentro, que ficava onde o ajudante disse ser o banheiro. Julgava que aquilo tinha inten√ß√Ķes malignas.
Na verdade v√°rias coisas na casa pareciam ‚Äėerradas‚Äô, as velas nos candelabros nunca apagavam, a casa estava fresca demais para uma casa no subsolo e havia sempre uma brisa vinda de algum lugar. No final da visita, encontraram v√°rias escotilhas bem discretas, por onde entravam ar e luz. A Baronesa podia n√£o gostar do padre, mas queria que a casa fosse o mais funcional poss√≠vel. Por√©m foi s√≥ depois de aben√ßoar a casa mais de 15 vezes e finalmente descobrir como funcionava o vaso de porcelana que o padre se livrou de um certo ‚Äėsentimento ruim‚Äô.
O ajudante era muito √ļtil. Ele ajudava a preparar a missa, limpava a casa e a igreja, preparava comida e fazia companhia pro padre nas madrugadas. E apesar de achar estranho no come√ßo, o padre foi, aos poucos, se acostumando com a natureza daquele ser flutuante com uma grande l√Ęmpada amarela no meio do rosto. A m√°quina se auto denominava ‚ÄėAjudante 2047‚Äô, tinha uma personalidade extrovertida e adorava falar. Isso incomodava a Baronesa que estava prestes a tirar-lhe o modulador de voz, quando teve a ideia de d√°-lo ao padre. Nada poderia t√™-lo deixado mais feliz! O padre era quieto e gostava de ouvir as pessoas, ent√£o tratava o ajudante com paci√™ncia, at√© quando ele falava demais, o que na opini√£o do padre n√£o acontecia com tanta frequ√™ncia, afinal a comunica√ß√£o dele era estranhamente‚Ķ eficaz. A maior parte das conversas eram sobre as pessoas. Apesar de nunca falar diretamente com elas, o Ajudante 2047 adorava ver seu comportamento estranho e ficava sempre ansioso para interagir, contudo toda vez que se aproximava de algu√©m a pessoa se afastava, √†s vezes com um olhar de rep√ļdio, √†s vezes com um olhar de medo, mas na maior parte das vezes com uma mistura dos dois. No dia seguinte, o padre teria que encontrar e explicar para a pessoa que o ajudante n√£o faria-lhe nenhum mal. Todavia mesmo com tantas explica√ß√Ķes as pessoas ainda evitavam-no, ent√£o contentava-se em observ√°-las.
Agora que n√£o precisava fazer todo trabalho da casa e igreja sozinho, o padre era mais visto do lado de fora, onde ajudava qualquer um que precisasse e n√£o cobrava nada em troca, pedia apenas que comparecessem √† missa. Vivendo assim, o padre e o Ajudante ajudaram-se mutuamente e logo isso virou a vida ‚Äėnormal‚Äô.
Com a reforma a igreja ficou mais famosa e a fila de possu√≠dos cresceu, indo muitas vezes da sala da casa do padre at√© a entrada da igreja. Ao atender um enfermo, primeiro ele tinha de escutar suas confiss√Ķes, em seguida concedia-lhes perd√£o e s√≥ depois fazia a ora√ß√£o de expurgo, para livrar-lhes. Alguns viam os sintomas da possess√£o desaparecem imediatamente, deixando cair qualquer escama, p√™lo ou peda√ßo de pedra que, porventura, vieram a crescer; outros s√≥ melhoravam com o passar dos dias, mas seus sintomas iam embora sem deixar qualquer evid√™ncia. Os primeiros a serem atendidos eram aqueles que estavam em situa√ß√£o mais grave, ou seja, aqueles prestes a completar a transforma√ß√£o e perder o controle. Destes, alguns eram atendidos antes do final da missa, outros no lugar que estavam assim que fila se formava. Licantropia, glutanismo, petrifica√ß√£o, harpeismo e duplicismo eram os casos mais comuns, mas havia uma infinidade de outras possess√Ķes.
Um dia houve uma discuss√£o sobre quem construiria a nova ponte sobre o rio, a Baronesa logo ofereceu suas m√°quinas, em troca, claro, de uma pequena contribui√ß√£o da popula√ß√£o. J√° o povo queria que o marceneiro e o pedreiro fizessem a ponte. O padre, como sempre, tomou o lado do povo, pois sabia que se deixasse a constru√ß√£o nas m√£os da Baronesa e suas m√°quinas o dinheiro jamais sairia dos cofres dela. Quando mandaram o impasse para o Governador, todos temiam que a Baronesa fosse ganhar, ent√£o o padre arquitetou um plano: avisou todos na aldeia, de modo que a Baronesa n√£o ficasse sabendo, que seria feita uma missa importante no ‚Äėdia depois do pr√≥ximo dia de missa‚Äô. Durante essa missa ‚Äėescondida‚Äô eles arrecadariam os fundos para a ponte, que deveria ser constru√≠da antes que chegasse a ordem do governador. Assim, quando a Baronesa descesse de sua mans√£o no ‚Äėdia de missa‚Äô a ponte estaria pronta e o dinheiro continuaria entre o povo.
‚ÄúSei, senhor bispo, que este n√£o √© o plano mais honesto, mas o povo n√£o aguenta mais entregar suas moedas √† quem nunca √†s retorna.‚ÄĚ
Confessou o padre, em l√°grimas. O bispo apiedou-se do homem e respondeu-lhe que aquela devia ser a vontade de Deus, portanto n√£o haveria castigo.
A Baronesa trabalhava em suas m√°quinas na varanda da mans√£o quando viu uma aglomera√ß√£o na frente da igreja. Era normal que houvesse ‚Äėmissas depois do dia de missa‚Äô, Ela pr√≥pria ia √†s vezes, o estranho era estar t√£o cheia. Pensou um tempo sobre o assunto, perguntou-se se havia esquecido alguma data especial, at√© que se lembrou da discuss√£o e conjecturou que aquilo s√≥ poderia ser um plano do padre. Com pressa, desceu pela primeira vez o morro com suas roupas de trabalho, tomaria-a muito tempo colocar as roupas chiques, que costumava usar quando descia ao povoado. Andava r√°pido, por√©m o caminho era longo e ela s√≥ chegaria ao final da missa, mas talvez, a tempo de frustrar os planos do padre.
O padre que havia organizado a missa do lado de fora, exatamente para que pudesse ver o abrir e fechar do port√£o da mans√£o, acelerou a missa e conseguiu recolher o dinheiro antes que ela atravessasse o rio. Aflito, disse que n√£o haveriam exorcismos p√ļblicos e que aqueles que necessitassem de ajuda deveriam procur√°-lo em sua resid√™ncia.
Neste dia havia um homem, que estava acompanhado de uma enorme criatura envolta num manto negro. O povo sabia que aquilo s√≥ podia ser um monstro em est√°gio final de transforma√ß√£o. A criatura era a esposa do homem e tinha sido possu√≠da por um dem√īnio glut√£o. Ao ouvir que deveria esperar ainda mais para ser curada, ela perdeu o controle, deixando-se levar pelos pensamentos sombrios que a atormentavam. Ficou furiosa, arrancou a capa que cobria o corpo e o rosto, e respondendo respondendo aos protestos do marido, que implorava para ela colocar o pano de volta , vociferou:
‚ÄúEstou cansada! Estou com fome!‚ÄĚ
O monstro era terr√≠vel, gordo, sem pelos ou cabelo, tinha horr√≠veis bolas de pus amarelado, que se espalhavam como fur√ļnculos por todo o corpo. Seu rosto era completamente deformado, a aus√™ncia de l√°bios fazia com que seus dentes e gengiva ficassem totalmente expostos. Por√©m a pior parte era a carne e pele que faltavam na lateral direita do tor√ßo, fazendo com que as costelas ficassem de fora e que fosse poss√≠vel ver alguns dos √≥rg√£o internos da criatura, mas o peda√ßo n√£o parecia ter sido arrancado, n√£o, pelo contr√°rio, estava em forma√ß√£o. A carne borbulhava e parecia crescer muito lentamente, desejando cobrir as v√≠sceras e formar o bra√ßo que faltava.
A criatura come√ßou a andar em dire√ß√£o ao altar. As pessoas assistiam a cena paralisadas, em choque, horrorizadas. Ao dar o segundo passo, ela esbarrou no homem do casal √† frente. O resultado fez com que o p√Ęnico tomasse conta do p√ļblico, que finalmente disparou a correr em todas as dire√ß√Ķes. Primeiro, o homem ficou preso, depois seu corpo foi sendo pouco a pouco absorvido pela carne do monstro, e na medida que ia sendo ‚Äėincorporado‚Äô o lado direito do monstro enchia-se de carne, pele e bolhas de pus. A esposa do homem at√© fez um esfor√ßo para salv√°-lo, mas ao ver a carne sendo derretida e sugada, vomitou e caiu para tr√°s, para, em seguida, sair se arrastando de costas pro ch√£o, incapaz de desgrudar o olhar do horror que acontecia em sua frente. Por sorte, o monstro a ignorou, seu olhar, faminto e furioso, dirigia-se para o padre, que preparava uma ora√ß√£o desde que este havia tirado o manto. Precisava do exorcismo pronto quando tocasse no monstro, do contr√°rio seria absorvido.
Nesse momento a Baronesa j√° estava chegando e pode ver tudo com seus pr√≥prios olhos, furiosa, ela cerrou os punhos e come√ßou a rezar. A criatura encarou o padre at√© que o corpo do homem fosse totalmente absorvido, aquela ‚Äėrefei√ß√£o‚Äô tinha sido o suficiente para formar um bra√ßo grotesco, mas n√£o para preench√™-lo de carne, sobrara ent√£o por todo lado direito do monstro buracos, por onde se via os ossos e partes internas. Isso deu ao padre tempo para terminar o exorcismo. Semi-acabada, a criatura avan√ßou correndo aos trope√ß√Ķes, como as criaturas infernais normalmente fazem, o padre s√≥ precisava tocar na criatura e fazer a segunda ora√ß√£o para a salva√ß√£o das duas almas. O homem absorvido j√° estava morto, por√©m sua alma precisaria ser libertada e a possu√≠da, exorcizada. Fazer isso em t√£o pouco tempo n√£o seria tarefa f√°cil, mas tinha de tentar.
O monstro já estava perto. O padre sentia o cheiro podre, ouvia as passadas pesadas, os grunhidos inumanos, mas manteve os olhos fechados e o coração sem medo. Calculou a posição do monstro e no momento certo esticou o braço. Ouviu um grito, mas não sentiu o toque. Abriu os olhos. Sua mão estava a centímetros da criatura.
Algo estranho havia acontecido. A Baronesa tocava o monstro pelo lado, que congelado como uma estátua, tinha uma expressão de terror e tristeza nos olhos, um terror que só um possuído poderia sentir. O terror de ter seu corpo mudando a composição de carne, ossos e órgãos para cinzas, o que causava uma dor alucinante, o terror de ter sua alma sendo desmembrada, estraçalhada e destruída, o terror de saber que não vai nem para o céu ou para o inferno e sim para o vazio da inexistência, o terror de sentir tudo isso e não poder gritar.
Do lugar onde a Baronesa tocou, espalhou-se uma cor cinza por todo corpo do monstro, com uma textura que n√£o lembrava pedra, mas, sim, p√≥ acumulado. O padre teve tempo de ver o efeito tomando o corpo da criatura, que apesar dos pecados e da morte, possu√≠a ainda um resqu√≠cio de humanidade e tinha salva√ß√£o. Tamb√©m teve tempo de reparar em uma l√°grima, que escorria do olho ainda n√£o transformado em cinza da possu√≠da. Quando foi finalmente inteira afetada pelo toque, ela se desfez e suas cinzas levadas pelo vento. A alma das duas pessoas, assim como a do dem√īnio haviam sido completamente destru√≠das. O padre sabia que aquilo n√£o era um exorcismo, era uma outra coisa, mais antiga, mais cruel, mais perigosa‚Ķ
‚ÄúEla... ela lan√ßou um sortil√©gio?‚ÄĚ
Foi o que pensou, enquanto encarava a Baronesa, que estava pingando suor, cansada, ofegante, suja de terra e graxa. Ela olhou em seus olhos, mas n√£o disse nada, apenas se virou voltando para a mans√£o.
Durante a noite, m√°quinas de limpeza desceram, para limpar o que sobrou das cinzas.
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2019.09.15 19:11 YareYareDaze007 Minha "breve" história amorosa

Essa História que será aqui contada, nesse livro, é a jornada de um garoto chamado Giovane, um garoto quieto, de poucos amigos, porém muito estudioso, sempre tirava boas notas na escola. E é exatamente lá que nossa história começa.
No ano de 2017, nosso protagonista est√° sentado tranquilamente em sua mesa, na sala de aula, quando repentinamente ao olhar de relance para a porta, ele percebe algu√©m entrando, mais especificamente uma garota, uma linda garota, que instantaneamente desperta o encanto de Giovane. Vale lembrar que naquela √©poca, ele era um garoto de 13 anos, sem nenhuma preocupa√ß√£o al√©m de v√≠deo-games e estudos, mas tudo aquilo estava prestes a mudar. Naquele momento, ele havia descoberto o amor, que muitas vezes pode ser comparado √† uma ben√ß√£o ou maldi√ß√£o. Ao ver a garota de nome desconhecido entrar, Giovane logo ficou surpreso com tamanha beleza, por√©m no momento n√£o fez muita coisa. Apenas voltou aos estudos e tentou n√£o pensar muito naquilo, por√©m era quase imposs√≠vel, a cada conta que fazia, a cada texto que lia, a imagem da garota continuava a aparecer em sua cabe√ßa. O que era muito ruim, considerando o fato de Giovane sempre dar muita import√Ęncia aos estudos, aquilo estava o atrapalhando. Mas logo o nome da garota foi revelado: Sabrina. Giovane ouvira a professora dizer esse nome na chamada e viu a garota responder.
N√£o demorou muito para ele se dar conta do que havia acontecido. Ele sabia que estava sob o efeito da droga mais poderosa que existe: O Amor. E para o amor n√£o existe cura, apenas o tempo, que foi justamente o que decidiu fazer: dar um tempo e ver o que acontecia. Giovane N√£o tinha ideia de como os eventos se desenrolariam dali em diante, n√£o sabia o quanto sofreria pensando nela.
Passado algum tempo, cerca de 3 meses, e o amor de Giovane por Sabrina continuava aumentando, como uma fogueira que √© ati√ßada pelo vento. No entanto, uma d√ļvida ainda pairava sobre sua cabe√ßa: O sentimento era rec√≠proco? Sabrina via Giovane com outros olhos? Ele n√£o sabia, e isso estava o enlouquecendo.
Um m√™s depois do acontecimento anterior, ele havia pensado em uma maneira de acabar com suas d√ļvidas, era o √ļnico modo que nosso protagonista havia pensado: Falar √† Sabrina sobre seus sentimentos. Por√©m, Giovane era um garoto extremamente t√≠mido, o que deixava essa hip√≥tese quase imposs√≠vel. Ele tinha medo de contar o que sentia e n√£o ser correspondido, ou ainda pior, ser ridicularizado pelas pessoas ao redor da escola. Chega o fim do ano e Giovane n√£o havia conseguido se declarar. "Meu Deus, mas e se ela n√£o estiver aqui o ano que vem? " Pensava.
2018, in√≠cio do ano. E para sua surpresa, ele estava na mesma sala que Sabrina. Seria o destino dando uma segunda chance a ele? Talvez. E como dito anteriormente, seu amor n√£o diminu√≠a, apenas crescia dia ap√≥s dia. Nosso protagonista tem 14 anos agora, muito mais maduro, certo? Errado! Ele continuava com uma ideologia de " deixar o rio fluir ", ou seja, n√£o fazer nada e deixar que o destino cuidasse do resto. Claramente essa t√°tica n√£o deu certo. Por√©m, Giovane possu√≠a um amigo chamado Marcos, cujo qual se dava muito bem com as mulheres. E fui justamente a ele que Giovane foi pedir ajuda. E acontece que Marcos era realmente bom no que fazia, e milagrosamente conseguiu fazer Sabrina se aproximar consideravelmente de nosso protagonista, que estava pensando sobre a vida e as decis√Ķes que havia tomado e aparentemente n√£o interagindo com Sabrina, o que fez Marcos aparecer e talvez ter causado o maior arrependimento da vida de Giovane. Ou n√£o? Marcos chegou conversando com ambos e acabou deliberadamente por falar que Giovane estava apaixonado por Sabrina, o que deixou nosso protagonista completamente paralisado, como se tivesse visto um fantasma, sem nada para dizer, como se tivesse visto a morte cara-a-cara. E Sabrina pareceu incr√©dula do fato, tanto que at√© se levantou da cadeira na qual estava sentada e estava se dirigindo a seu lugar, quando Marcos a parou e tentou argumentar com ela, mas nada parecia dar certo. Enquanto isso, nosso protagonista continua sentado im√≥vel na mesma posi√ß√£o que havia come√ßado a conversa. Passados cerca de 3 minutos, Sabrina chega √† mesa de Giovane e pergunta:-O que aconteceu?
-Nada. Diz Giovane
-Você está com cara de bravo. Foi alguma coisa que eu fiz?
-N√£o, n√£o foi nada.
E Sabrina sai daquela mesa e volta para a dela.
A partir daquele dia, Giovane se tornou outra pessoa, algu√©m completamente novo. Ao inv√©s do garoto alegre e piadista de sempre, ele havia se tornado algu√©m quase depressivo, n√£o falava quase nada, passava horas parado pensando na vida, n√£o fazia mais tantas piadas. At√© o dia 10 de agosto de 2018, quando ele decide que n√£o vale mais a pena sofrer tanto por conta de falta de coragem. Na escola, durante a aula de geografia a li√ß√£o era fazer um mapa-m√ļndi e foi o que nosso protagonista fez, por√©m Marcos tinha um plano para ambos ganharem nota apenas com o esfor√ßo de Giovane, que aceitou ajudar j√° que poderia precisar de algum favor de Marcos algum dia. E foi um plano, absurdamente bem bolado, executado com maestria e finalizado com √™xito.
Na noite daquele mesmo dia, Giovane decide cobrar a ajuda que ofereceu à marcos. Mandou uma mensagem para ele e combinou que iriam executar um plano para que nosso guerreiro Giovane tivesse a coragem de se declarar à belíssima donzela Sabrina. Marcos a convenceria a segui-lo e passaria por um local combinado, onde Giovane apareceria e abriria seu coração para ela, acabando de uma vez por todas com isso, do jeito bom, que Giovane sairia com uma namorada e se livraria de sua tristeza ou do modo ruim, que era o que Giovane achava mais provável, onde ele seria completamente rejeitado e jogado à depressão para sempre, porém esquecendo de Sabrina. Nada poderia impedir esse plano de funcionar.
Exceto uma coisa: O esquecimento de Marcos que n√£o conseguiu atrair Sabrina at√© o local combinado, o que fez com que Giovane sa√≠sse vagando pela escola envolto em seus pensamentos, e andando sem parar, para praticar pelo menos de alguma maneira, algum exerc√≠cio, contudo ao fazer a volta na escola v√°rias e v√°rias vezes, no caminho Giovane se deparava com Sabrina andando com uma amiga e seu namorado, e durante algumas dessas vezes ele p√īde ouvir claramente a amiga de Sabrina dizer: " quem quer catar a Sabrina? " Duas vezes na mesma hora em que ele estava passando e ainda ouviu mais uma √ļltima vez: " Ela est√° se doando ". Giovane estava come√ßando a ligar os pontos, tudo come√ßava a fazer sentido em sua cabe√ßa. A vontade dele era alterar o curso de sua caminhada e abrir seu cora√ß√£o a ela, por√©m se fizesse isso, ele estaria desperdi√ßando um favor de Marcos, ent√£o Giovane Simplesmente continuou sua jornada de volta √† sala de aula. Ele estava prestes a descobrir o significado de tudo que aconteceu.
No final daquele dia, Giovane decidiu perguntar à marcos se ele havia se esquecido. E de fato ele havia, no entanto se ofereceu para fazer o mesmo plano no dia seguinte. Giovane concordou.
Terça-feira, 14 de agosto de 2018, nosso protagonista vai para a escola apreensivo pensando em como vai ser, no que ele vai dizer..., mas durante a aula de história, nosso herói percebe que Sabrina estava muito impressionada com o professor novo. Estaria ela realmente afim do professor? Ou seria apenas uma brincadeira? Ele não sabia e isso o deixava apreensivo. Na próxima aula, a de matemática, a professora havia mudado Sabrina de lugar. E coincidentemente, o lugar que ela foi designada era bem perto do lugar de Giovane. Seria esse o destino colaborando mais uma vez para que tudo desse certo em sua vida?
No recreio, tudo estava combinado com Marcos. S√≥ lhe restava sair da sala e seguir com o plano. Acontece que um amigo de nosso protagonista, conhecido pelo codinome Sem M√£o, decidiu segui-lo e ver o que aconteceria e como acabaria. Giovane conta o plano √† Sem M√£o, que fica impressionado e diz que aquele plano era como fazer roleta russa com 5 balas. No entanto, Marcos demorou muito para fazer o plano e quando fez, n√£o fez corretamente: Ele simplesmente disse para Sabrina que Giovane gostaria de conversar separadamente com ela, enquanto nosso protagonista apenas passava por ela e ia direto ao banheiro, pois estava muito tenso. Acaba o intervalo e Giovane se dirige √† sala de aula. Na √ļltima aula, logo em seguida da de educa√ß√£o f√≠sica, todos voltam para a sala e se preparam para a aula de matem√°tica e provavelmente a coisa mais inesperada desse livro acontece: Ele pensando na vida como sempre, consegue ouvir Sabrina e Vin√≠cius, um outro colega de sala, discutirem sobre voltar ao lugar anterior deles, e de repente ouve ela dizer que aquele lugar era bom porque ela conseguia ter uma boa vista de uma coisa. Instantaneamente nosso protagonista percebeu que essa "coisa" era nada mais nada menos que ele mesmo, at√© porque em certo momento dessa conversa ele p√īde perceber Vin√≠cius responder: Do G? Que foi logo respondido com uma resposta de Sabrina: Por que voc√™ n√£o grita logo de uma vez?! Seguido disso, Vin√≠cius em tom de brincadeira, aumenta levemente sua voz e repete a frase anterior. A teoria das cinco balas de Sem M√£o acabara de ser refutada, pois com essas informa√ß√Ķes, suas chances aumentaram consideravelmente, deixando a arma com apenas uma bala. Estava muito claro para Giovane que Sabrina aparentemente gostava dele, mas n√£o queria que isso fosse exposto. Passado certo tempo da aula, mais uma vez Sabrina diz que √© um bom lugar e que ela consegue observar muito bem essa "coisa" e foi respondia por Vin√≠cius: Mas do seu lugar anterior, voc√™ tamb√©m consegue ver. E logo veio a resposta: Sim, mas daqui eu consigo ver mais de perto, logo esse lugar √© melhor. Ele sabia que, ou se tratava dele ou de algum de seus amigos que sentavam perto, e estava bem convencido de que se tratava dele. Nesse momento, Giovane estava pulando de alegria por dentro, mas por fora s√≥ se via sua express√£o mais comum: a de indiferen√ßa. Ningu√©m simplesmente olhando, poderia saber a felicidade que residia dentro de Giovane naquele instante. Ele foi para casa se sentindo renovado e feliz, s√≥ n√£o voltou saltitando por motivos de masculinidade. O que aconteceria depois?
No dia seguinte, Giovane n√£o foi para a escola. Ele havia ido ao m√©dico, e como o sistema de sa√ļde do Brasil n√£o √© dos melhores, n√£o conseguiu voltar a tempo de ir para a escola. Ainda nesse dia, pela primeira vez ele decide tirar seu bigode e por incr√≠vel que pare√ßa, se achou mais bonito e se sentiu deveras confiante em sua jornada. Por volta das 18 horas, conversa por mensagens com seu amigo Sem M√£o e lhe conta sobre o que havia descoberto ouvindo aquela conversa, e para desanimar um pouco nosso her√≥i, Sem M√£o diz que o "G" mencionado na conversa, poderia ser de Gustavo, outro aluno da mesma sala, mas Giovane prefere acreditar que ela se referia a ele. Logo em seguida, come√ßa a conversar com Marcos, que tamb√©m fica ciente da situa√ß√£o e diz:
- Ela está brincando com você, cara...
- N√£o, estou t√£o confiante que apostaria cinco reais que ela n√£o est√° brincando!
- Cinco reais? Apostado então! Mas para você ganhar, ela tem de deixar explícito que aceita você. Assim como para eu ganhar, ela deve deixar explícito que rejeita você.
- Claro.
Giovane não possuía cinco reais, nem sabia onde conseguir, mas estava confiante.
16 de agosto de 2018, nosso protagonista aparece na escola e diferentemente do √ļltimo dia, n√£o parecia t√£o tenso, parecia at√© mesmo confiante do que iria fazer. Logo Marcos apareceu:
- Est√° fechada a aposta de hoje?
- Com certeza!
- Você sabe que vai perder, né?
- Certamente que n√£o, estou t√£o confiante que nem trouxe o dinheiro, como sinal de que sei que n√£o vou falhar! ‚Äď Cada frase que nosso protagonista falava, era dita com convic√ß√£o.
- Se est√° t√£o confiante assim, suba a aposta para dez reais!
Giovane pensou por alguns segundos. Ele não tinha esse dinheiro em mãos, mas para mostrar confiança à Marcos e a si mesmo, subiu a aposta.
- Feito!
No instante que disse isso, o sorriso malicioso que habitava o rosto de Marcos fora substituído por uma expressão de espanto. Não podia acreditar que nosso herói estava tão confiante. Porém, durante toda essa conversa na aula, Marcos decide contar à professora de ciências sobre a aposta, e para a surpresa de ambos, ela havia achado uma aposta interessante.
15:30, havia chegado a hora do intervalo, a hora da verdade. Quando p√īs o p√© para fora da sala de aula, soube que duas coisas important√≠ssimas estavam em jogo: Seu futuro amoroso e dez reais, que podem n√£o parecer muito, mas na √©poca que o pa√≠s estava... Ele achava que seria f√°cil, mas estava muito enganado, pois quando estava fazendo o reconhecimento do melhor lugar para a abordagem, p√īde sentir sua perna fraquejar. Depois de dar algumas voltas na escola e consequentemente acabar encontrando com Sabrina no caminho, ele havia achado que estava pronto e quando foi procurar seu alvo em movimento, n√£o o encontrou, no entanto, logo descobriu que ela estava sentada, com sua amiga j√° mencionada anteriormente. N√£o havia mais escapat√≥ria, teria de se declarar na pr√≥xima volta e podia sentir seu cora√ß√£o bater cada vez mais forte ao se aproximar do local. Infelizmente, ao chegar e estar preparado, se depara com mais 4 garotas conversando com Sabrina e sua amiga, o que fez nosso her√≥i alterar o curso e ao inv√©s de parar, acabou seguindo sua trajet√≥ria comum. Faria na pr√≥xima volta, n√£o importava o que acontecesse, por√©m, ao chegar novamente e ver que s√≥ estavam ela e sua amiga sentadas, n√£o conseguiu. Era como se uma for√ßa desconhecida o impedisse.
Bate o sinal para todos voltarem para suas salas de aula e nosso protagonista entra e percebe que teria uma aula vaga, e logo seu lamento em n√£o ter conseguido se declarar, se tornou em for√ßas para tentar agora que n√£o haviam tantas pessoas l√° fora. E mais uma vez n√£o conseguiu, at√© que Sem M√£o prop√Ķe um desafio: reproduzir um desenho de seu amigo Raul, um cara vidrado em desenhar, e Giovane aceita, pois ficar andando e se lamentando n√£o era a melhor atividade. Chegando onde Raul estava, Sem M√£o explica o desafio, por√©m, por algum motivo Raul pega uma folha e corta em duas, dando uma parte para Sem M√£o e outra a si mesmo. Giovane n√£o se importa. Na verdade, parecia n√£o se importar com mais nada depois de ter fracassado em conversar com uma garota. Sem M√£o reproduz um desenho de um homem com terno roxo e gravata que Raul havia feito. A √ļnica diferen√ßa, no entanto, foi que sua reprodu√ß√£o ficou parecendo o cruzamento de um desenho de uma crian√ßa sem talento com um feto malformado em um pote com formol. Ap√≥s isso, aparentemente Sem M√£o ficou t√£o entediado quanto nosso protagonista e decidiu voltar a andar, quando de repente veem Marcos e o namorado da amiga de Sabrina tentando tirar a namorada de Marcos e a amiga de Sabrina de um banco no qual estavam todas sentadas. Giovane pensou que poderia ser Marcos querendo ajud√°-lo a conseguir, mas qual seria sua motiva√ß√£o al√©m de perder dinheiro? E eles conseguiram tirar as garotas do banco, deixando Sabrina sozinha, que decidiu levantar e come√ßar a andar, mas nosso her√≥i n√£o pensou em abord√°-la, simplesmente n√£o tinha a coragem para isso. E acontece que ele era um cara muito corajoso quando se tratavam de brigas e tudo mais (at√© enfrentou um bando de garotos que estavam o incomodando uma vez), mas quando se tratava de garotas, ele n√£o sabia o que fazer. Depois disso voltou para a sala a tempo de acompanhar as duas √ļltimas aulas de geografia. Contudo, no final da √ļltima aula, Marcos veio conversar com nosso her√≥i:
- E aí cara, cadê meus dez reais?
- Eu n√£o falei com ela, logo n√£o tomei um fora, o que significa que eu ainda fico com meu dinheiro.
- Porra, cara. Qual a dificuldade? √Č s√≥ chegar l√° e falar " eu estou afim de voc√™, vamos ficar juntos? " E acabou.
- Se fosse t√£o f√°cil assim, eu j√° teria feito h√° um ano e oito meses atr√°s...
- Mas é fácil!
- N√£o para mim. Me falta coragem.
Ent√£o Marcos decide tomar uma abordagem mais agressiva.
- Olha lá a bunda dela como é grande! Você não quer ter isso?
Giovane continuava dizendo que n√£o tinha coragem.
- Olha lá, o cara foi dar tchau para ela e passou a mão na bunda dela! E ela ainda deu risada! Você vai deixar o cara fazer isso com sua futura esposa?
O sangue de Giovane fervia, como se ele mesmo fosse explodir a qualquer momento, mas ele era um cara calmo e conseguiu se manter normalmente apenas dizendo " calma e tranquilidade " a si mesmo enquanto Marcos dizia:
- Se amanhã você não conseguir, você vai ter de dizer para todo mundo que você é um merda e eu sou superior!
- Okay, j√° me considero um merda normalmente...
Mas aquela conversa lhe deu forças para o que ele faria no dia seguinte.
Dia 17 de agosto de 2018, nosso her√≥i est√° prestes a sair de casa, enquanto seu pai assistia tev√™, e de relance, p√īde ver a not√≠cia mais bizarra que j√° havia visto em toda a sua vida: " Homem-Aranha do crime " que aparentemente era um ladr√£o que escalava pr√©dios t√£o bem que recebeu esse nome.
Chegando na escola, pronto para fazer um trabalho de artes, acaba descobrindo que haveria outra aula vaga, já que sua professora tinha faltado, o que o deixou feliz e enraivecido. Quando já havia saído da sala e estava andando pela escola, começa a falar com Sem Mão desse livro que está sendo escrito agora mesmo.
- Vai ter muita coisa nesse livro!
- Essa conversa também?
- Provavelmente, já que eu vou colocar qualquer coisa que pareça insignificante o suficiente no lugar de alguma informação que seria crucial, ou seja, essa conversa vai direto para ele.
- Bem, isso n√£o seria meio que...
- Um Inseption muito foda!
- Eu ia dizer quebra da quarta parede, mas Inseption também está valendo.
- Não é bem uma quebra da quarta parede. Eu só estaria fazendo isso se eu dissesse: " Ei, você aí que está lendo esse livro, como é que você está? "
- √Č, realmente...
Ao andar, se deparava algumas vezes com Sabrina andando com Marcos e outra pessoa n√£o apresentada anteriormente: Kau√£. Em algum momento, Marcos tentou parar Giovane o empurrando e lembrando que ele tinha de concluir sua tarefa naquele dia, ou ent√£o seria um fracassado.
- Você tem até hoje para conseguir.
- Veja bem, meu amigo, até a meia-noite ainda é hoje.
E essa foi uma sacada bem esperta, tenho que admitir. Enfim, nosso protagonista continuou andando um pouco até que...
- Giovane! Chega aqui! ‚Äď Disse Marcos aos berros sentado em um local perto de uma √°rvore.
- Porra... ‚Äď Disse Giovane.
E foi andando até chegar a ele.
- Que foi, cara? ‚Äď Perguntou em tom de des√Ęnimo.
Eu preciso que você tire uma foto.
" Uma foto? " Pensou Giovane, achando que poderia ter um esquema armado por Marcos.
- Ok, vamos l√°!
E foram caminhando em dire√ß√£o √† uma outra parte da escola. Quando chegaram, nosso her√≥i se p√īs em posi√ß√£o e segurando o celular de Marcos, estava pronto para fotografar. Enquanto olhava para a tela do celular, podia ver Sabrina e sua beleza, ao mesmo tempo que pensava " Caralho, eu sou um merda meu irm√£o! " E tirou a foto. No entanto, o que n√£o sabia, √© que quando j√° ia se retirando do local, Marcos o chamou e disse:
- Não, cara. A gente só quer que pegue essa parte da parede.
- Ah, ok.
E novamente estava em posi√ß√£o observando Sabrina pela c√Ęmera, e logo tirou outra foto. E dessa vez, conseguiu voltar √† sua rota sem ser chamado mais uma vez. Andava e andava, sem rumo, sem destino, sem coragem, quando com sua super audi√ß√£o p√īde ouvir Sabrina discutindo com Marcos, atr√°s dele.
Ouvindo isso, ela decide desafiar Marcos para uma briga, e ele logo se acovarda. Como Giovane, ele não tinha coragem. Quanta hipocrisia, não é mesmo, caro leitor? No entanto, ele logo teve uma ideia.
- Vai l√° e usa essa raiva no Giovane!
E Giovane continuava andando na frente apenas ouvindo essa conversa, quando foi chamado.
- Giovane! Chega aqui!
E l√° ele foi conversar com ele.
- O que foi dessa vez?
- A Sabrina quer te dar um soco.
Mas ela n√£o queria.
- N√£o, eu n√£o vou! ‚Äď Disse ela.
- Por que n√£o? ‚Äď Perguntou Marcos
- Porque eu estou com raiva de você, não dele!
Mas depois dessa breve conversa, Giovane notou um olhar de Sabrina dirigido ao nosso herói. Sabrina realmente teria olhado para ele da forma que imaginava? Ou só estava ficando louco? Descobriria tudo isso em breve...
Dia 18 de agosto de 2018, sábado, por volta das 22:30 da noite Giovane é contatado por Marcos com uma mensagem:
- E aí, cara?
- Opa.
- Tudo beleza, cara?
- Tudo de boa.
- Então, cara... eu acho que você perdeu a aposta.
- N√£o, pois a aposta n√£o tinha prazo. A √ļnica coisa que tinha prazo era eu dizer que sou um merda e a sexta j√° passou, ent√£o voc√™ foi enganado...
- A√≠ √© que est√°, meu amigo quem est√° se enganando √© voc√™ mesmo. O √ļnico que est√° sofrendo por amor √© voc√™.
- Sim, mas ainda assim, a cada dia minha coragem vai aumentando...
- Não se iluda meu pobre amigo. Esse seu coração não merece sofrer!
- Eu estou apenas contando os fatos.
- Não ame aquela garota, ela não merece você.
- Se fosse tão fácil assim... E você não vai me fazer desistir, porque sou brasileiro e brasileiro não desiste nunca!
- Entendo, apenas n√£o quero que sofra por algo que n√£o tem futuro.
- Eu j√° sofri para caralho, eu tentar isso n√£o vai aumentar a dor que eu sinto por n√£o estar ao lado dela.
- Você realmente quer isso, não quer?
- Sim, porra!
- Para que você possa ver que eu não estou mentindo. Eu nunca disse isso para você, porém... eu realmente não tenho nada para fazer.
- Etcha porra!
- Sim, essa foi a √ļnica palavra que voc√™ nunca me ouviu dizer.
- E qual seria? ‚Äď Perguntou Giovane apenas para ver Marcos admitindo que estava t√£o perdido quanto ele.
- Eu n√£o sei o que fazer.
- Ca ra lhou.
- Por conta dela, n√£o tem muito o que fazer.
- Isso mostra que é um caso absurdamente difícil.
- Sim, porém não impossível.
- Até porque nada é impossível, exceto o Palmeiras ganhar um Mundial. Isso é impossível.
- Kkk verdade. Como eu já vi que você não vai desistir da Sabrina...
- Certamente que n√£o.
- Eu vou pelo menos tentar ajudar.
- Que bondoso.
- Porém, como nada na vida é perfeito, eu vou usar minhas técnicas...
- Caralho. Tenho trauma dessas técnicas.
- Pode apostar! Até porque, eu aprimorei elas...
- Acho bom mesmo, kkk
- Porém não foi para um lado bom! Foi para um lado mais extremo.
- Puta merda.
- Eu j√° pensei no que vou fazer. Funciona muito em filmes e novelas.
- Diga-me.
- Vou trancar vocês dois, em algum lugar sozinho.
- Caralho. ‚Äď Giovane j√° sabia que aquele plano n√£o iria funcionar, por√©m decidiu ouvir at√© o fim.
- Vai ser perfeito. Você vai ver, aí é por sua conta. Na verdade, a parte mais difícil sempre vai ser para você.
- Eu estou com um certo medo do que pode acontecer.
- Ela pode falar tudo que sente por você, ou ela pode ficar de fato com você.
- Ou pode n√£o acontecer nada.
Depois de um tempo de conversa Marcos se convenceu de que seu plano não era dos melhores. Até que disse:
- Eu te ajudo e você me ajuda. Eu te ensino o que sei, e você o que sabe...
- O que exatamente você precisa?
- Eu quero saber como você pensa tanto e quero saber como você é tão concentrado, etc....
- Caralho, sério?
- Sim.
- Ok, aqui vai. Não tem segredo: Você só tem que pensar que sua vida dependesse daquilo. Mas, o lance de ser pensativo, acho que é porque eu não tenho muito o que fazer, apenas pensar.
- √ďtimo!
- Espero ter ajudado.
- Ajudou sim, muito obrigado. Agora o que você precisa?
- Fora o lance da Sabrina, nada.
- A melhor opção seria chegar nela em alguma hora em que ela estivesse sozinha ou falar que é uma conversa em particular.
- Sim, o lance é que eu preciso de coragem.
- Quer saber, você transmite confiança. Algo que eu queria muito transmitir.
- S√≥ reprimir suas emo√ß√Ķes e mostrar nos momentos mais cruciais.
- Como assim?
- Você nunca sabe se eu estou feliz ou triste, certo?
- Certo.
- Mas as minhas emo√ß√Ķes mudam. Tudo que eu fa√ßo √© mostrar o que eu quero que os outros vejam: A minha cara de indiferen√ßa de sempre.
- Porra.
- √Č basicamente s√≥ isso.
- Valeu, cara.
- Você me ajuda muito, estou retribuindo.
- Muito obrigado. Mesmo, cara.
- Não há de quê.
Dia 19 de agosto de 2018, Marcos envia uma mensagem por volta das 21:00 para Giovane:
- Cara, estamos na mesma situação. Eu me apaixonei e ela não dá bola para mim. Fudeu, eu me apaixonei. Isso não é natural no universo.
- Vamos conversar.
- Fudeu.
- Você se fodeu.
- Sim, Fudeu. Eu me apaixonei e isso não é normal da porra da natureza! Eu sou Marcos Ribeiro, não posso me apaixonar!
- Agora sente o que eu sinto há quase dois anos. Não é fácil quando é com você, né?
- Literalmente não. Mano, ela é maravilhosa e não me dá bola. Nem com meus truques e experiência não consigo.
- Você sabe que se eu conseguir ficar com a Sabrina e você não pegar essa mina, o mundo deu uma puta volta.
- Sim.
- Algo de errado n√£o est√° certo.
- Nem um pouco. Mas, mano ela é perfeita! Pensa na Sabrina e multiplica por 20.
- Impossível!
- Juro.
- Para mim não existe nenhuma garota na face da terra que se compare à beleza da Sabrina. Acho que o amor faz isso...
- Mano, Fudeu. Eu me apaixonei. Pera aí...
- Eu poderia ser muito cuzão e não ajudar, mas você tentou me ajudar, então farei o que puder.
- Pronto. N√£o sou mais apaixonado.
O amor não é brincadeira de criança, é coisa séria e não se livra do amor tão rapidamente. E Giovane sabia disso, então ou Marcos não estava apaixonado desde o início, ou ainda estava apaixonado ou talvez estivesse inventando tudo aquilo.
- Ata kkk.
- Sério, passou. Eu me controlei.
- O amor vai e vem como uma montanha-russa.
- N√£o. N√£o comigo.
E foi então que nosso herói se preparou para fazer um dos melhores discursos de todos os tempos.
- Você pode ter esquecido agora, mas vai pensar nela de novo. E aí fodeu. Mas, se tem uma coisa que eu aprendi é que você tem que insistir...
- N√£o. Foda-se.
- ... até não ter mais forças. Você não vai esquece-la, apenas aceite o destino. Se você não tentar, alguém vai e você vai ficar muito arrependido. Então você não vai desistir, porra! Logo você, o cara que me incentivou a correr atrás da Sabrina, não pode simplesmente desistir. Essa pode ser a mulher da sua vida, então você teria que ser muito burro para deixar de tentar. E é por isso que você vai correr atrás dela.
Esse foi um puta discurso. Foi tão bom que parece que foi redirecionado a si mesmo e deu forças para ele fazer o que faria amanhã.
Dia 20 de agosto de 2018. O que nosso her√≥i fez? Nada! At√© tentaria falar com Sabrina, mas o problema √© que n√£o a via. Ficou todo depressivo por passar mais um dia sem conseguir e foi para casa. Chegando l√°, sente uma certa fome e decide fazer uma omelete. Uma coisa que deve ser dita anteriormente, √© que independente de quanta pimenta do reino colocasse, n√£o conseguia sentir a pic√Ęncia que deveria. Fazendo a omelete, coloca pimenta do reino e seus dedos ficam sujos. Logo vem seu pai, com uma m√° inten√ß√£o.
- Lambe a pimenta aí para você ver que não arde quase nada.
Giovane confiava em seu pai ent√£o provou e por um segundo pensou " nossa, n√£o arde mesmo ", mas estava muito enganado e arrependido, pois depois de dizer isso, p√īde sentir sua l√≠ngua queimando como carv√£o em brasas, ent√£o pensou " vou tomar um copo de leite e estar√° tudo resolvido ", acontece que no momento a caixa de leite que estava na geladeira, havia acabado e Giovane teve que esperar cerca de trinta segundos de pura dor e sofrimento at√© conseguir abrir outra caixa de leite.
Esse pequeno conto não interfere em nada nossa história, mas achei que deveria ser compartilhado.
Quinta-feira, 23 de agosto de 2018. Nosso her√≥i j√° est√° na escola durante a terceira aula, esperando o sinal para o intervalo. Ao ouvi-lo, Giovane, como sempre, come√ßa a andar em voltas, por√©m, mais uma vez se depara com Sabrina, mas dessa vez ela n√£o est√° andando, e sim parada com algumas garotas, o que eliminava completamente a possibilidade de tentar fazer seu plano, ent√£o apenas segue seu caminho. Voltando para a sala, ele n√£o sabia, mas sua vida que j√° era depressiva, estava prestes a ficar pelo menos tr√™s vezes pior, por um tempo. Ao entrar e sentar em sua cadeira, p√īde ouvir Yasmin, sua prima, dizer claramente que era um cupido, logo em seguida Sabrina conversa com algu√©m que ele n√£o conseguira identificar, mas ouve a seguinte frase durante a conversa " Eu virei e dei um beijo na mina ". Naquele momento, n√£o sabia o que fazer. Seus olhos come√ßaram a lacrimejar como se estivesse cortando um milh√£o de cebolas enquanto um an√£o tailand√™s chicoteava suas costas. Sentiu que todo o sentido de sua vida havia acabado, sentiu-se como se o ch√£o que estava aos seus p√©s havia desabado. Para esconder sua tristeza de todos e de si mesmo, Giovane adotou um comportamento bem agressivo, mas enquanto conversava com Marcos ouviu-o dizer:
- Vamos fazer uma aposta amanh√£. Tipo os gringos jogam p√īquer e apostam salgadinho essas coisas, j√° a gente que √© fudido aposta bala. A gente poderia, sei l√°, jogar algum jogo de azar tipo p√īquer, truco...
- Eu toparia um truco. ‚Äď Disse nosso protagonista.
- Ok, ent√£o amanh√£ todo mundo traz bala para apostar e a gente joga um truco.
Chegando em casa, de noite, Giovane decide contar a seus amigos sobre o motivo de ter ficado t√£o furioso a partir do intervalo, exceto por uma parte que ele n√£o conseguia parar de rir como se fosse um retardado " Bebidas Xab√°s ". E ao contar para Seme√£o, ele recebe um discurso motivacional quase t√£o bom quanto o que havia feito para Marcos.
- Giovane, sabe o que você precisa?
- O que?
- TVNC
- Wtf?
- Tomar vergonha na cara.
- Porra, semeon.
- Criar coragem e ir.
- Sim. Só preciso do meu bigode, ele me transmite segurança.
- Não deixe que coloquem o dedo na sua cara e digam quem você é!
- Minha autoestima começou a subir...
- Virou mó conversa motivacionap. Maldito correto. R.
- Maldito analfabetismo!
- Cara, você é o cara!
- √Č bizarro que eu nunca pensei que n√£o conseguiria por falta de coragem, mas sim por rejei√ß√£o.
- Você vai conseguir. Se tiver a lábia mais do que perfeita, você é imbatível!
- Sim, eu só preciso chegar nela.
- E puxar um bom papo.
- Com puxar um papo, você deve saber que eu vou chegar fazendo a proposta.
- Hum, é mesmo?
- Se a porra do Marcos tivesse seguido o plano...
- Então quando você chegar nela, já sabe...
- Agora tenho que ir.
- Vou recobrar o favor do Marcos, mas falous.
- O Kau√£ est√° mandando eu jogar com ele.
- Olha só, escravatura, mas falous.
Naquele mesmo dia, ele cobrou o favor e Marcos concordou em ajudar.
Dia 24 de agosto de 2018, na escola durante a primeira aula que deveria ser de artes, mais uma vez √© uma aula vaga. Ao andar com Sem M√£o e Raul, como sempre nosso her√≥i se depara com Sabrina sentada com algumas amigas. Dando algumas voltas, durante uma delas, ao passar pelo grupo de garotas, nosso protagonista consegue ver claramente Sabrina olhar diretamente para ele por cerca de tr√™s segundos. E n√£o era qualquer olhar, era um olhar t√£o certeiro que n√£o havia a possibilidade de ela estar olhando para algum outro lugar. Esse fator somado √†s informa√ß√Ķes que Giovane havia conseguido ouvir ao longo do tempo, lhe dava uma chance de 99% de Sabrina estar afim dele.
Feliz para cacete, depois que a aula vaga acaba, volta para a sala e vai fazendo as li√ß√Ķes at√© chegar a √ļltima aula de geografia. Todos haviam se lembrado do que Marcos havia combinado sobre o truco. Mas ningu√©m trouxe um baralho.
Depois de tudo isso, com sua confian√ßa, nosso her√≥i faz uma das coisas que mais se arrependeria em sua vida, ele decide aumentar a aposta que havia feito com Marcos para 20 reais. Se ele conseguisse, seria √≥timo ganhar esse dinheiro, mas Giovane n√£o pensou no caso de n√£o ganhar a aposta, pois estava cego pela gan√Ęncia do dinheiro f√°cil. Marcos aceita a proposta e dessa vez foi mais esperto por ter colocado um prazo de dois dias na aposta.
Durante alguns dias, nada de tão importante acontece que deva ser mencionado nesse livro. Isso até o dia 30 de agosto de 2018...
Giovane decide que pediria Sabrina em namoro durante o recreio, mas para isso precisaria da ajuda de Marcos, que concordou em ajudar depois de certas negocia√ß√Ķes.
√Č chegado o intervalo e a tens√£o estava subindo, at√© porque agora al√©m de Sabrina, 20 reais estavam em jogo, e nosso her√≥i n√£o tinha nem perto disso...
Giovane anda durante o recreio procurando Marcos e acaba o encontrando.
- Então, cara... agora seria uma ótima hora para aquela ajuda...- Disse nosso protagonista.
- Ah, sim claro, claro... A gente só precisa encontrar a Sabrina...
E lá se vão Marcos, Giovane e Thiago (Não o Sem Mão) procurando a garota. Até que Marcos tem uma genial ideia (sem sarcasmo).
- Giovane, faz o seguinte: fica ali na √°rvore que eu vou ver se eu encontro ela e chamo-a aqui.
Nosso herói concordou com a cabeça e foi se dirigindo à árvore. Chegando lá, não parava de pensar o que iria dizer, até que de relance, consegue ver Marcos caminhando com Sabrina em sua direção. Eles haviam chegado.
- Então, o Giovane tem um negócio para te falar...
"√Č agora", pensava Giovane. N√£o havia mais escapat√≥ria.
- √Č ent√£o, √© sobre o lance que eu ia falar ontem... Sabrina eu sou absurdamente afim de voc√™, e voc√™ sabe disso, ent√£o... quer namorar comigo?
- Então... no momento eu não estou disponível..., mas se quiser a amizade, estamos aí.
Ele se sentia arrasado, detonado, zuado, fudido, quebrado.
Aquelas palavras ecoaram na cabeça de Giovane, que agradeceu a Sabrina por ter cedido seu tempo e foi embora andando. Por incrível que pareça, ele se sentia libertado. Triste, porém, libertado.
E nossa história termina aqui com um final não tão feliz(ou será que não?).
E com essa finalização, eu agradeço por ter tirado um tempo do seu dia para ler isso.
submitted by YareYareDaze007 to EscritoresBrasil [link] [comments]


2019.06.23 18:27 rubnesio Top 10 melhores(PIORES) cenas MARCANTES do livro As Cr√īnicas de Arian Vol.1, com CL√ćMAX, SEM CENSURA e vers√£o SURTADA, sem nenhum revisor

A review COMPLETA foi postada aqui: Link
Depois de muitos incentivos de amigos e do pessoal do Twitter, li finalmente a obra do Youtuber Marco Abreu, publicada ano passado, 2018, em vers√£o digital. Admito n√£o ter ido com expectativas positivas do que esperar. O autor j√° demonstra limita√ß√Ķes textuais no seu blog pessoal, quanto a posts mal escritos e um vocabul√°rio muito limitado, cheio de v√≠cios de linguagens e erros ortogr√°ficos. Mesmo tendo essa no√ß√£o, fui surpreendido (negativamente) por um produto liter√°rio de conte√ļdo horr√≠vel, pregui√ßoso e de p√©ssima qualidade.
Primeiro, um ‚Äúpequeno‚ÄĚ resumo do livro:
Resumo da história
Sinopse: ‚ÄúUm garoto acordou sem suas mem√≥rias perto de uma estrada do Sul. Com ele, apenas uma espada em condi√ß√Ķes ruins, mas com propriedades anormais. Ajudado por uma fam√≠lia, e depois por membros de uma guild, ele logo constatou que todos que ficavam perto dele acabam sofrendo, e se isolou.
Felizmente, ele nunca estava sozinho, uma fantasma, estava sempre a seu lado. Nos seus momentos mais felizes, e nos mais tristes, ela sempre estava lá para apoiá-lo. E com ela, ele seguiu, em busca de um sentido para sua vida, e respostas para os mistérios que o cercavam.
Um dia, finalmente conseguiu uma forma de obter respostas sobre si mesmo, ao entrar em uma miss√£o, que, teoricamente, era para ser simples. Mas a miss√£o n√£o era o que aparentava. O que come√ßou como uma escolta, virou algo sem precedentes na hist√≥ria do seu mundo.‚ÄĚ
Se voc√™ leu a sinopse acima, a impress√£o que fica √©: o livro vai contar a hist√≥ria do Arian nessa miss√£o, em busca do seu passado perdido, enfrentando perigos ao longo do caminho, correto? E se eu disser que a hist√≥ria PRINCIPAL s√≥ come√ßa depois do cap√≠tulo 20, onde ¬Ĺ do livro s√£o arcos perif√©ricos que n√£o agregam em nada a narrativa? Pois ent√£o...Vou tentar ser muito sucinto nessa parte, at√© para n√£o alongar muito o texto, que j√° est√° grande para um caralho.
Começamos o livro com um arco de apresentação. Até aí tudo bem, porque é o que se espera do começo de um livro. Introduzir os seus personagens antes da grande aventura que irão enfrentar. E a sinopse dá entender que iria começar o capítulo introdutório com o passado do protagonista após acordar na beira da estrada. Então...não é bem assim que acontece de fato.
O primeiro arco começa em um bar, a partir da visão do segurança(???) do local, com seus pensamentos descritos pelo narrador do livro (a escrita é em terceira pessoa). Você já começa a torcer o nariz com aquele mundo, graças a inserção de vários conceitos avulsos e perdidos que não condiz muito com a realidade relatada. Aquele universo lembra muito o período medieval/feudos da nossa história antiga/idade média. Porém, o que nos foi apresentado é um mundo em que temos:
¬∑ Um sistema militar hier√°rquico e organizado, onde temos patente e divis√£o de fun√ß√Ķes bem definidas.
· A função/emprego de segurança em locais privados como bares(não são militares e sim pessoas normais sem treinamento específico).
¬∑ Sistema econ√īmico complexo (conceitos avan√ßados) , com no√ß√Ķes de valores e mercado financeiro (s√≥ faltou citar a infla√ß√£o no livro).
Entre diversas coisas, que geram certa estranheza e uma bagun√ßa dentro das pr√≥prias regras estipuladas nas descri√ß√Ķes. Vamos relevar por enquanto essa confus√£o de ideias prosseguir com o livro.
Voltando ao resumo, esse primeiro arco √© basicamente uma forma de apresentar a GRANDE FOR√áA ‚ÄúOCULTA‚ÄĚ que o Arian tem no quesito podefor√ßa. E qual a situa√ß√£o que o autor escolhe para demonstrar isso? Uma cena de ESTUPRO ūü§¶‚Äć‚ôāÔłŹ(j√° vou abordar esse assunto mais para frente). Tudo se passa com uma MEIA-ELFA (enfatizo a palavra, porque √© a motiva√ß√£o principal do Arian s√£o essas mesti√ßas inter-raciais), junto com o seguran√ßa (namorado dela), em que ambos s√£o atacados por militares MALDOSOS e S√ĀDICOS (adjetivos usados a exaust√£o para todos os vil√Ķes desse primeiro livro). S√£o salvos pelo protagonista aparecendo no momento previs√≠vel e oportuno. Depois do resgate, o Arian parte para outra jornada. Acabou o primeiro e nisso, j√° foram seis cap√≠tulos do livro. Enfim, um arco ruim e tosco que s√≥ serviu para apresentar tr√™s personagens que s√£o de fato √ļteis: o Arian, o Cavaleiro Negro que o auxilia no resgate e na batalha (falo mais sobre ele depois), e da (nome da fantasma que est√° na sinopse e esquecida pelo autor por quase todo livro).
Em seguida, temos um segundo arco cheio de clichês até no talo. Um TORNEIO DE COMBATE está acontecendo, com a óbvia participação do Arian, é claro. Para quem vivia reclamando de histórias shounen, são mais dos mesmos, criança como protagonista, e sei lá mais o quê, o próprio Marco utilizar a mesma estrutura de uma competição/torneio como arco seguinte da introdução, semelhante a Dragon Ball, Naruto, Black Clover, entre outros mangás famosos de porrada, é no mínimo esquisito, bizarro, para não dizer contraditório. E somos apresentados a mais três personagens no final do campeonato: Marko, Kadia (ela consegue ler as mentes das pessoas a sua volta) e Dorian que farão parte da party dele.
J√° se foi quase 20 cap√≠tulos at√© aqui de 44 presentes no livro vol. 1. Estou perto da metade do livro e quase nada da sinopse foi citada ou trabalhada no enredo? Sim. Exatamente esse sentimento que fiquei conforme lia o livro. √Č uma enrola√ß√£o que n√£o chega a lugar nenhum, falando em termos de hist√≥ria que est√° sendo contada. Foi uma introdu√ß√£o GIGANTESCA e INFLADA para aparentar que o livro √© rico em detalhes ou informa√ß√Ķes (que n√£o √© verdade), elevando o n√ļmero de p√°ginas sem uma boa justificativa para tamanha demora em entrar na trama principal. Parece um trabalho acad√™mico e escrito por um universit√°rio pregui√ßoso, que tinha um n√ļmero de p√°ginas m√≠nimas para fazer, s√≥ que ele n√£o estudou suficiente para isso, e enrolou preenchendo com dados in√ļteis para alcan√ßar os requisitos exigidos para a entrega e avalia√ß√£o.
Mas agora parecia que ia entrar na trama da MISS√ÉO IMPORTANTE dita na sinopse. Mais personagens foram introduzidos e dava a impress√£o que agora ia para o rumo central, do que supostamente o livro devia contar. S√≥ que n√£o √© isso que acontece. A Kadia, personagem que citei anteriormente, decide ler a mente do Arian e temos MAIS TR√äS CAP√ćTULOS SOBRE O PASSADO DO PROTAGONISTA. Tipo, j√° se passaram mais de vinte cap√≠tulos e n√£o come√ßou a miss√£o principal ainda??? Sim. √Č isso mesmo. Mais uma fuga do tema para contar mais alguma hist√≥ria paralela sem fun√ß√£o para o enredo principal. (Se fosse no Enem, era zero certeza)
Resulta que temos um terceiro arco sobre o passado do Arian, ap√≥s ele acordar na beira estrada com a . Prefiro n√£o detalhar esse trecho, porque dos supostos tr√™s cap√≠tulos que servem para desenvolver o Arian e o que aconteceu com ele, dois desses cap√≠tulos s√£o dedicados exclusivamente a descrever cenas de ESTUPRO com muito ‚Äúentusiasmo‚ÄĚ. Nada do que √© esperado de um arco que apresenta o background do personagem principal, foi feito aqui. Foram cap√≠tulos in√ļteis que s√≥ tinham o prop√≥sito de CHOCAR. At√© existe uma tentativa elaborar um conflito interno do Arian, s√≥ que √© jogado fora completamente, porque no presente(em rela√ß√£o ao livro), ele n√£o sofre mais com essa indecis√£o mostrada nesse trecho. Mais tempo perdido de leitura.
E finalmente, depois de tr√™s hist√≥rias pouco produtivas, chegamos no quarto arco que √© a miss√£o de escoltar a Lara e um objeto poderoso. J√° passou metade do livro, e a jornada s√≥ come√ßou ali. Tranquilo. Parece que vai engrenar. E vou lendo, e lendo, e mais lendo e nada de interessante acontece. N√£o √© exagero. S√£o v√°rios cap√≠tulos deles cavalgando e dialogando entre si, enfrentando uns bandidos fracos, conversando mais um pouco, portais bidimensionais abrem e sugando tudo ao redor(???), personagens se salvam do perigo, conversam mais ainda do que antes...S√£o 8 cap√≠tulos dessa forma, onde n√£o temos coisas acontecendo ou eventos que movimentam a trama. √Č s√≥ eles indo por uma estrada at√© seu destino.
Talvez, at√© o autor deve ter percebido isso, que o livro estava ficando chato, coisa e tal. Ent√£o, ele decidiu deixar as coisas mais EMPOLGANTES. E qual foi a t√°tica que ele usou para movimentar a trama? Colocar mais ESTUPROS. N√©...Insinuar estupros com crian√ßas de 6 anos de idade n√£o choca mais como antigamente(sendo ir√īnico aqui).
Temos mais lutas para defender as MEIAS-ELFAS do destino cruel que √© a escravid√£o e os abusos sexuais, mais poder ‚Äúoculto‚ÄĚ do protagonista, mais Cavaleiro Negro (ele surge do nada em diversos momentos do livro) na jogada e termina a batalha sem grandes consequ√™ncias para ningu√©m.
Não satisfeito, o autor foge novamente da trama principal e insere uma side-quest, em que o Arian e a Lara vão fazer, com o objetivo de matar os mortos vivos que estão na floresta daquela região próxima. A missão que é mencionada como a PARTE A MAIS IMPORTANTE do enredo que modificaria o mundo, e que iria mudar o Arian para SEMPRE, foi novamente jogada para escanteio e o foco se voltou para uma parada nada a ver.
Nem sei se classifico como quinto arco, ou cap√≠tulos de fillers essa miss√£o secund√°ria, porque nada o que ocorre nesses cap√≠tulos, tem grande relev√Ęncia ou repercuss√£o nos personagens ou movimenta trama, dita como a central. √Č mais um jeito de enrolar e esticar uma hist√≥ria que podia ser contada em poucas p√°ginas. Para acelerar o processo de resumir o livro, o arco √© uma miss√£o que come√ßa f√°cil, complica a situa√ß√£o, aparece Goblins, rola MAIS ESTUPROS (Goblin Slayer manda um abra√ßo), eles lutam com milhares de Goblins, s√£o salvos por uma deusa que n√£o apareceu em nenhum momento anteriormente no livro (Deus Ex Machina fudido), e voltam para o grupo principal para completar a miss√£o. √Č isso tudo que acontece nessa miss√£o. Temos mais algumas informa√ß√Ķes (in√ļteis) sobre o passado do Arian e s√≥.
Percebi que está terminando o livro. Faltam menos de cinco capítulos e pensei: Assim que vai terminar? Vou complementar o meu apanhado dizendo que, desde do capítulo 37 até o 43, só são lutas durante toda a narrativa. Porque mesmo voltando para o grupo principal, a cidade em que estavam todos da party do Arian, sofria uma invasão liderada pelo Cavaleiro Negro. Sim! Aquele mesmo Cavaleiro que salvou o Arian em vários momentos do livro anteriormente. E descobrimos que esse Cavaleiro Negro era o melhor amigo do protagonista na época em que ele estava na Guilda da cidade que se hospedaram.
O que era para ser uma reviravolta de roteiro ou um plot-twist, acaba se tornando uma situa√ß√£o vazia, j√° que esse suposto amigo do Arian, aparece em duas p√°ginas no m√°ximo do livro e n√£o √© estabelecido esse suposto vinculo de confian√ßa entre os dois. S√≥ mais uma situa√ß√£o jogada ali para nada. E novamente, seguindo o padr√£o de resumo do livro: lutas acontecem, v√°rios personagens aparecem, mais lutas, mais pessoas surgem do nada, mais lutas com descri√ß√Ķes confusas, mais gente que aparecem do nada, lobisomens que podem se transformar em URSOS(???), gente voando para tr√°s, se dissipando, humanos normais, (voc√™s v√£o entender o que foi isso mais adiante no texto), mais lutas, mitologia grega e n√≥rdica, drag√Ķes bidimensionais, portais pandimensionais, deuses aparecendo do nada, mais lutas, pessoas (a party do protagonista) sendo salvas no √ļltimo minuto por personagens aleat√≥rios, mais Deus Ex Machina ali, mais lutas, mais um pouco de Deus Ex Machina que n√£o foi o bastante...enfim. Foi uma mistureba de eventos, que aquele mundo caracterizado no inicio do livro, nem se parece mais com o que foi descrito no final. Tudo √© inserido ali a moda caralho, sem trabalho de construir algo coeso e que seja fact√≠vel para exist√™ncia desses elementos naquele universo.
Logo ap√≥s essa lamban√ßa, o √ļltimo cap√≠tulo (44) √© dedicado exclusivamente a explica√ß√Ķes (que j√° deviam ter sido feitas nos cap√≠tulos anteriores) e informa√ß√Ķes que eram necess√°rias (ou n√£o) para dar base a estrutura daquele mundo no livro. Mas imaginem por um segundo, voc√™s lendo uma monografia cientifica, em que o texto daquele documento, foi feito por completo no dia anterior √†s pressas pelo autor. Pois √©. Nas cr√īnicas do Arian, coisas s√£o simplesmente ditas no final e que devemos aceitar porque o autor est√° dizendo. Foda-se que n√£o faz sentido, ou que n√£o foi estipulado anteriormente, ocasionando a impress√£o de ‚Äútermina de qualquer jeito, porque n√£o √© um cap√≠tulo de luta‚ÄĚ. Foda-se tudo que √© importante para construir uma boa hist√≥ria.
E temos finalmente o ep√≠logo, em que o Marco tenta fazer um ‚Äújoguinho com leitor‚ÄĚ, escrevendo sete mini hist√≥rias que ocorrem antes dos acontecimentos do livro, sem a men√ß√£o dos nomes dos personagens principais durante a escrita, para que o LEITOR TENTE adivinhar ‚ÄúA QUEM PERTENCE AQUELE PASSADO‚ÄĚ. O resultado √© algo idiota porque, voc√™ utilizando um pouco l√≥gica e a t√©cnica de exclus√£o de op√ß√Ķes, voc√™ j√° sabe quem √© quem nesse ep√≠logo med√≠ocre. √Č uma tentativa fracassada de tentar terminar o livro de uma forma diferente do comum. Se n√£o consegue nem fazer o b√°sico, n√£o inventa.
Comentários Gerais:Erros de português
J√° esperava uma qualidade question√°vel quanto a escrita do livro, principalmente voltado a parte gramatical e sem√Ęntico de forma geral, por√©m fiquei surpreso o que li(Sou horr√≠vel em portugu√™s e ainda sim fiquei chocado). Primeira coisa a ser apontada foi a presen√ßa de 3 REVISORES para a publica√ß√£o. Tem editoras grandes que nem conseguem duas pessoas para revisar os textos publicados em seus livros/mang√°s/revistas...imagina 3 pessoas para revisar algo. E quanto mais gente melhor, n√£o √© mesmo? Errado. Mesmo tendo distintas pessoas revisando a reda√ß√£o liter√°ria, incluindo o pr√≥prio autor que afirma ter revisado diversas vezes seu pr√≥prio texto, o livro ainda apresenta erros ortogr√°ficos gritantes. E n√£o s√£o poucos. S√£o MUITOS. Chegando ao absurdo de ter mais de tr√™s erros grotescos na mesma frase. Contei 934 erros em 384 p√°ginas, incluindo a parte dos agradecimentos, que tamb√©m continha deslizes gramaticais. (Cheguei a contar at√© certo ponto certinho, mas me perdi na contagem, deixando passar outros erros sem adicionar no montante. Aposto que passa de mais de mil erros, sem exageros).
A variedade dos erros vai de frases começarem no plural, mudarem para o singular e voltarem para o plural (vice-versa) incorretamente, conjugação dos verbos nos tempos errados, ausência de acentos nas palavras, o uso excessivo das vírgulas em diversos momentos e da falta delas em outros (passa a noção que o Marco não sabe utilizar as vírgulas):
‚Äú...governava aquela √°rea, e habitava, normalmente, um castelo, na maior cidade...‚ÄĚ
√Č um exemplo de v√°rios trechos semelhantes que o livro apresenta.
No entanto, esses n√£o foram os destaques do conjunto de ERROS. Teve uma coisa que chamou mais a minha aten√ß√£o: as repeti√ß√Ķes de palavras dentro de um pequeno trecho. Fica a dica para qualquer um, aspirante a escritor, que a diversidade do vocabul√°rio √© muito importante em um livro, para deixar a leitura mais natural e ‚Äúflu√≠da‚ÄĚ para o leitor que ir√° consumir sua produ√ß√£o, tenha a experi√™ncia mais agrad√°vel poss√≠vel enquanto ler seu produto. √Č t√£o bom ler linhas de um texto em que a narrativa √© envolvente n√£o s√≥ pela hist√≥ria sendo contada, como as palavras que est√£o sendo utilizadas para transcrever os cen√°rios imaginados. √Č muito prazeroso.
Contudo, no livro do Marco, as restri√ß√Ķes dos conhecimentos do autor em termos ou sin√īnimos de v√°rias palavras, deixa a leitura truncada, cansativa e nada convidativa a continuar lendo, porque o leitor fica exausto por ter que parar a leitura e reler diversos trechos do livro, na tentativa de entender o que est√° acontecendo ali. Nas descri√ß√Ķes das lutas, √© um show de horrores. Como um autor tem a coragem de escrever uma luta dessa forma:
‚ÄúDesvia, bloqueia, desvia, bloqueia, desvia, desvia...‚ÄĚ.
√Č um cheat isso??? √Č um Fatality do Scorpion do Mortal Kombat??? Sei l√° o que seja isso. DESCREVA A LUTA CARAMBA!
Ele adora muito a utiliza√ß√£o de v√°rios voc√°bulos. Gosta tanto, que utiliza diversas vezes a mesma palavra, e na mesma frase inclusive: ‚Äú...fazendo com seu CORPO seja jogado para tr√°s, abrindo diversas feridas em seu CORPO....eram muitos CORPOS ca√≠dos ali‚ÄĚ. E nem √© s√≥ a palavra ‚Äúcorpo‚ÄĚ que ele repete direto. ‚ÄĚMudando de assunto‚ÄĚ, ‚ÄúFalando nisso‚ÄĚ, ‚Äúsendo jogado para tr√°s‚ÄĚ, ‚Äúdissipou‚ÄĚ, ‚Äúcapuz‚ÄĚ, ‚Äúbracelete‚ÄĚ, ‚Äús√°dico‚ÄĚ, ‚Äúhumanos normais‚ÄĚ, ‚Äúarremessado‚ÄĚ, ‚Äúv√°rios metros para tr√°s‚ÄĚ, ‚Äúfor√ßa do golpe‚ÄĚ, ‚Äúchances de isso acontecer‚ÄĚ(√© quase o v√≠deo dele de chances de nova temporada de um anime qualquer)...tenho uma lista enorme de palavras que se repetem m√ļltiplas vezes em diferentes trechos do livro. Destaque para os ‚Äúhumanos normais‚ÄĚ, que parece ser a √ļnica m√©trica comparativa que o autor conhece para estipular um comparativo entre os n√≠veis de poder dos personagens. ‚ÄúEle √© t√£o forte, que sua for√ßa √© equivalente √† de 5 humanos normais‚ÄĚ, ‚ÄúEla quebrou o escudo do seu advers√°rio, que aguentaria a for√ßa de mais de 10 humanos normais.‚ÄĚ, ‚ÄĚ...aquele guerreiro aparentava ter a for√ßa de 8 humanos normais.‚ÄĚ, seja l√° o que for a for√ßa de um HUMANO NORMAL naquele mundo. Al√©m de ser um comparativo vazio, j√° que a dimens√£o de for√ßas √© baseada em humanos (sendo que eles s√£o humanos do nosso mundo, ou s√£o humanos com outros fatores m√°gicos? n√£o diz ou fica claro) que n√£o foi detalhada ou descrita no livro, fazendo com que o leitor tenha que completar diversas lacunas deixadas pelo autor, em ambientar de forma mais clara, o que CARALHOS acontece ali. Falando em lacunas...
Personagens
Sou grande fã de desenvolvimento de personagens. Aprecio tanto, que diversas obras audiovisuais que curto, tem esse apelo ou essa característica marcante durante sua exposição dos eventos. E ler esse livro, onde TODOS OS PERSONAGENS SÃO UNIDIMENSIONAIS, me dá uma preguiça inacreditável.
‚Äď O protagonista est√° numa peregrina√ß√£o em busca de salvar meias-elfas, levando-as para cidade prometida. E tem o passado do protagonista. ‚Äď Algu√©m f√£ dele vai dizer.
Sim, temos o objetivo moral dele de resgatar as meias-elfas e do Arian que est√° buscando recuperar suas mem√≥rias perdidas. Mas e quando ele tem acesso a esses fragmentos importantes sobre sua hist√≥ria, o que acontece? NADA. O personagem n√£o cresce ou se desenvolve de nenhuma forma ao saber dessa informa√ß√£o. Nem impacto ao redor √© sentido quando coisas acontecem ou s√£o reveladas. Todos os personagens s√£o apresentados de um jeito e terminam o livro da mesma forma. N√£o temos arcos de constru√ß√£o, nem mudan√ßas no status quo de algu√©m. N√£o temos nenhuma mensagem querendo ser passada durante a leitura, nem constru√ß√£o decente de interesses rom√Ęnticos aqui (coisa supervalorizada pelo autor).
Sabem os animes haréns, em que o protagonista sem graça, consegue atrair diversas gurias (as mais atraentes da região) para serem possíveis namoradas dele no decorrer da temporada? Então...acontece a mesma coisa nesse livro. Personagem apelão, não bonito, misterioso, CAPAZ DE ESPANCAR UMA MULHER QUEBRANDO SUA PERNA E BRAÇO (aconteceu no torneio), tem o seu CHARME para as personagens femininas dessa obra. Parece simplista? Com certeza é. Esqueça das camadas de personalidades que os humanos têm. Quanto mais clichê e simples for o personagem, melhor. Não interessa que o Arian gosta de meias-elfas (loiras, olhos azuis, corpo chamativo), nem dessa busca do próprio passado, ou do trauma que a Kardia tem com a morte da figura paterna dela. Nada ameniza a péssima construção de personagens, principalmente das femininas.
E falando nas personagens femininas do livro...
A banalização do estupro (e da violência geral com as mulheres do livro)
J√° comento que n√£o sou purista ou coisa parecida. N√£o me importo que tenha cenas de estupros ou de viol√™ncias extremas com personagens femininas nos animes, filmes, novelas, seriados, ou outras formas de entretenimento. Sou critico quando essa situa√ß√£o √© usada para BOSTA NENHUMA (S√ď PARA CAUSAR). Antes de come√ßar a descer a lenha NESTA PORRA DESSE LIVRO (eu estava calmo, mas aqui n√£o d√°...), vou devolver qualquer replica ou contra-argumentos que possa vir sobre a minha opini√£o com apenas tr√™s perguntas. Essas tr√™s perguntas, √© um teste b√°sico (famoso) para ver se alguma obra utiliza a ferramenta do ESTUPRO de forma N√ÉO SEXUAL ou BANALIZADA:
  1. O estupro ocorre do ponto de vista da vítima?
  2. Essa cena de estupro, ela possui proposito de desenvolvimento da personagem em vez da trama ou narrativa?
  3. O abalo emocional da vítima é desenvolvido depois?
Se por acaso, durante a execu√ß√£o desse teste, houve UM N√ÉO como resposta para qualquer uma das tr√™s perguntas, podem ter certeza que a cena em quest√£o, foi escrita s√≥ para CHOCAR de FORMA GRATUITA o espectador ou o LEITOR. Ent√£o, posso dizer que o livro do Marco Abreu, √© uma s√≠ntese da MISOGINIA redigida em formato liter√°rio. √Č um N√ÉO para as tr√™s perguntas acima com facilidade, analisando o livro como todo e a representa√ß√£o dessas cenas que s√£o mostradas.
Conforme eu ia lendo, n√£o me chocava com o fato acontecendo em si, e sim da forma que foi descrita toda a viol√™ncia. Primeiro de tudo, todas as 6 cenas de estupros do livro (sim, em apenas um VOLUME, temos tudo isso da utiliza√ß√£o de artificio), ocorrem a partir da vis√£o do Arian, personagem masculino. J√° come√ßa totalmente errado. Segundo, os estupros s√≥ tem a finalidade de servir como fator motivacional do protagonista para agir contra os agressores. As vitimas s√£o deixadas de lado, para exalta√ß√£o do feito heroico do nosso protagonista, HOMEM, em salv√°-las do perigo. Terceiro, depois que s√£o violentadas, as personagens N√ÉO APARECEM MAIS NO LIVRO. ELAS SOMEM. N√ÉO H√Ā DESENVOLVIMENTO PARA ELAS E NEM CITA√á√ēES POSTERIORES EM OUTROS CAP√ćTULOS. Fica na mensagem: ‚ÄúMais uma donzela √© salva. Vamos para a pr√≥xima em perigo.‚ÄĚ. √Č muito ruim isso. Quarto ponto, o EXAGERO NAS DESCRI√á√ēES quando √© uma mulher na cena, em compara√ß√£o a um homem sendo agredido da mesma forma. Dou at√© um exemplo. No flashback do Arian, rola estupro da m√£e e da filha de uma fam√≠lia que o acolheu quando ele perdeu as memorias. Mas o que aconteceu com o PAI da fam√≠lia? √Č simples. O vil√£o desse flashback tem ‚Äúsenso de justi√ßa‚ÄĚ e antes de come√ßar a torturar as duas, ele vira para o pai e diz: ‚ÄúVoc√™ √© muito bonzinho para ver o que vai acontecer daqui para frente‚ÄĚ. Facada no cora√ß√£o dele e morre o HOMEM da fam√≠lia. Em um par√°grafo, o pai √© morto e o vil√£o, por ALGUM MOTIVO, executou o pai em vez de TORTURA-LO, terminando por a√≠ a viol√™ncia contra ele. Mas para AS OUTRA DUAS N√ÉO FOI ASSIM. √Č nojento, porque foram p√°ginas e p√°ginas de viol√™ncia contra as duas, com as maiores descri√ß√Ķes poss√≠veis (da melhor maneira que o Marco consegue descrever algo), desde de dentes quebrados no soco, facada na perna junto com assinatura do agressor na barriga da v√≠tima com uma espada, fratura no bra√ßo, estrangulamento, estupro, morte... √Č um capitulo inteiro dedicado a isso. Serve para alguma coisa??? PARA NADA. S√≥ serve para chocar ou punheta do leitor (talvez do autor tamb√©m, n√£o descarto a possibilidade).
E quem dera se fosse s√≥ nessas cenas pol√™micas. At√© nas lutas, o lado ‚ÄúSADISTA‚ÄĚ do autor aflora quando tem mulher na parada. ‚ÄúEle toma uma espadada nas costas e cai morto no ch√£o‚ÄĚ, para o caso masculino. Simples e r√°pido. Agora para o outro g√™nero: ‚ÄúA espada perfura sua armadura atingindo seus peitos, com o agressor torcendo a bainha, fazendo com que a espada destrua seus √≥rg√£os internos, jorrando sangue e agonizando em dor. Ela tenta proteger seu amado enquanto √© agredida em seu rosto por socos.‚ÄĚ no caso feminino. Detalhado e exagerado. Tenho minhas d√ļvidas se ele n√£o faz isso de proposito por causa de um rancor amoroso que ele teve no passado.
Tamb√©m tem a forma que √© introduzida todas as personagens femininas no livro. √Č de ficar batendo cabe√ßa na parede de arrependimentos por ainda continuar lendo isso. ‚ÄúKadia, com cabelos longos (tara do autor) e pretos, corpo escultural...‚ÄĚ, ‚ÄúLara, loira, olhos azuis, um corpo que chama a aten√ß√£o dos demais homens enquanto passa.‚ÄĚ, ‚ÄúJoanne, mesmo dentro de sua armadura(???), dava para ver sua beleza incompar√°vel a de outras mulheres normais, com um corpo que exalta beleza.‚ÄĚ. J√° deu para sacar que o primeiro atributo descrito das personagens femininas nesse livro √© seu corpo ou beleza. Supostamente, de acordo com o autor, temos personagens femininas fortes no livro. S√≥ que o ‚Äúforte‚ÄĚ para o Marco √© no quesito f√≠sico, porque NENHUMA DELAS tem caracter√≠sticas marcantes ou independentes a figura masculina. Nem no teste de Bechdel, as personagens passam. √Č idiota e superficial. Fica parecendo que estou lendo uma fanfic escrita por um adolescente de 12 anos que nunca interagiu com algu√©m do sexo oposto.
E puxando o assunto intera√ß√Ķes...
Di√°logos
Aqui fiz um seção especifica para o desastre total que o autor faz pensando que isso seja um dialogo normal entre duas pessoas. Tem muitas conversas nessa história, até demais por sinal. Vai desde de diálogos expositivos onde os dois personagens sabem da informação ou o que está acontecendo, e mesmo assim verbalizam a situação explicando novamente o que houve, para até diálogos dignos de animes ecchi genéricos lançados por aí no Japão. Chega ao absurdo de ficarem três páginas inteiras discutindo sobre qual a raça de cavalo é mais rápida. PARA que quero saber isso?
No entanto, a parada que mais me irritou √© a falta de naturalidade na fala de cada personagem. Explico o que eu quero dizer. Quando temos o conhecimento de como os personagens s√£o, como adjetivos, v√≠cios, problemas, comportamento, e outras partes que comp√Ķem a persona deles, adquirimos a no√ß√£o de como o personagem ir√° falar. Se for t√≠mido, ele vai falar pouco e ocasionalmente na hist√≥ria. Talvez at√© pausadamente, pensando duas vezes antes de se pronunciar. Se for extrovertido, v√£o ser linhas e linhas de falas dele, com uma desenvoltura mais solta ao se expressar e verborr√°gico ao extremo. S√£o exemplos simples e f√°ceis de entender.
No livro do Marco n√£o se tem isso. Todo mundo fala igual e da mesma maneira. N√£o h√° distin√ß√£o entre um e outro. Se a narra√ß√£o n√£o identificar quem est√° falando o que, voc√™ fica perdido durante a discuss√£o. Apesar da ficha de descri√ß√£o de cada um dos personagens ser uma linha √ļnica, na teoria s√£o todos distintos entre um e outro. Entretanto, quando v√£o conversar, todos aparentam serem as pessoas mais racionais e calculistas do universo. Pensam demais, teorizam demais, explicam demais:
‚ÄúVoc√™ √© muito impaciente Lara. N√£o se precipite ao atacar‚ÄĚ.
Duas linhas depois:
‚ÄúDevemos atacar a caverna pelo lado direito, discretamente, e aguardar, at√© os Goblins sa√≠rem de perto das prisioneiras, derrubando um por um, assegurando a situa√ß√£o das mulheres ‚Äď disse LARA‚ÄĚ.
A mesma personagem que na teoria √© a IMPACIENTE do grupo, arma um plano, calcula probabilidade, √© fria/ap√°tica ao que est√° vendo, e tem toda a calma do mundo para explicar um plano para outros personagens sem partir para ignor√Ęncia de uma vez. As personalidades de todos s√£o iguais, sem distin√ß√£o alguma. √Č algo n√≠tido, visto o linguajar extremamente informal e racional que todos assumem na maior parte do tempo.
Em suma, se voc√™ j√° viu v√≠deos do Marco, vai perceber maneirismos, v√≠cios de express√Ķes e vest√≠gios da personalidade dele nas falas dos personagens do livro. √Č praticamente o leitor acompanhando um grupo de personagens iguais ao Marco da vida, conversando entre um e outro, sendo os mais prolixos ao falarem, realizando uma miss√£o de escolta para uma cidade qualquer.
Referencias (ou pl√°gios???)
Referencias não é algo ruim. De maneira nenhuma. Muitas excelentes obras, partem de sua ideia inicial de outras histórias já contadas anteriormente. Ter algo para inspirar na sua criação, é bom para sua produção e desenvolvimento.
N√£o posso dizer que o livro do Arian fez isso de forma ‚Äúsaud√°vel‚ÄĚ. Apesar de apresentar algum diferencial em sua estrutura, t√™m muitos elementos copiados de outros animes ou filmes bem descarados. Desde do passado do Arian, ser extremamente parecido com a do Goblin Slayer, √† personagens serem muitos parecidos com obras favoritas do autor, como Akame Ga kill, SAO, Tate no Yuusha,...Tudo √© muito familiar, chegando ao ponto de deixar todos os eventos do livro previs√≠veis. Cheguei a tuitar enquanto lia o livro, chutando o que iria acontecer mais para frente e quase todas as vezes eu acertava o que ocorria, porque tudo era manjado. No momento em que voc√™ j√° assistiu a maioria dos animes citados acima, tudo parece mais do mesmo. A hist√≥ria contada aqui, n√£o tem identidade pr√≥pria.

Fiz uma se√ß√£o especial para a personagem, para fazer uma simples pergunta. QUEM √Č ?
-Ué, mas você não leu o livro?
Li, e √© por isso que surgiu a minha d√ļvida. Ela SUPOSTAMENTE √© importante para o protagonista e RELEVANTE para o enredo do livro, conforme citada na sinopse. Ent√£o, por que ela n√£o faz NADA durante o livro? Ela serviu para alguma coisa, al√©m de ser um ‚Äúalivio c√īmico‚ÄĚ em momentos pontuais? N√£o √© atoa que ela √© um fantasma, j√° que ela √© invis√≠vel at√© mesmo para o autor que esquece de mencionar ou narrar o que ela est√° fazendo. Ela s√≥ √© lembrada quando o Arian est√° abra√ßando alguma mulher, e ela faz cara de emburrada (piada de com√©dia rom√Ęntica) ou quando o PROTA est√° ferido gravemente, e ela tem o semblante de preocupa√ß√£o. S√≥ nessas ocasi√Ķes que lembram que ela existe e que precisa interagir com a situa√ß√£o. Fica ainda mais cr√≠tico depois que come√ßa a batalha dos Goblins. Um quarto do livro ela some, mesmo tendo sido dito que a fica grudada com o Arian 24 horas por dia. Nem citada o que est√° acontecendo ao redor dela ocorre durante as descri√ß√Ķes das lutas. Ela √© totalmente descart√°vel nesse primeiro volume. Ela estar ali ou n√£o, faz diferen√ßa nenhuma para o enredo. E que nome √© esse? √Č uma tag HTML?
Mais alguns detalhes incomodativos
Vou fazer uma lista para agilizar, at√© porque j√° passou de 4 mil palavras e estou tentando colocar tudo nesse texto, o que eu n√£o curti durante a minha experiencia de leitura das Cr√īnicas de Arian.
· A tara do protagonista com Meias-Elfas (alvos primários dos estupros no livro). A justificativa é porque elas não são puras no quesito racial e vivem na margem da sociedade. Porém, só acontece a desgraça com elas. Os MEIOS-ELFOS nem citados são, os coitados.
· Duas páginas escritas para inserir a informação de que bosta de cavalo serve para espantar os Goblins do local, e isso não ser utilizado para nada até final do volume. Foi só encheção de linguiça.
¬∑ A altern√Ęncia de vis√Ķes dos personagens no foco narrativo entre os cap√≠tulos. N√£o fazia diferen√ßa se o cap√≠tulo era na vis√£o do Arian ou da Kardia, ou do Dorian, ou da Lara. Tudo levava para o mesmo resultado, sem ter nenhum tipo de aprofundamento enquanto fazia esse tipo abordagem.
· A utilização de palavras pouco usuais da língua portuguesa. Ele ia de uma escrita informal, para formal, depois para cientifica, e seguida voltava para informal. E vários momentos que ele empregava termos mais complexos, de maneira totalmente errada. Se não se garante nem no básico, não arrisca no difícil.
¬∑ ‚ÄúChances baixas de ganharmos.‚ÄĚ, ‚ÄúEle tem chances baixas de vencer‚ÄĚ, ‚ÄúAs chance s√£o baixas de sobreviver‚ÄĚ...era um saco isso a toda hora. Parecia que estava vendo um v√≠deo do Marco de ‚ÄúChances de nova temporada para anime tal‚ÄĚ.
¬∑ As frases filos√≥ficas baratas: ‚ÄúN√£o tenha medo de errar, repita at√© ficar melhor, e saiba admitir a derrota.‚ÄĚ, ‚ÄúA morte n√£o te ensina nada. Mas se permanecer vivo, pode aprender com seus erros e saber como ganhar da pr√≥xima vez‚ÄĚ, ‚ÄúConfie em mim, entendo de mulheres, se n√£o se impor um pouco, ela nunca vai te ver como homem. Agora vai l√° e joga umas verdades na cara dela, e n√£o aceita um n√£o como resposta‚ÄĚ. E s√£o muitas frases. Todas idiotas e nada fica de aprendizagem delas.
¬∑ As regras econ√īmicas daquele mundo. Voc√™ ganha 100 moedas de bronze por dia trabalhado. Com 10 moedas de bronze n√£o √© poss√≠vel nem comprar um p√£o, por√©m com cinquenta moedas, d√° para comer bem durante o dia todo(???). N√£o foi afirma√ß√£o minha, est√° descrito no livro. Al√©m de nenhuma no√ß√£o de economia, o real valor das moedas √© um foda-se gigante. Se n√£o tem condi√ß√Ķes de elaborar um sistema monet√°rio decente, n√£o menciona.
¬∑ As insinua√ß√Ķes sexuais com crian√ßas. H√° cinco momentos no livro que isso acontece e √© complicado. De novo, quando aparece isso, voc√™ fica refletindo o motivo de continuar lendo o livro.
¬∑ O esquema de ‚Äúpagamentos‚ÄĚ. √Č igual Darker Than Black (quando ativa o poder, tem que fazer algo em troca), s√≥ que aqui √© pior. A Kadia tem o pagamento de se masturbar(???). O Marko, personagem, tem que transar para fazer o pagamento. A Lara vira uma LOLI (linda, de acordo com livro) como pagamento. S√≥ coisas escrotas e sem fun√ß√£o narrativa. Eles n√£o podiam s√≥ ficar exaustos quando utilizassem muita mana? Tinha que ter essa mec√Ęnica de pagamento?
¬∑ O c√≥digo de barra da miss√£o. Maluco chega numa vila ISOLADA, longe da cidade e me mete essa: ‚ÄúViemos pela miss√£o 568844EW‚ÄĚ WHAT??? QUE BAGULHO √Č ESSE? √Č uma chave √ļnica de acesso a algum banco de dados? √Č senha de seguran√ßa de cart√£o de cr√©dito? √Č a senha autom√°tica gerada no caixa eletr√īnico quando voc√™ vai sacar dinheiro? Que neg√≥cio ATUAL. Eles est√£o em um mundo MEDIEVAL, onde n√£o tem comunica√ß√£o ou troca de informa√ß√Ķes em tempo real, por√©m cada miss√£o criada no planeta inteiro, vai ter uma ID √ļnica, referente ao local que foi estipulada, e vai valer para todas as cidades, ao mesmo tempo? Como eles validam isso? Que controle eles t√™m, sendo que n√£o tem um servidor para fazer essa opera√ß√£o? QUE PORRA FOI ESSA?
¬∑ H√° duas men√ß√Ķes, bem r√°pidas, ao homossexualismo no livro inteiro. A primeira foi durante o primeiro estupro, onde o chefe/vil√£o do momento se vira e fala para seu capanga: ‚ÄúVoc√™ n√£o gosta de homem? Vai se divertir com o seguran√ßa desmaiado‚ÄĚ. Momento seguinte, o Arian chega e mata todo mundo. Segunda men√ß√£o foi uma piada que soltaram no quarto arco: ‚ÄúSe fosse um menino de seis anos, a√≠ dever√≠amos ficar preocupados‚ÄĚ. O dialogo se refere a um amigo do Arian, gay, que recebeu a miss√£o de escoltar uma garota de seis anos para a cidade prometida. Basicamente, a imagem de ped√≥filo/estuprador pode ser associada aos gays por tabela, junto com a mensagem de preconceito sendo passada. NADA machista e preconceituoso. IMAGINA. S√≥ √© IMPRESS√ÉO.
Conclus√£o
Já dá para notar que não vou recomendar o livro a ninguém. Principalmente, partindo do principio que ele está sendo cobrado para ser adquirido legalmente. Tem no site também, mas a forma comercial está valendo para essa comparação que estou fazendo aqui.
Existem muitos problemas nesse livro, e vários desses poderiam ter sido facilmente resolvidos se tivesse alguém, ou algum editor que confrontasse o autor, demonstrando onde precisa ser melhorado, apontando onde é necessária uma reescrita, tentar novas abordagens na história, etc. Porque parece que o editor é um limitador, censurador, que restringe a criatividade do autor, sendo que na maioria das vezes, ele está tentando ajudar o escritor a organizar melhor suas ideias e sugerindo melhores formas de coloca-las no papel.
A aus√™ncia desse tipo de pessoa nessa publica√ß√£o independente, √© muito sentida. O livro √© uma bagun√ßa. A ideia central da hist√≥ria est√° perdida num montante de conceitos jogados ali de qualquer forma, personagens sem desenvolvimentos adequados, repeti√ß√Ķes de conflitos ou de problemas enfrentados pelo grupo principal (estupros), a falta de preparo e de revis√£o ortogr√°fica que atrapalha demais a leitura, a falta de originalidade para que transformasse o livro em um diferencial entre os demais, e o principal problema que √© a falta de no√ß√£o dos pr√≥prios defeitos que o Marco tem como escritor. Os coment√°rios dele no final do livro deixa n√≠tido a situa√ß√£o. Ele admitir que escreve mal n√£o √© o bastante. Durante todo o volume 1, n√£o percebi nenhuma melhora ou tentativa de mudan√ßas. Parece que est√° falando s√≥ d√° boca para fora, mas n√£o est√° fazendo nada para corrigir esse defeito. S√≥ treinar escrevendo, n√£o ajuda em nada. Tem que estudar sobre o assunto, se aprofundar em conceitos de como construir uma boa hist√≥ria, ler outros tipos de livros, memorizar as regras da l√≠ngua portuguesa (muito importante para ele) e n√£o s√≥ ter a no√ß√£o/consci√™ncia dos defeitos, e ainda assim continuar repetindo eles durante a escrita do livro.
N√£o recomendo ningu√©m a comprar ou ler o livro As cr√īnicas de Arian volume 1. Nem por divers√£o vale o tempo.
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2019.04.20 23:39 Samuel_Skrzybski STEEL HEARTS - INTRODUÇÃO (PARTE 1)

Infelizmente, eu j√° vi que o sub de escritores brazucas n√£o √© l√° muito populoso. Eu n√£o sei se um dia algu√©m vai chegar a ler a introdu√ß√£o da minha narrativa, mas se voc√™ est√° aqui, lendo a minha nota pr√©-texto, eu pe√ßo humildemente o seu feedback. No meu c√≠rculo social, rigorosamente NINGU√ČM tem tempo e paci√™ncia para ler tudo e me dizer o que achou - e eu entendo perfeitamente kkkkkk. E, se me permite um segundo pedido: se for me dar um toque, seja na gram√°tica, seja na minha forma de decorrer a hist√≥ria, fa√ßa cr√≠ticas construtivas, por favor.
E sobre a introdu√ß√£o: se um dia a minha hist√≥ria porventura se tornar um livro - e eu n√£o fa√ßo nenhuma quest√£o que isso aconte√ßa - ele se iniciaria ap√≥s todos os fatos que eu vou narrar abaixo - e estes fatos iriam se revelando no decorrer dos cap√≠tulos. Essa introdu√ß√£o tem o √ļnico e exclusivo objetivo de dar um entendimento melhor ao leitor atual - voc√™! - sobre o "universo Steel Hearts": contexto hist√≥rico da trama, hist√≥rico das personagens, eventos que moldam a narrativa e afins. Em um eventual livro, essa introdu√ß√£o seria inexistente e ele se iniciaria no pr√≥logo - o qual eu j√° escrevi e vou postar aqui tamb√©m, ainda hoje ou amanh√£. E at√© o momento atual, o pr√≥logo √© onde a minha hist√≥ria est√° empacada :{
Enfim, sem mais delongas: boa leitura! :)
[EDIT: Eu vou ter que dividir a introdução em duas partes, para conseguir postar - eu não sabia que o Reddit tinha um limite de caracteres. Eu vou postar a Parte 1 agora e a Parte 2 eu posto em alguns minutos, logo na sequência.]
Cronologicamente, a trama se inicia em 1412.
Dois jovens oficiais do Reino da Catalunha se perdem no interior de uma floresta de mata densa em uma patrulha rotineira e descobrem uma reserva imensa de ferro, cobre e bronze no interior de uma caverna - esta, batizada de Madriguera de S√°n Jos√©. Todos estes citados, min√©rios primordiais para a constru√ß√£o de equipamentos de combate e, no auge da Idade M√©dia, eram de extremo valor. Ap√≥s apura√ß√Ķes mais profundas, foi descoberto que a reserva era muito maior do que se imaginava e se estendia por todo um territ√≥rio, conhecido como Pen√≠nsula de Acqualuza. Naturalmente, os olhos de toda a Europa Medieval se voltaram para as terras de Acqualuza, que era territ√≥rio da Catalunha - regi√£o onde atualmente se localiza a Espanha - por direito, comandada desde 1383 pelo rei Carlos Villar. O que antes era s√≥ mais um peda√ßo de terra passou a ser visto por Carlos Villar como um trunfo para instalar o seu reinado como a maior pot√™ncia militar e econ√īmica da Europa e, por tabela, do mundo.
Entretanto, alguns anos mais tarde, o rei da Catalunha foi assassinado por sua pr√≥pria filha primog√™nita, Alice Azcabaz Villar, movida pela gan√Ęncia e pelo poder. Ap√≥s assumir o trono em 1414, Alice, sem nenhuma experi√™ncia como governanta em seus 19 anos rec√©m-formados e se vendo incapaz de colocar ordem em um reino inteiro sozinha, firmou uma alian√ßa com a fam√≠lia Winchestter, uma tradicional linhagem nobre da Inglaterra, que se instalou na Pen√≠nsula de Acqualuza e passou a governar a mesma.
√Č importante ressaltar que Acqualuza n√£o se resumia apenas a ferro, cobre e bronze. Existia um povo vivendo naquela regi√£o. Uma civiliza√ß√£o. Pessoas que se instalaram naquele lugar por gera√ß√Ķes, muito antes de descobrirem que a pen√≠nsula, na verdade, era uma verdadeira "galinha dos ovos de ouro". Os Winchestter foram protagonistas de um governo totalmente corrupto, que durou dois anos. Exportaram min√©rios, espadas, lan√ßas, escudos, armaduras e afins da mais alta qualidade para os quatro cantos da Europa e enriqueceram de uma maneira r√°pida e efetiva. Mas, em contrapartida, o povo de Acqualuza vivia na mis√©ria, na pior crise socioecon√īmica de sua hist√≥ria. A verdade √© que a fam√≠lia Winchestter, juntamente de Alice Azcabaz, visavam somente os seus interesses pessoais. Enquanto a fortuna pessoal dos Winchestter decolava, a Pen√≠nsula de Acqualuza entrava em rota de colis√£o, mergulhada na pobreza extrema. Os cidad√£os acqualuzenses viravam quarteir√Ķes e quarteir√Ķes em filas intermin√°veis para a distribui√ß√£o gratuita de p√£es velhos e mofados, para que n√£o simplesmente morressem de fome. E por mais que a educa√ß√£o, sa√ļde, seguran√ßa e desenvolvimento social da regi√£o fossem prec√°rios, o povo parecia anestesiado. Como se estivesse t√£o fraco e oprimido que sequer conseguisse levantar a voz para questionar os seus governantes.
Era n√≠tido que o governo acqualuzense era inst√°vel, o que chamou a aten√ß√£o dos ingleses. Talvez a maior pot√™ncia econ√īmica e militar da Europa no momento, a Inglaterra, conduzida por seu renomado ex√©rcito imperial e pelo jovem e controverso rei Sabino III, estudava maneiras de depor o governo dos Winchestter e tomar as ricas terras de Acqualuza para si - o que soava como justo para os ingleses, afinal, os atuais governantes do territ√≥rio acqualuzense eram dos seus. A carta na manga dos ingleses era o povo de Acqualuza e as condi√ß√Ķes desumanas nas quais estes viviam. A estrat√©gia, inicialmente, era enviar soldados ingleses travestidos de cidad√£os acqualuzenses para o territ√≥rio dominado pelos Winchestter e for√ßar uma revolta contra o governo vigente. Os forasteiros organizaram tumultos, passeatas e at√© fizeram amea√ßas aos nobres, em uma tentativa de fazer o pr√≥prio povo fazer o trabalho sujo de derrubar os monarcas do poder por eles, evitando um ataque direto e um consequente e nefasto atrito entre Inglaterra e Catalunha, com quem mantinham uma cordial rela√ß√£o diplom√°tica. Os cidad√£os da pen√≠nsula at√© esbo√ßaram uma rea√ß√£o com os primeiros protestos, mas logo adormeceram novamente. Vendo o comodismo que o governo imoral da fam√≠lia Winchestter instalou nas terras de Acqualuza, Sabino III optou por uma solu√ß√£o mais radical: a cria√ß√£o da CAJA.
A CAJA nada mais era do que uma organização secreta, patrocinada pelo governo da Inglaterra e composta por militares do mais alto escalão do Exército Nobre Inglês e por assassinos de aluguel de elite. O objetivo? A princípio era, durante uma noite, impedir que os postes de lamparinas a óleo vegetal fossem acesos na Península de Acqualuza. E assim, na escuridão total, um pelotão seria responsável por invadir, saquear e depredar o castelo dos Winchestter e outro grupo realizaria a maior chacina já vista na Europa Medieval: estes invadiriam casas de cidadãos comuns e matariam a sangue frio qualquer ser vivo que encontrassem pela frente. E, como cereja do bolo, deixariam os corpos ensanguentados expostos nas ruas de Acqualuza para que todos os sobreviventes se deparassem com a tragédia ao nascer do sol. Um mar de sangue inocente que os ingleses julgavam como necessário: com a carnificina, a Inglaterra esperava que o traumático choque de realidade mostrasse ao povo acqualuzense de uma vez por todas que os Winchestter eram incapazes de proteger, tanto os cidadãos, quanto a eles próprios, e enfim compreender todas as consequências da péssima administração dos nobres ingleses em suas terras. A matança tinha data e hora para acontecer: 10 de Novembro de 1415, a partir das 18h30.
E neste contexto, somos apresentados a Constantin Sarav√•j Mandragora - ou simplesmente Sarav√•j. Nascido na Iugosl√°via, na regi√£o dos B√°lc√£s e a 1200 km de Londres, era filho de uma fam√≠lia de camponeses extremamente pobre e sem perspectiva nenhuma de ter uma qualidade de vida minimamente digna. Todavia, desde os prim√≥rdios de sua vida, era uma crian√ßa criativa, inteligente e escandalosamente diferente das demais. Assim como seus pais e toda a Europa Medieval, acompanhava pelos jornais o drama do povo de Acqualuza, que ganhou notoriedade internacional. Lendo jornais de origem brit√Ęnica, Sarav√•j aprendeu o ingl√™s por conta pr√≥pria. E foi por interm√©dio desses folhetos estrangeiros que o menino ficou sabendo da exist√™ncia de D√ļbravska. Um s√°bio monge acqualuzense que se isolou da civiliza√ß√£o em meados de 1360 e passou a viver sozinho em cordilheiras, em um estado infinito de medita√ß√£o. Era considerado pelos cidad√£os de Acqualuza como o mais pr√≥ximo de Deus que tinha-se na Terra - havia quem dissesse que ele tinha contato direto com o Todo-Poderoso. Quando ficou n√≠tido que n√£o existia nenhum panorama de melhora para o povo acqualuzense da situa√ß√£o de calamidade em que se encontravam, os mais importantes homens da Pen√≠nsula de Acqualuza come√ßaram a procurar por D√ļbravska, na esperan√ßa de que este tivesse a f√≥rmula perfeita para contornar todo sofrimento de seu povo. Quando contatado por meros cidad√£os comuns, o monge afirmou que a Pen√≠nsula de Acqualuza tinha um per√≠odo de guerras incessantes pela frente, onde a paz seria imposs√≠vel e seus governantes seriam seus maiores inimigos. E profetizou que, ap√≥s o per√≠odo de trevas, somente uma crian√ßa de cora√ß√£o puro e livre de maldade seria capaz de liderar um reinando que enfim devolveria a paz para Acqualuza. Algumas horas mais tarde, no p√īr-do-sol, D√ļbravska entregou sua alma para Deus e realizou a sua assun√ß√£o aos c√©us, e nunca mais foi avisado por ningu√©m. Quando terminou a sua leitura, Sarav√•j sentiu um arrepio que correu todo o seu corpo e n√£o teve d√ļvidas: era ele pr√≥prio a crian√ßa da profecia.
Alguns anos mais tarde, inconformado com a sua situa√ß√£o e de sua fam√≠lia e revoltado com a forma com a qual os nobres engoliam as classes inferiores, Sarav√•j foi para a Inglaterra incentivado por sua m√£e em busca de mais oportunidades assim que se tornou um homem adulto, em uma √°rdua caminhada, onde cruzou a Europa em 25 dias at√© chegar em Cherbourg-Octeville, na G√°lia, de onde seguiu de balsa para a Inglaterra. Na terra da rainha, pela primeira vez na vida a sorte sorriu para ele - e em dose dupla: o garoto de at√© ent√£o 18 anos entrou e cresceu rapidamente no ex√©rcito ingl√™s e tamb√©m apaixonou-se reciprocamente por Camilly Shaw, sem um pingo de d√ļvidas, uma das mulheres mais atraentes de todo o Reino da Inglaterra: o seu cabelo lembrava os radiantes raios solares, de t√£o loiro. Tamb√©m era dona de claros olhos azuis cor-de-mar. A garota era membro e a natural herdeira de uma respeitada fam√≠lia de militares de elite. Pela primeira - e √ļnica - vez, Sarav√•j descobriu o amor. Sarav√•j filiou-se como pe√£o ao Ex√©rcito Nobre Ingl√™s em 1413 e √† CAJA em 1415. Sua m√£e, em uma das cartas que mandava da Iugosl√°via semanalmente para Sarav√•j, foi totalmente contra a ideia de saber que o seu pr√≥prio filho derramou o sangue de pessoas inculpadas e encorajou Sarav√•j a trilhar os seus caminhos longe do militarismo. Sugeriu que mudasse o seu foco para ler livros e adquirir conhecimento, como era o sonho dela. Sarav√•j sabia que era utopia. Prometeu para sua progenitora que seria a primeira e √ļltima vez. O garoto iugoslavo, idealizando o seu futuro com Camilly acima de qualquer coisa, tinha medo da amea√ßa que os Winchestter poderiam vir a se tornar um dia, sem conhecer o maquiav√©lico plano do governo ingl√™s de usar a tirania dos Winchestter como justificativa para aumentar as suas riquezas com as terras de Acqualuza.
No dia 10 de Novembro daquele mesmo ano, Sarav√•j invadiu de surpresa na calada da noite o imenso castelo da fam√≠lia Winchestter, junto de colegas de esquadr√£o e de assassinos profissionais em uma noite que deveria ser de comemora√ß√£o para os monarcas, com as suas t√≠picas e corriqueiras festas regadas √† m√ļsica cl√°ssica e todo tipo de bebida alco√≥lica. No saldo final, o garoto, que sempre se destacou com espadas em punhos, assassinou Di√≥genes Dionisi, o pr√≥prio patriarca da fam√≠lia Winchestter. Foram incont√°veis as baixas de membros dos Winchestter naquela madrugada. Do outro lado da moeda, o mortic√≠nio foi um sucesso: o nascer do sol foi acompanhado pelo choro de homens e mulheres abra√ßados com os ensanguentados corpos sem vida de seus entes queridos. O vermelho-sangue banhava todas as ruas de Acqualuza, em um cen√°rio t√£o surreal que sequer parecia realidade. Esta noite ficou marcada por toda eternidade na hist√≥ria como "O Domingo Sangrento".
Com a morte de diversos membros da fam√≠lia Winchestter e com a desestabiliza√ß√£o total dos mesmos, o povo de Acqualuza, enfim, despertou. Passeatas violentas que levavam como slogan a frase "OS MONARCAS N√ÉO NOS AJUDAM!" eram di√°rias na Pen√≠nsula de Acqualuza. Zoey Deschamps, a vi√ļva de Di√≥genes Dionisi, assumiu o mandato de seu ex-marido juntamente de Alice Azcabaz, em uma diarquia fr√°gil e que sofria forte desaprova√ß√£o do povo, em um per√≠odo de seis meses que ficou conhecido como "Caveir√£o". A gota d'√°gua foi o suic√≠dio da rainha Alice Azcabaz, a pr√≥pria pioneira da tomada de Acqualuza, que se enforcou ap√≥s n√£o suportar a press√£o e as amea√ßas que vinham de seus pr√≥prios compatriotas. Com a morte de Alice, Zoey abdicou do trono, fazendo com que a Pen√≠nsula de Acqualuza ca√≠sse em anarquia total.
Sem o exercício nenhum tipo de governo nas desejadas terras acqualuzenses, a Inglaterra tinha o cenário perfeito bem à sua frente. Contudo, optou por agir com cautela. Sabino III, sabendo que o povo de Acqualuza ficaria acuado e com um pé atrás após a péssima experiência com um governo gringo - e inglês - em suas terras, enviou seus mais competentes diplomatas para a Península de Acqualuza, na intenção de negociar a almejada anexação das terras de ferro, cobre e bronze com os representantes do povo acqualuzense, em um consenso bilateral, que fosse benéfico para ambos os lados, e pouco a pouco, foi colocando os seus oficiais dentro de Acqualuza, na esperança de criar raízes inglesas na península. Na teoria, a Península de Acqualuza se tornaria parte e dependente do Reino da Inglaterra em troca de estabilidade governamental. O povo sabia que eles precisavam de um rei e que a anarquia só iria levá-los ao fundo do fundo do poço. Não haviam muitas saídas que não fosse aceitar o acordo proposto por Sabino III.
Entretanto, havia uma ma√ß√£ podre neste cesto que atendia por nome e sobrenome: Matiza Perrier. Um prepotente e irreverente g√™nio nato, ingl√™s descendente de iugoslavos, membro do Ex√©rcito Nobre da Inglaterra e que participou do saqueamento do castelo da fam√≠lia Winchestter ao lado de Constantin Sarav√•j no 10 de Novembro. Por√©m, paralelamente aos seus servi√ßos prestados ao Reino da Inglaterra, Matiza liderava uma organiza√ß√£o de interesses sombrios conhecida como Pas√°rgada. Os pasargadanos tinham um objetivo em comum com os imperiais ingleses: tomar as ricas terras da Pen√≠nsula de Acqualuza para si. Mas utilizavam meios diferentes - e mais inteligentes - para isto. A Pas√°rgada era o grande ventr√≠loquo por tr√°s de cada atitude do reino ingl√™s. Era quem mexia as pe√ßas no tabuleiro: manipulou o governo da Inglaterra para que este manipulasse os cidad√£os acqualuzenses para que estes derrubassem os Winchestter do poder. No fim das contas, quem se beneficiaria da aus√™ncia de um rei na pen√≠nsula e sentaria no trono seria Matiza Perrier - e ele tinha meios indefect√≠veis para isto. Tanto que, subitamente, como um raio que cai sem nenhum aviso pr√©vio, as negocia√ß√Ķes entre a Inglaterra e o povo de Acqualuza pararam. Quando os nobres, oficiais e diplomatas ingleses se deram conta e olharam para o alto, s√≥ puderam assistir est√°ticos e de camarote a coroa√ß√£o de Matiza Perrier como rei de Acqualuza, que a partir daquele momento passou a ser um reino independente dos catal√£es, nomeado de "Pas√°rgada". Zoey Deschamps - agora noiva de Matiza Perrier - arquitetou por tr√°s das cortinas as condi√ß√Ķes necess√°rias para que a Pas√°rgada atravessasse as negocia√ß√Ķes entre a Inglaterra e o povo acqualuzense e tomasse a pen√≠nsula para si. Os cidad√£os acreditaram com toda inoc√™ncia do mundo que um governo novo e, acima de tudo, n√£o-ingl√™s, era o ideal para eles naquele momento.
Quando a not√≠cia de que uma desconhecida oposi√ß√£o havia vencido a disputa pelo trono chegou aos ouvidos de Sabino III, ele ordeu a retirada imediata de todas as suas tropas das terras de Acqualuza. Muitos conseguiram fugir para regi√Ķes vizinhas - entre estes, Constantin S√•ravaj - mas muitos mais jamais puderam voltar para suas casas. No dia 10 de Julho de 1416, a Pas√°rgada assumiu oficialmente a Pen√≠nsula de Acqualuza e o agora rei Matiza fez o seu primeiro discurso ao seu povo. O comandante da Pas√°rgada proferiu palavras bonitas e se mostrou um defensor ferrenho dos direitos humanos e da inclus√£o social das classes menos favorecidas, ganhando como recompensa uma salva de palmas ensurdecedora do povo e a simpatia dos mesmos. Mas contradisse-se quando ordenou que seus oficiais, de modo aca√ßapado, executassem sem d√≥ nem piedade todo homem que tivesse um bras√£o ingl√™s no peito nos limites de seu territ√≥rio. Sarav√•j assistiu im√≥vel muitos companheiros sendo brutalmente esquartejados durante o tumulto, mas foi bem-sucedido em sua fuga. Se instalou, assim como a grande maioria dos ingleses sobreviventes, na pequena vila camponesa de Balistres, pertencente ao Reino da G√°lia (onde atualmente se localiza a Fran√ßa) e que fazia fronteira direta com a Pen√≠nsula de Acqualuza.
Em Balistres, Constantin Sarav√•j enfim p√īde encontrar-se com sua amada ap√≥s sua fracassada e √ļltima miss√£o militar. Ap√≥s uma longa conversa, Camilly convenceu Sarav√•j a deixar o Ex√©rcito Nobre da Inglaterra e se instalar na vila de terras f√©rteis de Balistres juntamente a ela. Muitos ex-oficiais ingleses seguiram o mesmo caminho e colocaram o seu uniforme imperial na gaveta para se dedicar a uma vida pacata em Balistres. Entretanto, o nobre guerreiro iugoslavo ainda se preocupava muito com o que acontecia em Acqualuza. Em seus pensamentos, sentia muito pelo povo daquele lugar. A Pas√°rgada era uma amea√ßa muito maior do que os Winchestter. Tanto para a Europa Medieval quanto aos seus pr√≥prios cidad√£os. Seria uma mentira dizer que a qualidade de vida do povo da pen√≠nsula n√£o melhorou muito com o governo da Pas√°rgada. Mas a corrup√ß√£o continuava - a diferen√ßa √© que, desta vez, acontecia de uma maneira inteligente. O grande coringa de Matiza Perrier era o pr√≥prio governo anterior √† Pas√°rgada: os pasargadanos n√£o erradicaram a corrup√ß√£o. Apenas a diminu√≠ram. Ainda assim, muitos recursos que deveriam ser destinados ao povo acqualuzense eram usados visando somente os interesses pessoais de Matiza Perrier e de seus aliados mais pr√≥ximos. Em uma compara√ß√£o inevit√°vel com o governo descaradamente il√≠cito dos Winchestter, a impress√£o era a de que Matiza estava tirando leite de pedra e levantando a Pen√≠nsula de Acqualuza da lama. A astuta ideia era, al√©m de roubar, alienar o povo. Sem instru√ß√£o econ√īmica, os acqualuzenses idolatravam Matiza, que aumentava a sua popularidade com seus peri√≥dicos discursos infestados de falso moralismo. No balan√ßo geral, uma minoria do povo enriqueceu e a grande maioria apenas se tornou menos pobre. Uma sociedade cada vez mais segregada entre ricos e plebeus. Tudo ocorria da forma mais perfeita poss√≠vel para que Matiza Perrier enfim come√ßasse a colocar as suas pe√ßas no campo advers√°rio para dar in√≠cio a um tem√≠vel imp√©rio pasargadano.
Sarav√•j, um dos piv√īs da agora extinta CAJA, at√© queria fazer algo para que o povo de Acqualuza abrisse os seus olhos mais uma vez. Mas era totalmente desencorajado por Camilly. A garota queria que Sarav√•j se concentrasse na vida a dois. Camilly afirmou que para ela, pouco importava passar os seus pr√≥ximos setenta anos como mera camponesa. Que n√£o reclamaria se comesse cenoura, couve e batata todos os dias. A √ļnica coisa que realmente importava era estar ao lado de Sarav√•j. Juntos, vivos e seguros. Os seus futuros filhos poderiam viver uma inf√Ęncia alegre, brincando no campo e longe das guerras e de toda crueldade do mundo, realidade rara na Era das Trevas da Idade Medieval. A imagem de uma fam√≠lia perfeita e unida, mesmo que ainda somente na imagina√ß√£o e muito longe de ser concretizada, era linda. Sendo assim, tanto Sabino III quanto Constantin Sarav√•j desistiram das terras da Pen√≠nsula de Acqualuza, reconhecendo finalmente, que agora estas mesmas eram de dom√≠nio da Pas√°rgada. A paz reinou em Balistres durante alguns meses. Sarav√•j e Camilly residiram felizes naquela vila e fizeram in√ļmeros planos para os pr√≥ximos anos. As colheitas foram um sucesso. A seguran√ßa, estruturada por antigos e competentes soldados do escal√£o de elite do ex√©rcito da Inglaterra, era impec√°vel. As crian√ßas tinham acesso √† educa√ß√£o de qualidade, tanto militar quanto acad√™mica. Ap√≥s muito esfor√ßo de seus residentes, Balistres via em seu horizonte uma d√©cada pr√≥spera e abundante.
At√© que, durante um p√īr-do-sol, a Pas√°rgada, faminta por ampliar os seus dom√≠nios, invadiu o vilarejo gaul√™s. Constantin Sarav√•j e seus companheiros bem que tentaram defender as suas terras com unhas e dentes, mas em vasta desvantagem num√©rica, foram facilmente reprimidos. Por mais uma vez, a Pas√°rgada patrocinou um massacre. Muitas pessoas, leigos e militares, foram mortas. A maioria delas, jovens que partiram deste plano sem concretizar os seus sonhos. Nesse √≠nterim do ataque do reino de Matiza Perrier ao vilarejo de Balistres, Camilly Shaw feriu-se com gravidade. Ap√≥s ter uma lan√ßa atravessada em seu peito, a garota come√ßou a perder muito sangue. Os remanescentes que restaram da investida pasargadana transcorreram para a metr√≥pole de Nice, uma das maiores cidades da G√°lia e uma das pouqu√≠ssimas que contavam com assist√™ncia m√©dica especializada. Novamente, a Pas√°rgada venceu e incorporou a terra de Balistres aos seus territ√≥rios.
Em Nice, Camilly foi uma das primeiras a receber atendimento dos param√©dicos. Ap√≥s uma r√°pida e sucinta an√°lise, o i√°trico afirmou a Sarav√•j que a hemorragia de sua dulcin√©ia era um quadro cl√≠nico irrevers√≠vel para a medicina da √©poca. Camilly Shaw deveria ter, na melhor das hip√≥teses, algumas horas de vida. E como se n√£o bastasse, o m√©dico ainda constatou que a garota estava gr√°vida h√° algumas semanas e teria o infeliz destino cruel de falecer juntamente de seu beb√™. Foram as palavras mais duras que j√° entraram pelos ouvidos de Sarav√•j. O garoto sentiu que estavam arrancando-lhe brutalmente a parte mais importante de sua ess√™ncia. Camilly era motivo pelo qual Constantin Sarav√•j realizou atrocidades pela CAJA. Pelo qual desistiu da carreira militar. E, acima de qualquer outra coisa, a garota era o motivo pelo qual Sarav√•j estava disposto a matar e a morrer, se fosse necess√°rio. Durante a caminhada at√© Nice, Camilly fez com que Sarav√•j prometesse que, independentemente do que viesse a acontecer dali em diante, ele n√£o iria derramar uma l√°grima sequer. Nem por ela, nem por ningu√©m. Mas o garoto iugoslavo foi incapaz de cumprir a sua promessa quando soube que iria perder a mulher da sua vida e seu primeiro filho de uma s√≥ vez. "Se Camilly morrer, por que ou por quem eu tanto matei?", pensava Sarav√•j, entre l√°grimas e solu√ßos. Matrim√īnio. Sonhos. Planos. Tudo virou p√≥ de um instante para o outro. Em pouco tempo, o garoto estaria sozinho no mundo. Soava injusto, mas j√° n√£o havia tempo para prantos. Durante a tr√°gica not√≠cia, in√ļmeros mensageiros da G√°lia chegaram aos berros em Nice, gritando pelas ruas de maneira hist√©rica para quem quisesse ouvir que a Pas√°rgada estava invadindo a G√°lia de modo feroz. As tropas da grande metr√≥pole gaulesa precisavam se organizar para um prov√°vel combate e os cidad√£os daquela localidade eram jogados √† deriva, sendo obrigados a se refugiar como pudessem.
Por mais uma vez, os sobreviventes do mortic√≠nio de Balistres teriam que fugir de seus algozes. At√© a metade do caminho, Sarav√•j levou Camilly em seus bra√ßos, com a est√ļpida esperan√ßa de que Deus, se de fato se fizesse existente, oniconsciente, bondoso, justo e misericordioso, operasse um famigerado milagre. At√© que, nos arredores de Paris, tornou-se invi√°vel continuar carregando uma mulher que havia recebido uma senten√ßa de morte. A consci√™ncia de Camilly estava por um fio. Os bra√ßos de Sarav√•j j√° h√° muito eram humanamente incapazes de continuar carregando um corpo t√£o pesado. Os retirantes precisavam se apressar, afinal, eles n√£o sabiam o qu√£o rapidamente a Pas√°rgada estava avan√ßando. N√£o havia mais como adiar a despedida.
O garoto, afastando-se do grupo de Balistres, encostou Camilly em uma grande figueira. O casal, na escurid√£o da noite, era iluminado somente pela luz da lua cheia. A garota, em um √ļltimo e doce ato, colocou nas m√£os de Sarav√•j um colar dourado, que continha um pequeno pingente em formato de cora√ß√£o. E feito isso, fechou os olhos. Aos poucos, a sua respira√ß√£o pesada cessou. E, por fim, o seu cora√ß√£o deu a sua √ļltima batida - um √ļltimo "eu te amo" √† Constantin Sarav√•j. Ap√≥s a morte de Camilly Shaw, que sequer teve a oportunidade de ter um vel√≥rio digno, os que restaram do vilarejo de Balistres continuaram a sua jornada durante toda madrugada. E s√≥ pararam quando alcan√ßaram a cidade de Baden-W√ľttenberg no nascer do sol, j√° no territ√≥rio da Germ√Ęnia (nos dias de hoje, a Alemanha). Em solo germ√Ęnico, todos os ex-soldados do Ex√©rcito Nobre Ingl√™s, entre eles, um abalado Constantin Sarav√•j, fizeram uma √ļltima contin√™ncia √† bandeira da Inglaterra, se despediram e trilharam seus respectivos caminhos.
"Olha bem, mulher. Eu vou te ser sincero. Eu sabia que ia dar errado. Esse mundo está corrompido e a felicidade aqui não passa de uma utopia. Nós vamos ficar longe um do outro por um tempo, mas ainda vamos nos reencontrar. Eu não posso te prometer, mas eu juro que anseio por isso do fundo da minha alma"
Ap√≥s este calamitoso ocorrido, Sarav√•j nunca mais foi o mesmo. Tornou-se uma pessoa amargurada. Cheio de √≥dio no cora√ß√£o, admitiu para si mesmo que a crian√ßa da profecia n√£o passava de um del√≠rio. Tamb√©m se convenceu de que todo o amor que ele podia dar em vida terrena, ou qualquer sentimento positivo que fosse, foram para o t√ļmulo juntamente de Camilly Shaw. O garoto iugoslavo passou a dedicar a sua vida a tecer um planejamento suficientemente perfeito para derrubar a Pas√°rgada - e em especial, Matiza Perrier - j√° que estes haviam tirado tudo o que ele tinha de mais importante. Suas terras. Seu povo. Seu filho. O grande amor de sua vida. Dizimar a Pas√°rgada. Concretizar a sua vingan√ßa. √Č para isso que Sarav√•j passou a viver. Afinal, tudo o que era lindo. Tudo o que era bom. Tudo o que era perfeito. A Pas√°rgada destruiu.
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2019.04.16 18:57 lizziehope Estava l√°

A casa na praia estava l√°, ningu√©m al√©m de mim lembrava das mem√≥rias mais bonitas que viveram naquela casa amaldi√ßoada. Queria colocar fogo em minha cabe√ßa, gostaria de matar os judeus, hebreus. Entendo o nazismo ao viver os tempos crist√£os aqui. "Ser√° que um dia eles, morrendo, parar√£o de criar essa merda de Deus e igreja que sufoca todos que procuram respostas s√©rias e cient√≠ficas?" (Eu pensando sobre crist√£os, n√£o judeus) Mas, enfim, odeio o pai narcisista dessa religi√£o da mesma forma. Espero que todos parem logo de acreditar nisso e realmente pensem "uau, somos humanos, temos um corpo f√≠sico e n√£o uma alma. Uau" Eu gostaria de pensar assim, mas como fugir? Que Deus pedir para vir e me ajudar dessa fam√≠lia cega e que segue esse deus machista merda? N√£o sei. Ent√£o s√≥ aumento a m√ļsica, e pe√ßo que calem a boca na mente. Na praia, na casa, talvez. Um dia sozinha, talvez, finalmente, terei minha pr√≥pria vida. Sozinha. Quando tentei viver com voc√™, tive que disputar uma luta horr√≠vel, espero - mesmo sendo imposs√≠vel - que ningu√©m mais lute essa maldita farsa de fam√≠lia que voc√™ tem. Tamb√©m n√£o deixarei ningu√©m ver essa fam√≠lia falsa que tenho, protegerei meus futuros amores. Mas, levando a s√©rio, espero que voc√™ morra. Levando mais a s√©rio, espero que toda a sua fam√≠lia morra. Levando o triplo de s√©rio, espero que tudo o que voc√™s desejaram para mim volte mil vezes para voc√™s. Eu sei muito bem o quanto voc√™s v√£o passar mal. Dor de cabe√ßa, dor nos ombros, convuls√Ķes. Espiritismo n√£o √© brinquedo, mas parece at√© brincadeira na m√£o de pessoas t√£o pequenas. Queria poder ensinar sobre religi√£o para voc√™s, mas depois de tr√™s tapas na cara e um "eu li livros grossos de espiritismo" e cachorros que latem para voc√™, bem, s√≥ recomendo que v√° em paz. Como algu√©m pode ser realmente capaz de amar essa pessoa? Perguntava ao olhar para ela, repetindo as mesmas coisas, chorando enquanto o filho pensava "saia". Ent√£o me liguei, na liga√ß√£o estranha. "Repetir v√°rias vezes que ele tomava banho com as irm√£s sempre e era normal" Olhei para ele, ele me olhou. "Fala, filho, fala que isso √© mentira! Voc√™ n√£o √© assim" E ele olhou para mim, sem saber como dizer. "√Č, era mentira", respondi em seu lugar, quase sorrindo. Ela acreditou. Eles ficaram bem e unidos, enquanto os tr√™s filhos se esfregam mentalmente. "Pare de olhar para elas, por mim?" "Nossa, que menina chata", meus amigos diziam. Depois de finalmente ver como √© bom seu amor olhando para sua irm√£ e a irm√£ dele, voc√™ se depara com casamentos, vestidos, lingerie at√©... K E v√°rios pratos na cozinha, juntos. Que lindo foi, que lindo √©. Espero que seja lindo para sempre, mas espero que voc√™ saiba esconder. Na verdade, escolher. Escolha algu√©m t√£o tapada quanto elas, assim ser√° feliz. Talvez assim, finalmente as 4 - as galinhas e sua pr√≥xima escolhida - consigam conversar sem ningu√©m passar vergonha. "A√≠ que nojo usar uma panela para fazer isso", falou a pessoa que estuda at√© mil horas da noite. "√Č s√≥ ter uma panela apena para esse uso, pequena", respondo, j√° que absorventes fazem mal para o ambiente, para si e s√£o fedorentos, mas deixe assim, as limpas meninas burras. "Espero que elas encontrem a morte antes de me encontrar", digo em uma pequena hist√≥ria, esperando que tenha poder. "N√£o diga isso!", Algu√©m que gosta de mim, aconselha. "Eu pago, eu pago para algu√©m. Essas pessoas que ocupam espa√ßo n√£o podem sobreviver, sao como baratas explodindo por todos os cantos, finalmente botando ovos nojentos e se multiplicando, algu√©m derrube logo isso antes que eles se comam novamente" E ent√£o ele diz, com l√°grimas nos olhos, de raiva e tristeza: "Eu odeio voc√™!" E eu respondo: "Seu fone est√° aqui, imbecil"
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2018.11.18 19:38 ProfessionalToner [OC] O que podemos aprender com a √ćndia, Austr√°lia e EUA sobre o problema da concentra√ß√£o de M√©dicos

CUIDADO L√Ā VEM TEXT√ÉO

Bom gente, li alguns textos e artigos sobre esses problemas em outros lugares do mundo e vou retratar minha vis√£o sobre eles pra quem se interessa saber sobre esse problema e as poss√≠veis solu√ß√Ķes. (ao inv√©s de ficar xingando bolsonaro ou xingando quem xinga bolsonaro, que n√£o vai nos levar √† lugar algum)
Ia postar no erre Brasil mas desisti, prefiro postar OC aqui e ter liberdade pra falar do que quiser sem medo.
Vou falar sobre a √ćndia, Austr√°lia e EUA. Acho relevante olhar o problema sobre olhos de pa√≠ses geograficamente e financeiramente iguais ao nosso, porque isso influencia no problema.

√ćNDIA: India still struggles with rural doctor shortages 12/12/2015

Background: A √ćndia apresenta problemas similares ao nosso, possuem muitas escolas m√©dicas que produzem muitos m√©dicos por ano(410 escolas com 50.000 alunos/ano) por√©m apresenta problemas de distribui√ß√£o:
8% of 25 300 primary health centres in the country were without a doctor, 38% were without a laboratory technician, and 22% had no pharmacist. Nearly 50% of posts for female health assistants and 61% for male health assistants remain vacant. In community health centres, the shortfall is huge‚ÄĒsurgeons (83%), obstetricians and gynaecologists (76%), physicians (83%), and paediatricians (82%). Even in health facilities where doctors, specialists, and paramedic staff have been posted, their availability remains in question because of high rates of absenteeism.
Esses n√ļmeros s√£o das unidades do pa√≠s, ou seja, como se fosse em hospitais p√ļblicos e UBS aqui. Como podemos ver falta tanto m√©dico geral como especialistas, e eles tamb√©m tem problemas com absente√≠smo.
S√≥ uma nota rapidinho: A √≠ndia forma √≥timos m√©dicos. Muitos m√©dicos de nome que atuam nos EUA vieram da √ćndia. √Č muito comum ver indianos atuando nos EUA.
Raz√Ķes para a Falta de M√©dicos: O artigo fala b√°sicamente o mesmo problema daqui: Atuar na aten√ß√£o prim√°ria √© desmoralizante e a forma√ß√£o m√©dica foca na aten√ß√£o terci√°ria, logo os estudantes todos acabam invariavelmente aspirando a se tornarem especialistas ao inv√©s de M√©dicos Generalistas.
‚ÄúWorking in the public health sector is often a demoralising experience for doctors because their professional lives are blighted by lack of professional development opportunities, accountability, and access to even basic medical resources necessary to perform an effective role‚ÄĚ,
Solu√ß√Ķes criadas por eles:
1) Fizeram muitas coisas que são feitas aqui: Trabalho Rural compulsório na graduação (Aqui nos temos o Internato Rural), Exigência de trabalho no interior para aceitação em cursos de pos-graduação (Isso foi questionado no governo passado mas descartado porque não tínhamos vagas suficientes em residência para fazer isso ficar viável) e incentivo monetário(Não sei se 11.800 seria suficiente, já que não difere muito do salário em capital ou adjacências, ou seja não é "incentivo").
2) Esse daqui é diferente e interessante, porém não existe nada parecido com o Brasil. Foi proposto a criação de um curso intensivo de menor para formar um "Assistente Rural" que seria um profissional com menor treinamento.
Foi controverso, alguns argumentaram que eles não conseguiriam apresentar o mesmo nível de cuidado de um profissional devidamente treinado. Outros argumentam se for bem estruturado, linkando esses profissionais com outros mais habilitados, poderia dar certo.
Contudo, essa solução já foi aplicada desde 2004 em alguns locais, e já temos uma ideia de como elas funcionariam:
‚ÄúCadres like RMA are important for strengthening rural service delivery but there are problems. For instance, in Chhattisgarh there is no clear career trajectory for the RMA, which leads to great dissatisfaction among graduates‚ÄĚ
Ou seja, apesar de serem efetivos, ele sofrem dos mesmo problemas que os médicos: Não há trajetória de carreira e muitos ficam insatisfeitos com seu trabalho.
Tamb√©m tem outro profissional semelhante formado por uma Insitui√ß√£o sem fins lucrativos da √ćndica. O presidente dessa institui√ß√£o afirma que eles s√£o importantes para formar o elo entre a comunidade e o sistema de sa√ļde, contudo:
‚ÄúAt present, informal providers claim to be doctors and engage in potentially harmful practices which need to be curbed. This can happen by being cognisant of their existence and functions, not by maintaining a strategically ambivalent ostrich-like attitude that the mainstream has for them.‚ÄĚ
Tem certos profissionais que estão mentindo serem médicos e praticando atividades ilícitas.
Seria essa uma solução viável para o Brasil? Não sei. Esse problema de profissional mentindo ser médico e praticando atos ilícitos seria muito comum aqui(Só ver quantas pessoas estão fazendo procedimentos estéticos sem terem aval para isso)

AUSTR√ĀLIA:Encouraging more doctors to go Rural - Australian Medical Association 24/01/2018

Background: 70% dos australianos vivem em grandes cidades. Também possuem concentração de médicos nos grandes centros, com 437:100k, comparado a 264:100k em áreas remotas.
Médicos do interior da Austrália trabalham mais que os médicos de grandes centros e tem média de idade de 55 anos. Dos médicos do interior, 40% são imigrantes.
A Austr√°lia tem bem menos gente que aqui e tamb√©m tem bem menos gente no interior que aqui, ent√£o diria que a situa√ß√£o deles n√£o √© t√£o tensa quanto aqui.(24 milh√Ķes de habitantes, com 7 milh√Ķes no interior)
Solu√ß√Ķes criadas por eles: O texto √© sobre um plano da For√ßa Rural da Sociedade Australiana de Medicina. S√£o 5 pontos que dever√£o ser implementados para aumentar a quantidade de m√©dicos no interior. Aqui algumas palavras do presidente da AMA:
‚ÄúAustralia does not need more medical schools or more medical school places,‚ÄĚ he said.
“Workforce projections suggest that Australia is heading for an oversupply of doctors.
“Targeted initiatives to increase the size of the rural medical, nursing, and allied health workforce are what is required.
Situa√ß√£o similar aqui(n√£o diria similar, l√° √© mais saturado que aqui em termo de n√ļmero de m√©dicos segundo os n√ļmeros)
Bem, vamos as 5 medidas:
1 Encourage students from rural areas to enrol in medical school, and provide medical students with opportunities for positive and continuing exposure to regional/rural medical training;
Isso daqui eu acho essencial no Brasil. Nós temos que incentivar GENTE DO INTERIOR a fazer faculdade de Medicina.(Como? Bolsa, que tem clausula da pessoa ter que trabalhar no PSF da sua cidade) São eles que tem alguma chance de querer viver lá. Não da pra esperar uma pessoa que viveu em cidade grande a vida toda querer ir para o interior, isso não vai acontecer.
Quanto a "experiências positivas" eu acho importante também, permear a ideia que interior falta tudo,que você vai matar alguém por não ter as coisas e por estar sozinho repele muita gente.
Pra você ter ideia aqui no Brasil quando se fala em Internato Rural o pessoal fala "tem que aprender a resolver tudo na marra" "Consertar prolapso retal com fita adesiva" ou "vai aparecer uma mulher parindo e você vai ter que fazer o parto no meio do posto(Isso antes de você aprender a fazer parto no Internato de GO)"
2 Provide a dedicated and quality training pathway with the right skill mix to ensure doctors are adequately trained to work in rural areas;
Não muito o que comentar, Só firmando a qualidade no ensino para que o profissional possa atuar no meio rural.
3 Provide a rewarding and sustainable work environment with adequate facilities, professional support and education, and flexible work arrangements, including locum relief;
Isso aqui √© interessante. M√©dico Rural na Austr√°lia tem direito de sair da sua cidade para fazer aperfei√ßoamentos. Ele √© substituido por m√©dico do governo enquanto sai e ainda recebe enquanto est√° fora. Mais informa√ß√Ķes
Ou seja, o médico tem qualidade de vida, pode viajar se quiser sem dar ruim, ele tem segurança do Estado que nada vai dar errado.
4 Provide family support that includes spousal opportunities/employment, educational opportunities for children’s education, subsidies for housing/relocation and/or tax relief; and
Olha aí uma coisa ótima a ser feita. Como fica a esposa do médico que tem que ir pro interior? Como fica os filhos que vão ter que ir pro interior? Com fica a casa? Realocação?
O governo Australiano ajuda nisso, acabando com alguns dos problemas de viver no interior. Diminuir impostos também é bom.
Provide financial incentives to ensure competitive remuneration.
Ou seja, eles tem incentivos monetários para tornar a carreira de médico rural tão competitiva quanto o Médico na Cidade. Atualmente, a remuneração do Mais médicos não é tão competitiva assim, sendo que dá pra tirar o mesmo ainda morando em capital.
Comentando algumas frases do Presidente da AMA:
‚ÄúRural workforce policy must reflect the evidence. Doctors who come from a rural background, or who spend time training in a rural area, are more likely to take up long-term practice in a rural location,‚ÄĚ Dr Gannon said.
O cara está disposto a dar essas vantagens a quem merece: Quem veio de história de interior, quem fez internato no interior, quem se interessa no interior. Ou seja, ele não quer obrigar os médicos a se interessarem, ele quer oferecer vantagens para os que se interessam.
Cita tamb√©m da import√Ęncia de incentivar ind√≠genas a fazerem medicina, para que possam trazer ao seu povo sa√ļde.
The work environment for rural doctors presents unique challenges, and Governments must work collaboratively to attract a sustainable health workforce. This includes rural hospitals having modern facilities and equipment that support doctors in providing the best possible care for patients and maintaining their own skills.
Também está interessado em melhorar a estrutura de trabalho do médico, incluindo melhorando a internet para melhorar o trabalho.

EUA: Fixing the medical staff shortage problem in rural areas 20/06/2018

Background: J√° sabem a sa√ļde dos EUA n√©? Aquele neg√≥cio lindo. Eles tamb√©m, pra variar, tem problemas com isso. Estimam que 60m de pessoas est√£o com problemas relacionados a falta de m√©dicos. Diria que √© mais similar ao Brasil do que a Austr√°lia, mas o Sistema de Sa√ļde √© bem diferente l√° e n√£o sei se d√° pra tra√ßar paralelos.
Solu√ß√Ķes criadas por eles:
Muito do já falado aqui: Aumentam a aceitação de pessoas que vireram do interior esperando que eles voltem e mais programas durante a graduação de experiência no interior.
Community Apgar Program (CAP), a recruiting structure developed by researchers, educators and clinicians at Boise State University. The CAP identifies strengths and opportunities for improving rural medicine within specific communities, as well as identifying specific challenges that could hinder future growth.
Tem um programa pr√≥prio pra ajustar as oportunidades de trabalho rural. Pelo que eu entendi o programa trabalha de forma a entender os problemas da Medicina Rural e tra√ßar estrat√©gias para aumentar o interesse e diminuir os problemas dessa √°rea. Mais informa√ß√Ķes.
Another solution to the rural healthcare shortage is the use of locum tenens physicians, where medical providers travel to work in underserved areas on temporary assignments. More than 90 percent of hospitals in the U.S. use locum tenens to supplement their full-time staff.
Essa seria outra solu√ß√£o boa: M√©dicos sobre demanda. O m√©dico √© contratado temporariamente para fazer uma miss√£o e voltar. O √ļnico problema √© que Medicina de Fam√≠lia n√£o √© pra ser assim, pouca dura√ß√£o. O profissional tem que ser perene, sua atua√ß√£o depende de estar familiarizado com a regi√£o e os moradores. Colocar m√©dicos por 1 ano ou 2 iria atrapalhar muito isso.

CONCLUSÃO E TLDR

Caralho, não era pra eu ter falado tanta coisa, mas fui no gás. Enfim, o que eu aprendi vendo isso é que existem sim coisas a serem feitas para aumentar o incentivo do Médico ir para o interior, e também aprendi que esse problema existe em todo canto do mundo, não é por causa do Brasil ou porque tem "reserva de médico".
Das medidas, acho que as mais importantes pro sucesso seria a de procurar futuros graduandos de medicina de cidades do interior. Isso poderia ser feito com o ENEM, limitar as universidades p√ļblicas a aceitarem parte dos alunos como procedentes de regi√Ķes rurais. Isso iria adere√ßar o principal problema na minha opini√£o: M√©dico √© gente, ele tem fam√≠lia e amigos, se ele nasceu e viveu no grande centro, n√£o daria pra gente empurrar ele pro interior do Brasil.
Outras eu acho que seria boa seria ver esse negócio do Bolsonaro de "Médico do Estado" e fazer junto a isso uma Equipe pra analisar e manejar os problemas que médicos teriam para aturar no interior(algo parecido com as medidas do governo australiano e do Community Apgar program).
Já essas medidas de telemedicina e de um "Médico Tecnico do Interior" não sei se seria viável. São definitivamente ideais interessantes mas não sei se vai passar pelo CFM.
tl ;dr li 3 artigos sobre médico não querer ir pra roça. copiei e colei um monte de coisa. Pra acabar com o problema tem que colocar menino da roça pra fazer medicina e trabalhar pra fazer com que o trabalho de médico da roça não seja degradante.
Eu deveria estar estudando mas estou escrevendo essa merda.
Até mais, Glória a Deus.
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2018.07.12 08:01 Mateus_LWD Uma narrativa um jogo

eu tenho um projeto grande, ambicioso demais pra algu√©m como eu nas minhas condi√ß√Ķes, e por falta de ajuda de pessoas do meu circulo social vim em busca de alguma luz na internet, eu quero criar um jogo, e estou come√ßando com a narrativa, caso algu√©m chegue a ler isso d√™ sua opini√£o o que pode mudar e eu devo acrescentar.
será um jogo hack n slash 2d, com gráficos estilizados em 64/128 bits (não sei se essa é a conotação correta) com base na mitologia nórdica com os próprios deuses e próprios costumes, mas em quesito gráfico/visual será inspirado na mitologia nórdica
eu havia pensado em um inicio mas achei muito clichê então mudei caso alguém queira eu chego coloco a outra também só por fins comparativos, eu já tenho mais ou menos o inicio da narrativa pronta e alguns personagens com suas características e habilidades vou colocar ambos mais a baixo agradeço desde já por ter lido ao menos até aqui.
(INICIO DA NARRATIVA); INCOMPLETO
Anoitecer, Heminir √© acordado aos gritos por toda a cidade, a cidade em f√ļria ao ver a m√£e de Heminir morta, e ainda o culparem porque as marcas de sangue v√£o do p√© de sua cama at√© o corpo de sua m√£e, como puderam fazer isso Heminir era apenas uma uma crian√ßa, Heminir foi escoltado por uma multid√£o enfurecida com garfos e tochas at√© a entrada da cidade onde o rei da vila fez o discurso de exilamento.
- Essa é uma atitude jamais esperada por qualquer um, eu realmente não consigo imaginar você fazendo isso, eu te vi crescer e vi o amor com o qual sua mãe te tratava, se seu pai estivesse aqui para ver isso ele sentiria vergonha de olhar na sua cara, você cometeu crimes, e tem que ser punido, você sera exilado e não poderá ser acolhido por nenhuma vila do rei (sem nome) nunca mais, caso consiga sobreviver viverá como indigente, e qualquer um que ousar falar com você, terá a mesma punição.
Heminir assolado com a morte de sua m√£e, correu at√© o primeiro lugar coberto que achou, encontrou uma caverna perto da estrada e chorou a noite inteira, ningu√©m o deu ouvidos, enquanto ele chorava pela morte de sua m√£e e as falsas acusa√ß√Ķes, ele se perguntou.
- O que eu poderia fazer? Sou apenas uma criança, eles não me deram ouvidos por nenhum segundo, estava a maior confusão com todos me chamando de assassino, mas os deuses sabem que eu não fiz isso e que todos estão errados.
não muito tempo depois chega um estranho de capuz e se senta ao lado de heminir, heminir sem nada a perder não demonstrou nenhuma reação com um completo estranho se sentando ao seu lado.
- Garoto?
- Você não pode falar comigo, eu sou um exilado.
- Eu não dou a mínima para as leis deles, pra mim são todos tolos adorando deuses que nem existem.
- Você não acredita nos deuses?
- Claro que eu acredito eu j√° os vi de perto, mas a forma que falam e pregam e completamente falsa eu tenho certeza que todos n√£o chegam nem perto do ‚Äúalto castelo‚ÄĚ.
- De qualquer forma n√£o importa eu fu...
- Não precisa gastar saliva, eu conheço a historia toda
- Você sabe?
- Eu sei de tudo garoto, tudo mesmo.
- Então você sabe quem matou minha mãe?
- Sei.
- Ent√£o me diz.
- N√£o.
- Porque?
- Um fardo que quem tem onisciência carrega, e saber o que acontece se eu te falo isso, agora, eu sei que você não vai entender é apenas um garoto, mas se eu te falo isso agora, se eu falo você não vive mais uma semana.
- Eu entendo...
- Mas eu não sei o que fazer, eu não tenho família, não sei sobreviver, não sei lutar, não sou forte ou inteligente igual meu pai.
- Garoto eu não posso me meter muito no seu destino, infelizmente o que eu posso alterar sem mudar tanto o futuro não vai lhe ajudar, eu posso te ensinar algumas poucas coisas básicas de sobrevivência nada muito além do que você já sabe.
- Não precisa se prender tanto ao futuro que já temos, por favor me ajude, eu faço qualquer coisa em troca.
- Não quero nada em troca, você não pode me oferecer o que eu quero.
- Ent√£o essa conversa n√£o leva a nada.
- Leva... eu posso te ajudar a sobreviver... mas eu odeio fazer, mudar o futuro é horrível, eu te peço uma coisa em troca, NÃO MORRA, você não pode morrer, vou te passar alguns conhecimentos de sobrevivência por magia.
- Antes de tudo peço que se lembre de meu nome Hew Dreper, nós vamos nos ver novamente daqui a algumas décadas
O agora bem apresentado Hew Draper remove seu capuz mas mesmo assim não dá pra ver muito bem seu rosto, só que parece um tanto quanto queimado seu rosto, ele passa o dedo gentilmente na testa de Heminir e um clarão que fez a noite parecer dia surge rapidamente esvaindo na mesma velocidade que veio.
Isso é o que eu tenho de narrativa inicial, tenho outros pedaços aleatórios pra no fim só ir montando. Agora alguns personagens que eu já tenho pronto também suscetíveis a mudanças.
Stortander
Tamanho: Colossal
Características: Fera, meio bípede meio quadrupede, orelhas grandes, presas a mostra.
Habilidade/Mitologia: Seu grito rende e amedronta até os mais fortes guerreiros, poucos foram os que sobreviveram a seus encontro e os poucos que sobreviveram dizem que seus olhos revelam o vazio de sua própria alma, a besta que ataca sem motivo, apenas pelo prazer de matar tudo que se move.
Local: Vale sem nome.
Arelse Mension
Tamanho: Humanoide adulto.
Características: Ser que viaja entre os planos físicos e espectrais aparentemente não apresenta muito perigo e pode ser derrotado muito facilmente, um esqueleto envolto de uma aura azul na qual quem toca sente o frio da dimensão espectral.
Habilidade/Mitologia: O primeiro guerreiro a derrotar essa criatura ser√° amaldi√ßoado o resto de sua agora curta vida, tendo de derrotar essa criatura de novo e de novo, e sempre que ela volta ela est√° mais forte e voc√™ mais cansado, com a criatura podendo voltar no mesmo segundo ou meses depois, mas ela sempre volta e sempre mais forte, n√£o se conhece nenhuma forma de quebrar a maldi√ß√£o que este fantasma emprega mas j√° foram observados in√ļmeros exploradores finalmente morrendo para essas criaturas, e todos ao fim diziam a mesma coisa ‚Äúenfim paz, sigo livre‚ÄĚ
Local: Cavernas à noite.
förvirrat barn
Tamanho: Humanoide adulto.
Características: Veste uma bandeira rasgada de seu reino no ombro, barba digna de um rei, manopla de ferro enferrujada.
Habilidade/Mitologia: após certo tempo em combate ganha um extremo aumento de força, agilidade e vida, ele vaga pelos restos de o que já foi seu grande império desafiando a todos que passam por ali querendo eles ou não, seu império caiu quando foi traído por seu chefe do exercito, no qual tal golpe causou a ruina da cidade e o fim de seu reinado, corrompido pelo ódio e sabendo disso prefere ficar ali recluso do que se misturar de novo com pessoas e acabar matando inocentes, mas usa seu tempo livre para melhorar suas habilidades como guerreiro.
Local: Antigo reino Valmaende plats
rörlig stjärna
Tamanho: Gigante, três metros.
Características: Nenhuma (Por enquanto)
Habilidade/Mitologia: Uma criatura anciã que fica em meditação no topo da montanha (Sem nome), uma vez por ano sobe a montanha um homem que jura mata-lo, todos da mesma família, a família (Sem nome), que por algum motivo não revelado ao outros da vila porque, sempre que algum dos (Sem nome) sobe para enfrenta-lo ele acorda de sua meditação profunda ele oculta o sol com a lua e impede qualquer outro raio de luz tirando por completo a visão do seu adversário, e o finalizando com suas magias desconhecidas por mortais, já que ninguém que as viu sobreviveu pra contar como é não se sabe muito de onde ele veio só se sabe que ele está lá e que caso queira continuar vivo é melhor não interromper sua meditação.
Local: Topo da montanha (Sem nome)
Ranginui/Rangi.
Tamanho: Humanoide adulto.
Características: Pinturas tribais de outra cultura, roupas de pele, machados nas duas mãos.
Habilidade/Mitologia: Foi contratado pelo rei (Sem nome) da cidade (Sem nome) para destruir a antiga cidade (Sem nome). Extrema habilidade em lutas marciais, e lutas com armas brancas, e ao que parece extorquiu um mago até ele lhe ensinar a habilidade de pirotecnia o que o torna perfeito para a tarefa que lhe foi designado.
Local: Antiga cidade (Sem nome)
Hew Draper.
Tamanho: Humanoide adulto.
Características: Roupas leves, Vários pergaminhos onde ele anota quem ele era.
Habilidade/Mitologia: Portador de todo os conhecimentos arcanos que j√° existiram que existem e que v√£o existir, ele √© um dos magos mais poderosos vivos, mas sua constante busca por conhecimento o levou a loucura e a esquecer de todos os seus reais valores no inicio de sua jornada por conhecimento, ele n√£o sabe quem era suas anota√ß√Ķes n√£o s√£o especificas, e tem duvidas de quem √©, odeia ser contradito e aguarda apenas um bom motivo para desintegrar quem com ele conversa, n√£o liga nem um pouco para as leis das cidades, mas n√£o interfere ele diz: ‚Äúdeixem os reis brincando de casinha com suas cidades, se eu quisesse tomaria tudo deles em um estalar de dedos, mas e depois, n√£o teria gra√ßa‚ÄĚ, sendo onisciente pode prever a grande maioria dos golpes de seus advers√°rios, maior combate que ele j√° teve foi apenas com um cara (Sem nome e sem historia ainda) que seus golpes literalmente viajavam no tempo de t√£o r√°pidos e mesmo assim ainda deu empate, ambos decidiram parar e continuar daqui a alguns s√©culos.
Local: Vagando por toda (Mundo sem nome)
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2018.03.01 10:46 jopeu2 IDIOMAS

A TORRE DE BABEL - Nada esta mais vigente na atualidade que o mito da Torre de Babel, s√≥ que n√£o s√£o os diferentes idiomas que complicam, o que complica √© o fundo, a base do idioma ou express√£o de transmiss√£o humana. A exist√™ncia de tantos idiomas diferentes nos demonstra que n√£o s√£o t√£o importantes √†s regras gramaticais nem os sons. Pois a transmiss√£o humana √© a tentativa de expressar e transmitir experi√™ncias e sentimentos de um indiv√≠duo para outros. Quem expressa emite com sua compreens√£o, mas ningu√©m recepciona o que outro expressa. Como todos os seres humanos s√£o diferentes e √ļnicos, nunca √© igual √† recep√ß√£o de uma pessoa, com nenhuma outra, pois isto depende das experi√™ncias individuais de cada um. Geralmente cometemos o erro de supor, que o entendimento do outro seja igual ao que n√≥s temos e expressamos. Por isso o importante √© a compreens√£o, o entendimento que o homem possa obter na transmiss√£o. Mas na humanidade nunca ensinaram o ‚Äúcomo compreender‚ÄĚ. A palavra compreender vem do latim, ‚Äúcompreendere‚ÄĚ, que quer dizer: colocar junto todos os elementos. Mas a compreens√£o humana vai muito al√©m disso, ela comporta uma parte de empatia e identifica√ß√£o. O que faz com que se compreenda algu√©m que chora, por exemplo, √© saber o significado da dor ou tristeza desse sentimento expressado no ato de chorar. √Č isto que permite a verdadeira comunica√ß√£o humana. A grande inimiga da compreens√£o √© a falta de preocupa√ß√£o em ensin√°-la. E isto est√° se agravando, estamos vivendo numa sociedade individualista, que favorece o sentido de individualidade, onde se desenvolve o egocentrismo e ego√≠smo, que como consequ√™ncia alimenta a autojustifica√ß√£o e a rejei√ß√£o ao pr√≥ximo. A compreens√£o humana √© um processo complexo e amplo. Mas aqui vamos a expressar especificamente a compreens√£o sobre os idiomas, a express√£o oral e escrita, denotando que o ‚Äúsignificado‚ÄĚ dos voc√°bulos √© o que realmente √© importante. O som e as letras n√£o t√™m tanta import√Ęncia. Se mudarmos a palavra sem mudar o significado, nada mudaria, chamemos ao amor √≥dio, ou ao bem mal, nada mudaria, pois o importante √© o significado da palavra. Para a humanidade poder crescer em compreens√£o e consci√™ncia, as express√Ķes devem poder abarcar explicitamente todos os mundos existentes, n√£o s√≥ o f√≠sico, mas tamb√©m, o mundo mental e o eterno. O eterno nos idiomas √© expressado pelo voc√°bulo Verdade, o qual s√≥ pode ser imut√°vel e inalter√°vel, √ļnico. N√£o existem duas verdades diferentes e muito menos uma verdade de cada um. Os idiomas s√£o a tentativa de expressar e transmitir experi√™ncias e sentimentos por um indiv√≠duo, onde a palavra expressa, tem o significado da compreens√£o de quem fala, mas ningu√©m recepciona o que outro expressa, da mesma forma como este pretende que se entenda. Nos dias de hoje existe uma grande confus√£o, pois falamos com muita g√≠ria e modismo, usando indiscriminadamente sin√īnimos que aparentemente sem consequ√™ncias, compromete a compreens√£o e gera confus√£o. E o pior, √© que essa confus√£o passa desapercebida. Como tamb√©m a falta de express√Ķes que diferenciem os diferentes planos da exist√™ncia, especialmente ao f√≠sico, mental, e eterno, nos leva a uma confus√£o em nosso entendimento, impedindo-nos de uma compreens√£o ampla e real. As regras gramaticais s√£o uma tentativa de que o entendimento seja o mesmo para todos dentro de um idioma em particular, mas deveriam priorizar o significado dos voc√°bulos, fazendo que sejam mais r√≠gidos e expl√≠citos, ademais de especificar todos os diferentes planos que possam existir, que nos manuseamos no caminho da vida. Uma coisa importante √© dar ao voc√°bulo Verdade o seu real significado de eternidade e unicidade. As palavras como o voc√°bulo ‚ÄúVerdade‚ÄĚ usado indiscriminadamente, faz com que o ser humano adoe√ßa. Porque ele se confunde entre o real significado do voc√°bulo Verdade, que refere-se a aquilo que √© ‚ÄúEterno‚ÄĚ, com as coisas mutantes do dia a dia. Devemos ter muito presente, que o ser humano tem o poder de dar o ‚ÄúValor de Verdade‚ÄĚ a qualquer coisa, seja ela qual for, mesmo que seja absurdamente falsa. Se isso acontece conosco n√£o conseguiremos compreender, pois n√£o diferenciaremos o eterno do transit√≥rio, impedindo-nos de reconhecer o caminho que devemos seguir. Andaremos a deriva como hoje sucede com 90% da humanidade.
As express√Ķes dos voc√°bulos Verdade, Realidade e Ilus√£o, bem compreendidos e expressados de acordo ao significado correto, faz que com suas diferen√ßas nos permita obter uma maior compreens√£o do meio, de n√≥s e da nossa vida. De acordo a como compreendemos √© como nos expressamos e atuamos. Mas devemos viver essa mudan√ßa no dia a dia.
Para poder penetrar no mundo de uma consci√™ncia mais ampla, devemos expressar com a palavra ‚ÄúVerdade‚ÄĚ, somente aquelas coisas que forem eternas, as outras, aquelas coisas que est√£o em constante mudan√ßa, √© onde deveremos usar a palavra ‚ÄúRealidade‚ÄĚ. √Č importante compreender a diferen√ßa, realidade √© aquela coisa que hoje ‚Äú√©‚ÄĚ, mas como se refere ao mundo fenomenol√≥gico que √© transit√≥rio, antes n√£o ‚Äúfoi‚ÄĚ e amanh√£ n√£o ‚Äúser√°‚ÄĚ. Verdade √© referente ao eterno, aquilo que ontem, hoje e amanh√£ por sempre ser√°. Podemos usar de uma artimanha para melhorar a nossa compreens√£o. Devemos ter em conta que uma das caracter√≠sticas do ser humano √© a busca permanente pela verdade. √Č o desejo de comprovar a veracidade dos fatos, e de distinguir o verdadeiro do falso, o eterno do transit√≥rio. Assim pois, para poder realizar mudan√ßas internas na nossa consci√™ncia, podemos usar os voc√°bulos ‚ÄúVerdade e Realidade‚ÄĚ, para expressar e compreender melhor o nosso mundo e o nosso ser. O mais importante √© o que essa mudan√ßa faz dentro de n√≥s. A medida que praticamos diferenciando os diferentes planos com as palavras, dentro de nossa mente, amplia-se nossa compreens√£o, e vamos adquirindo uma consci√™ncia maior de todas as situa√ß√Ķes. Se usamos a palavra ‚ÄúVerdade‚ÄĚ, somente quando desejemos expressar aquelas coisas que forem eternas, sem principio nem fim. Estaremos denominando especificamente tudo aquilo que possa ser entendido como base dos universos, Deus, e praticando na vida di√°ria uma diferencia√ß√£o entre o eterno e o transit√≥rio. Isso nos elevar√° o n√≠vel espiritual, j√° que diferenciara claramente o plano espiritual como um plano a parte, eterno, diferente deste mundo, no qual existimos como corpo e somos parte. Mas se utilizamos o voc√°bulo Verdade para determinar situa√ß√Ķes que n√£o s√£o eternas, teremos como consequ√™ncia uma grande confus√£o. Isso √© o que existe hoje. Realidade seria a palavra adequada para referir-se ao mundo que nos rodeia, que est√° em constante mudan√ßa. Toda a cria√ß√£o faz parte da Realidade, s√≥ que para o homem, aquelas coisas que est√£o afastadas, que ele n√£o vivencia, √© como se n√£o existissem. Mas existem e fazem parte da realidade de outros seres. A Realidade do homem, √© o seu corpo, a sua mente consciente e o mundo que o rodeia; ou melhor expressado, a sua realidade individual. E diremos que em lugar da palavra verdade, ‚Äúsim foi real a express√£o dita por fulana‚ÄĚ, ou ‚Äúsim foi real, isso aconteceu‚ÄĚ Dessa forma √© que conseguimos praticar na vida di√°ria, uma diferencia√ß√£o entre o eterno e o transit√≥rio. E com essa maior compreens√£o, poderemos inclusive facilmente intuir se os fatos s√£o verdadeiros ou falsos.
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2018.02.25 09:01 Fabianomcs A troca (se gostarem mando mais) conte√ļdo e linguagem adulta!

 A Troca 
ROBERT atendeu o telefone tremendo, excitado: *"a-alo" *"oi" disse CLARICE, querendo parecer despreocupada *"oi, é a PRISCILA?" perguntou ROBERT ansioso, muito rápido, o que fez ele sentir um pouco de vergonha, estava se entregando. *"isso!" respondeu CLARICE bem alegre! *"tudo bem ? você tá meio nervoso? eu to!" falando bem rápido também , tentando deixar o momento mais relaxado. *"hahahaha é, mais ou menos, normal ne, ficar nervoso falando com uma mulherona como você " *"hahahaha ahhhh paaara!! você sabe que eu não ligo pra isso." *"mas deveria. você é linda demais! e Tem muitos malucos nesse mundo, você deveria tomar cuidado." *"eu tomo, te stalkeei online seu bobo. descobri TUDO." falando mais lentamento o tudo, pra dar um ar de superioridade mas também de comédia. *"aaahh tá!" disse ele, escondendo o medo na voz "até parece" *"HAHAAHAHAHAHAAH" RINDO ALTO MAS GOSTOSO "brincadeira seu bobo! ahahahah você deveria escutar a sua voz, você deve estar escondendo alguma coisa hein! " *"eeeeu?" controlando-se ROBERT fazendo a voz cool "claro que não, você já me conhece" Apesar de conhecerem-se online , era a primeira vez que se falavam no telefone, a primeira vez que ouvia a voz dela, seu riso o encantou da mesma forma que as fotos. Era uma graça , ruivinha, toda gostosinha. novinha , bem novinha como ROBERT gostava delas. Sua foto falsa no perfil das redes sociais permitia muitos contatos iniciais desse jeito. Quando encontravam-se, CARLOS o verdadeiro modelo das fotos , as levava até um lugar desolado de carro, pra fumarem maconha, beberem e relaxarem. aí ele as drogava e elas iam pra outro lugar.
*"mas me fala, vamos um dia desses ver um filme, sei l√°.VOC√ä CURTE UM CINEMA N√Č." ROBERT perguntou tentando n√£o parecer muito velho. *"AAHAHAH cara, eu posso ser novinha mas esse papo de cinema... vamos logo fumar um , escutando uma m√ļsica l√° em casa" *"na sua casa.. ?? Acho que n√£o, PRISCILA. Voc√™ n√£o disse que morava com umas amigas?" *"moro com uma amiga. mas ela tamb√©m fuma. T√° viajando com o namorado , por isso te convidei n√©.. d√£aa" numa voz tipo OBVIO NE BABACA ROBERT n√£o era mais nenhum garoto. j√° estava come√ßando a ficar careca e aparentava fortemente os seus 46 anos. tamb√©m n√£o era nada bonito , nem chegava perto do seu alter-ego CARLOS, moreno sedutor de garotinhas fazia um tipo Chris Isaac. ROBERT n√£o podia deixar de cantar um trecho na cabe√ßa de wicked game quando via o cara. Era engra√ßado. *"n√£o sei, amore. Vou pensar sobre isso e te digo depois. sou meio contra de ir na casa dos outros, principalmente uma mulher sozinha, novinha como voc√™. depois voc√™ fala que eu te estuprei sei l√°, tem muita mulher maluca no mundo. Acho melhor a gente se falar mais um pouco , que tal?" *"queee isssso! um cavalheiro, nesses tempos de perdi√ß√£o! hahahaha" disse ela, tentando n√£o parecer nervosa "voc√™ n√£o entendeu, essa pode ser a ultima chance em muito tempo. eu devo me mudar em breve.a√≠ n√£o sei se depois de quanto tempo poderei receber um cara sozinha, pra fumar um beck , ouvir musica e dar uns beijos sem ter que me estressar. " *"ta ta taa voc√™ me convenceu j√° hahahha. n√£o sou t√£o √≥tario assim a ponto de desperdi√ßar essa chance" Muito feliz, sorrindo demais. *"voc√™ pareceu bem ot√°rio online hahhah" disse ela respirando fundo. parece que ganhara essa.
A casa em petropolis era Longe do centro, praticamente um s√≠tio. CARLOS iria na frente pra preparar o terreno enquanto ROBERT esperava no outro carro. parecia ser mais f√°cil do que pensavam, lugar isolado, iria pega -la e joga la na mala do carro. a longa viagem de volta iria acorda la e come√ßaria o terror. quando chegassem em seu destino , so o passeio j√° a teria aterrorizado o bastante pra ele estar de pau duro. j√° estava de pau duro agora s√≥ pensando. Geralmente CARLOS demorava umas duas horas com elas, at√© fumar o baseado , escutar uma ou outra musica , a sedu√ß√£o. Ele gostava desse tipo de jogo de gato e rato dela confiar nele ao ponto de poder lava-la pra um lugar ermo. Ser t√£o cruel e inocente ao mesmo tempo!!! depois se ela bebesse com ele um vinho , colocava um boa noite cinderela no copo dela, ainda fingindo ser um gesto rom√Ęntico e gentil..e se n√£o bebessem, chegava ROBERT com o pano de clorof√≥rmio..as vezes elas percebiam logo , por ele fazer muito barulho e elas ficavam aterrorizadas o que era uma pena. Carlos achava que a carne delas ficava melhor tenra. 3 horas e nada. ROBERT estava se preocupando, tentando n√£o ligar para o cara, pensando em vestir a roupa de policial que tinha mala. Era bom eles terem esse esquema a muitos anos , era bom ter um parceiro nas suas fantasias mais loucas. eles tinham se preparado bem , sempre pensavam muito em como fazer essas coisas.Pena que a arma sempre ficava com CARLOS, ele tinha uma r√©plica de pistola mas era um covarde. Preferia suas v√≠timas presas e indefesas em seu poder. por isso sempre precisou de CARLOS, n√£o conseguiria fazer isso sozinho. iria ligar primeiro, depois bateria na porta. CARLOS atendeu bem r√°pido, parecendo um pouco esbaforido. *"oi cara, to no banheiro. tava trepando. amigo... ela √© demais" disse ele, meio r√°pido demais. *"porra, maluco!!! trepando??? achei que de repente tava guardando ela pra mim tamb√©m n√© seu escroto ahhaha!! mas tranquilo de repente ela dorme e fica ainda mais f√°cil n√©. faz parte do jogo deixar ela bem relaxada" *"l√≥gico! vou desligar, tenho que voltar , ela t√° me chamando, TCHAU cara" mais estranho que o normal a voz dele mas a menina era muito gostosa, dava pra entender. demorou mais um pouco o celular vibrou WHATSAPP: Vem que ela ta pronta, a porta da frente t√° destrancada, pula o port√£o. *"ESTRANHO. √© dif√≠cil ele mandar um whats. mas foda se o importante agora era fazer tudo r√°pido antes de aparecer algu√©m , vai saber n√©. a garota pode estar mentindo ou algu√©m chegar mais cedo da viagem, poderia dar uma porrada de coisa errado, tenho que ser r√°pido." pensou A casa era gigante, com uns 8 quartos ou mais. tinha umas duas luzes acesas e era s√≥, CARLOS era sempre bem cuidadoso com detalhes, um cara bom pra se trabalhar. ROBERT entrou sem fazer um som sequer tirando o baque dos sapatos batendo no ch√£o ap√≥s pular o muro. Estava em boa forma , e o muro n√£o fora nenhum impecilho. a porta estava entreaberta. Um pequeno corredor pra colocar casacos e guarda chuvas , dava pra uma sala gigante, com lareira e tudo. pesadas cortinas fechavam as janelas, poltronas e um tapete completava o que ROBERT podia ver da casa. estava tudo escuro e ele tentava ajustar a sua vis√£o, e vira uma m√£o como se algu√©m estivesse sentado na poltrona funda e enorme que estava voltada pra lareira. se aproximou devagar , olhando os quadros gigantes que emolduravam o que podia ver na escurid√£o, um homem e uma jovem, com roupas antigas era o destaque por cima da lareira ,algumas brasas ainda acesas . *"CARLOS??" disse em voz normal, n√£o muito alto percebeu movimento no canto esquerdo dos olhos e se virou para o que parecia ser uma escada e uma pessoa descendo , uma figura de mulher envolvida por sombras. tentou achar os interruptores para acender as luzes mas n√£o havia nenhum. *"que porra √© essa" pensou "cade a merda dos interruptores?" *"quem est√° descendo a√≠?? aqui √© a pol√≠cia, porra" geralmente isso faz as pessoas pararem , responderem , a policia do Rio n√£o √© pra se brincar. mas o sil√™ncio que imperou o deixou morrendo de medo e a figura continuava sua lenta descida, sem fazer um som. se apavorou e tentou voltar para o corredor quando percebeu uma silhueta em volta da luz na porta, uma outra pessoa estava do lado de fora. A porta se fechou e trancou t√£o r√°pido que n√£o permitiu a sua rea√ß√£o.A ultima coisa que sentiu antes de desmaiar foi o cheiro intenso de qu√≠mico, provavelmente de clorof√≥rmio enquanto algu√©m o agarrava com for√ßa por tr√°s, tanta for√ßa que ele nem conseguiu se mexer.
 2 
CARLOS deu dois toques na campainha e ficou esperando. Estava frio , eram quase 6 horas da tarde e tinha chovido. Estavam no meio de um inverno bem frio , at√© mesmo para os padr√Ķes de petr√≥polis. O port√£o abriu automaticamente e ele estacionou em frente da casa. Viu um movimento na porta da frente, e ela estava aberta. Foi adentrando a casa, devagar mas confiante para n√£o estragar a sua vibe de gostoso. "priscila?" falou meio alto,no meio da sala escura e estranha. *"senta a√≠ ! j√° to descendo!! bebe alguma coisa, tem um copo a√≠ no encosto da cadeira!" gritou ela no altar de cima. *"beleza" respondeu, se sentando. A sala era bem velha, como se fosse decorada por algu√©m da idade de sua av√≥. Tinha uma lareira, alguns quadros, duas poltronas grandonas bem confort√°veis de couro com encostos e lugares pra copo *"que nem no cinema!" pensou bebeu o melhor uisque da sua vida. que maravilha, nunca tinha sido t√£o bom, a vida era bela. ia pegar essa garotinha e quando menos esperasse estaria fazendo comida com uma das partes dela. as vezes era da bunda, as vezes os seios.. ele curtia cozinhar. acendendo o baseado,relaxou... e depois de 15 minutos estava dormindo. acordou e estava em outro lugar. algemado em uma trave de madeira em algum tipo de por√£o. a boca estava tapada com silver tape.Na sua frente uma pessoa com uma m√°scara de coelho estava sentada, olhando.Era uma mulher. *"eu peguei sua arma, ent√£o nem adianta tentar espernear ou tentar abrir as algemas. a coisa aqui vai demorar um pouquinho." disse CLARICE *"mmmmmmmmmm!!!!" tentou falar mas nada saiu obviamente. *"ta, olha s√≥. eu vou ser rapidinha. eu sei quem voc√™ √©. eu hackeio as pessoas , vivo disso. eu filmei o que voc√™ e seu amigo fazem. eu segui voc√™s eu vi o que voc√™ fez com uma menina. Cara voc√™ comer elas √© uma ironia muito grande. puta merda eu vou tirar uma foto da sua cara quando voc√™ ver o que vai acontecer contigo hahahahaah" disse ela rindo muito e tirando a arma do bolso. isso fez ele se contorcer como uma minhoca. CLARICE colocou a arma na cabe√ßa dele. *"merm√£o, para com essa merda" saiu da boca dela e era t√£o estranho, que ele parou realmente. ela parecia ser uma menina doce , ele ouvira a liga√ß√£o que ROBERT tinha gravado, como ela conseguiu engana-lo t√£o facilmente? *"isso beleza. Agora escuta. s√≥ tem um jeito de voc√™ *N√ÉO morrer aqui. eu vou ligar pro teu parceiro l√° fora e ele voc√™ vai dizer umas coisas pra ele. NADA de falar qualquer coisa com ele ou tentar avisar. algo nesse sentido eu atiro na sua cabe√ßa na hora. Voc√™ entendeu?" fez que sim com a cabe√ßa. tentaria avisar , sim mas com o tom da voz ao inv√©s de palavras. vamos ver se ROBERT pescava. Depois da liga√ß√£o, fez uma jogada, antes dela colocar a fita na boca dele de novo: *"Eu sempre mando uma mensagem de whats pra ele.Vai ficar estranho se eu n√£o mandar" mentiu. *"pode ditar" disse ela com o celular na m√£o. ROBERT acordou no mesmo POR√ÉO que CARLOS mas algemado na parede como num castelo medieval. quanto tempo esteve dormindo.?? que porra √© essa que t√° acontecendo?? *"eei! o que t√° acontecendo aqui!", gritou "me solta filho da puta, sen√£o eu te mato!" ele sentiu outra pessoa no canto escuro a direita, algu√©m com m√°scara mas n√£o dava pra ver o que era. *"ROBERT"? ele reconheceu a voz de PRISCILA. *"pri, √© voc√™?" respondeu. *"sou eu!" disse ela desesperada. *"tambem estou presa aqui!!" Era um angulo estranho para ve- la direito e a escurid√£o do recinto apesar de n√£o ser completa (havia uma pequena fonte de luz em algum lugar) era bastante escuro pra n√£o ver que ela estava solta. *"meu deus o que t√° acontecendo" "√© algum maluco" disse ele desesperado. "temos que tentar nos soltar" *"hahahahah eu n√£o aguento hahaah" riu CLARICE, deixando o totalmente confuso. "n√£o, robert. maluco aqui s√≥ voc√™ e seu amigo CARLOS"
 3 
Mesmo fechando os olhos, ROBERT não conseguia afastar a lembrança da criatura comendo CARLOS vivo. seus gritos nunca sairão da sua mente. já preso a 3 dias, mas recebendo comida e água o corpo apodrecido não o deixava dormir. PRISCILA tinha vindo e contado tudo a ele. Como hackea-lo tinha sido fácil, como eles deixaram o sucesso de nunca terem sido apanhados subir a cabeça ao ponto dele postar algumas coisas na deep web. Como o orgulho dele haviam condenado os dois. Depois ela passou um video, só mostrando a ele coisas que fariam com ele, torturas medievais da igreja católica que mostravam um mundo de dor, e formas de morrer bem lentamente, sofrendo muito. Tinha um homem no vídeo pedindo para morrer. Depois veio a criatura.
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2016.12.15 19:38 lakeyosemit2 Desde 2008, o /r/brasil teve 817.419 coment√°rios feitos por 14.729 usu√°rios √ļnicos. Parab√©ns √† comunidade!

Esses dias fiz um post com os coment√°rios mais votados dentre os √ļltimos 57 mil. Por causa de problemas t√©cnicos, n√£o fi-lo com todos coment√°rios de todos os tempos. Agora, depois de 250 GB de coment√°rios baixados ao longo de uma semana, tenho todos os dados.
O primeiro coment√°rio feito ao /brasil foi no dia 16 de Fevereiro de 2008:
Usu√°rio Coment√°rio
tivolitur Tivoli Lazer, viagens de lazer, pacotes , pousadas,
Nascido do spam, o sub atingiu em 31 de Outubro de 2016 a marca de 817.419 coment√°rios, feitos por 14.729 usu√°rios √ļnicos. Ao todo, os /brasileiros distribu√≠ram um net karma (upvotes - downvotes) de 2.698.865! Por limita√ß√Ķes do arquivo de coment√°rios n√£o foi poss√≠vel incluir coment√°rios mais recentes, e √© poss√≠vel que o sub j√° tenha atingido seu milion√©simo coment√°rio! Os coment√°rios do /brasil filtrados do arquivo de 250 GB com todos coment√°rios do reddit podem ser encontrados aqui (53 MB). O c√≥digo para obter os dados mencionados nesse t√≥pico pode ser encontrado aqui. Sem mais delongas, aos top 20!
Os 20 usuários com maior karma de comentários acumulado na história do sub:
Usu√°rio Karma
[deleted] 126685
protestor 25890
nmarcolan 25849
babsrosa 24061
I_am_bovo 22381
chokkolate 18863
schmook 18536
SamucaDuca 15628
ROLeite 15203
bycrozz 14859
Donnutz 13062
1984stardust 12970
busdriverbuddha1 12546
kupfernikel 12259
VeteranCommander 12010
waspbr 11755
hoodjiah 11389
Montgomery-Cavendish 11074
Jay_Santos 10682
mmxx_th 10462
Os 20 comentaristas mais odiados do sub (menor karma acumulado):
Usu√°rio Karma
VyMajoris -1073
Eonporter -614
parallel_life -592
Lffaz -381
Helhkr -136
axnine -113
PedroDev -98
EstudantedeHisotria -94
MeesterNoName -91
TheAngelW -86
feb33_1958 -84
Gothnath -82
PalavraDeDeus -73
VarsityPhysicist -64
confirma1X -58
I_HATE_GRINGOS -56
s9ugwSbM -56
PM_ME_WEED_AND_PUSSY -55
The_Force_Within -55
ce_dibb -54
Gostaria de congratular o VyMajoris pelo feito!
Os 20 melhores coment√°rios
Votos Autor Coment√°rio
777 vicedecorativo I'M LAUGHING A LOCHTE
495 adminslikefelching You don't have to apologize for what you haven't done, the actions of a bunch of people don't represent an entire nation.
488 frahm9 Bessias
399 qwerty7190 MEXICANO AQU√ć, NO LES ENTIENDO MUY BIEN PERO TIENEN MI SOPORTE, ADELANTE GUEYES
373 PanchDog CHILE TE APOYA CONCHESUMARE Y QUE ESTOS GRINGOS MARICONES DE REDDIT SE CHUPEN UNA SALCHICHA ALEMANA!!!\n\nBRAZIIIL-ZIL-ZIL-ZIL-ZIL
359 meunovonomedeusuario E DIGO MAIS: SANTOS DUMMONT √Č O INVENTOR DO AVI√ÉO
332 srjow Coitada, n√£o sabe manobrar que nem o pai.
325 mmxx_th > que até a OI faria um trabalho melhor\n\nPelo menos não iria mais funcionar celular na prisão.
315 frahm9 P√Ķe tag de spoiler porra, eu tou na parte do Ciro puto ainda.
311 AbortusLuciferum √Č tanta manobra que j√° podiam criar Eduardo Cunha Pro Skater 2016\n\n...desculpa
296 Gusteer VAMO CARALHO CHEIRA MEU C√ö GRINGO ARROMBADO\n\nWOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO\nBIRRLLLLLLLLL\n\nEDIT: √Č GOLD AQUI TBM, VALEU PORRAA
288 Gambrel ACABOU A CRISE CARAI ! VI PEDREIRO ABASTECENDO O MONZA 89 NA PODIUM E DANDO O TROCO PRO FRENTISTA !\n\n\n\nFoi lindo, o carro saiu voando em direção aos céus.
271 Eitjr Se o voto do N√£o tivesse recebido 367 votos, voc√™ sentiria a mesma coisa.\n\nO deputado do dolar na cueca ministrando sobre √©tica.\n\nDeputado envolvido com mensal√£o, deputado envolvido com petrol√£o tudo votando N√ÉO.\n\nAqui em Goi√°s tem um comunista do PT - o √ļnico que votou n√£o - que √© milion√°rio e faz campanha como sendo defensor dos professores, mas √© o primeiro comunista e o primeiro professor MILION√ĀRIO que eu conhe√ßo (detalhe, antes de entrar na pol√≠tica era quebrado como todos os professores que acreditam nele)\n\nTivemos na mesma propor√ß√£o (tem um outro post com os gr√°ficos) deputados envolvidos em esc√Ęndalos dos dois lados, muitos ainda n√£o pois possuem foro privilegiado, mas logo logo v√£o receber a sua puni√ß√£o...\n\nDeputados e PARTIDOS falando sobre a constitui√ß√£o sendo rasgada - MAS QUE VOTOU CONTRA A CONSTITUI√á√ÉO DE 1988 \n\nDeputados falando que n√£o houve crime, quando h√° provas cabais que HOUVE crime.\n\nDeputados falando em defesa da democracia, sendo que o impeachment √Č a solu√ß√£o democr√°tica para impedir que um presidente fa√ßa essa bagun√ßa que foi feita no nosso pa√≠s\n\nO momento al√≠ era para falar SIM ou N√ÉO, poucos fizeram isso. Voc√™ n√£o pode se revoltar que eles n√£o falaram da pedalada ou falaram de fam√≠lia porque ali n√£o era pra falar nada, tiveram a semana toda para falar. Os que falaram, aproveitaram os seus 30 segundos na frente da TV onde milh√Ķes estavam assistindo para darem uma satisfa√ß√£o aos seus eleitores ou aparecerem mesmo.\n\nMas deveria ser s√≥ SIM ou N√ÉO.\n\n\nQual a legitimidade de um governo que fica falando que teve 54milhoes de votos e o vice n√£o teve nenhum, mas escolheu justamente o PMDB para ser aliado, porque o PMDB √© o partido com mais representa√ß√Ķes nas prefeituras e nos estados? Quantos MILH√ēES s√≥ votaram 13 porque s√£o PMDB e apoiam candidatos e pol√≠ticos do PMDB? E ainda falam que o vice √© GOLPISTA? E que ele n√£o teve votos?? Porque n√£o fez uma chapa s√≥ PT-PT ent√£o?\n\nQual a legitimidade de um Estado, que foi eleito MENTINDO para a popula√ß√£o sobre a atual situa√ß√£o econ√īmica do Pa√≠s? No dia SEGUINTE EXATO depois da elei√ß√£o o governo mudou posi√ß√Ķes que DOIS DIAS ANTES ela no debate falava que n√£o ia mudar, come√ßou a retirar benef√≠cios do povo que eram a bandeira da elei√ß√£o, PRONATEC, CIENCIA SEM FRONTEIRAS, DIREITOS DO TRABALHADOR.\n\nN√£o conseguiu segurar a economia, a infla√ß√£o, a petrobr√°s. Tudo que falaram que o outro candidato iria fazer. Qual a credibilidade tem um estado que MENTIU para ir para o poder e fez depois o OPOSTO que falou ao povo que iria fazer?\n\n\n\nQual a legitimidade de um estado que fez a sua campanha FINANCIADO COM CENTENAS DE MILH√ēES que foram roubados das empresas estatais? Dinheiro que era para ser investido para melhorar o pa√≠s foi desviado para bolsos de empres√°rios, pol√≠ticos e CAMPANHAS ELEITORAIS!! A mentira contada pelo PT, foi paga com corrup√ß√£o.\n\nE n√£o sou eu que estou falando n√£o, s√£o mais de 50 delatores que confessaram o crime, e v√£o passar anos na cadeia e tendo que devolver milh√Ķes de reais que est√£o falando.\n\n√Č leg√≠timo isso?\n\n\n---------------------\n\nAlgo precisa ser feito. N√£o acho que CUNHA ou TEMER s√£o a solu√ß√£o, mas FICAR PARADO VENDO ISSO N√ÉO SE PODE.\n\n\nE continuo FORA LULA, FORA DILMA, FORA CUNHA, FORA RENAN SIM!\n\nA diferen√ßa √© que tem gente que quer: 'S√ď FORA CUNHA, S√ď FORA RENAN, S√ď FORA TEMER - mas por favor n√£o meche na dilma, n√£o meche no lula'.\n\nEssa √© a diferen√ßa e por causa dessa diferen√ßa, eu estou sim, CONTENTE.\n\n\nQue o brasil aproveite essa OUTRA chance, pra se arrumar. Ao inv√©s de ficar gritando golpe e tentando tampar os olhos.\n\n\nViva a Lava Jato. Pris√£o a todos os corruptos. De todos os partidos!\n\n\n-------------\n\nN√ÉO SOU A FAVOR NEM DA BOSTA, NEM DA MERDA, SOU A FAVOR DA DESCARGA
268 mushenrique Bel Pesce √© a sacerdotisa brasileira de uma nova religi√£o contempor√Ęnea: O empreendedorismo de Palestra.\n\nEla basicamente s√≥ tem neg√≥cios que fazem uma coisa: Sua auto promo√ß√£o. Um organiza as palestras dela, outra os livros dela, outra os cursos dela e por a√≠ vai. Tudo isso come√ßou por causa do mito que ela criou em cima dela mesma com o ebook a menina do vale.\n\nEla acumula no curriculum as figurinhas que as pessoas idolatram: Google, Microsoft, MIT, startup (aconselho a irem ver no que deu a startup dela). Buzzwords como 'inova√ß√£o', 'disruptiva', 'crowdfunding', tudo isso seduz a gera√ß√£o Y wannabe de Steve Jobs, Zuckberd, Musk e afins. \n\nIsso chega ao absurdo das pessoas DAREM dinheiro pra ela... cara, dar dinheiro pra ela pra que? N√£o √© ela inovadora, disruptiva, criativa destrutiva, fodedora de velhos neg√≥cios?\n\nEla √© o Edir Macedo desse culto, a propagandeadora dessa bolha que estamos inchando nesse s√©culo, dessa punheta√ß√£o coletiva chamada 'ecossistema de startups' que √© um grande cassino de gente rica querendo investir e um show de calouros pra gente que sonha em ganhar investimento dessa gente e 'entrar pro clube'. Algu√©m j√° assistiu Black Mirror?\n\nN√£o caiam nessa.\n\n*EDIT: Acompanhando os coment√°rios da pr√≥pria campanha. Que vergonha alheia, cara.\n\nEDIT 2: O loco, um GOLD. To melhor que a pr√≥pria Bel Pesce em mobilizar as pessoas a me darem coisas.\n\nEDIT 3: 01/09/2016 - Quando eu disse pra procurarem a respeito da Startup que ela fundou.... voltei aqui s√≥ pra dizer que 'eu avisei', haha.
261 KaXaSA >‚ÄúNo Brasil √© assim: quando um pobre rouba ele vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro‚ÄĚ.\n\n>-Luiz In√°cio Lula da Silva\n
244 bschmok1 American here who just got back from Rio (and Recife and Curitiba). \n\nThe Rio Olympics were spectacular! And I'm so disappointed that many of my compatriots apparently decided not to go because they believed the fear-mongering media.\n\nIt was very noticeable that there were far fewer Americans compared to Europeans/Canadians/Australians and listening to the ridiculous, ignorant comments of my friends/family/coworkers regarding Rio/Brasil is getting annoying.\n\nAs someone who has lived and traveled abroad (including in SP and Curitiba), it's easy to forget how sheltered and U.S.-centric most Americans are until they are given the chance to talk about another country...
244 schmook Sujeito nojento. Nojento. O cara glorifica torturador e voc√™s chamam ele de mito? \n\nUma coisa √© ser contra a Dilma, e eu sou. Uma outra coisa √© ser pr√≥ impeachment, que eu tamb√©m sou. \n\nMas homenagear o cara que torturou ela? Puta que me pariu. Isso √© coisa de gente baixa, nojenta, sem capacidade moral, gente s√°dica, sem humanidade. Gente esp√ļria. \n\nMinha m√£e foi torturada por gente como esse bandido, nojento, s√°dico. Cuspiria eu mesmo na cara dele com todo prazer.
240 pucci_after BORA COLOCAR O PRIMEIRO POST EM PORTUGU√äS BRASILEIRO NO /all\n\nEDIT: VIG√ČSIMO SEGUNDO POST DA FRONTPAGE, RUMO AO TOP 5, GOGOGOGOGOGO
238 meunomeegal Poxa vida!!! Eu nem entro mais em sites de not√≠cias. Quando quero saber algo relevante venho aqui, vejo o que me interessa, leio os coment√°rios, veja a galera debater (quase sempre um debate mais claro, objetivo e menos parcial do que dos sites). √Č uma pena!!!
237 nerak33 A M√īnica e o Cebolinha vivem o bullying como devia ser se o mundo fosse cor de rosa. Eles vivem o sofrimento humano s√≥ com as l√°grimas, mas sem o rancor e a amargura que as injusti√ßas deixam na gente.\n\nM√īnica √© a dona da rua. Cebolinha se acha mais esperto e quer ser ele o dono da rua - simbolicamente quer roubar o coelho dela, o Sans√£o. Assim como Dalila precisava tirar o cabelo do her√≥i para tirar sua for√ßa, Cebolinha precisa roubar Sans√£o para tirar o poder simb√≥lico, o cetro de M√īnica. Mas seus planos sempre d√£o errado e ele apanha. Porque bate nos meninos, M√īnica √© a dona da rua. O ciclo se repete.\n\nQuem come√ßou? N√£o d√° pra saber. Isso distancia a 'viol√™ncia' entre essas crian√ßas de uma rela√ß√£o de bullying. √Č uma rivalidade em p√© de igualdade.\n\nM√īnica chora, mas tamb√©m se defende. Cebolinha apanha, mas n√£o perde o sarcasmo. Eles sofrem, mas n√£o s√£o derrotados.\n\nS√£o como os clowns. A gente ama tanto a nossa humanidade que h√° neles, e √© por sofrerem que s√£o humanos. Mas eles sofrem sem rasgar e sem perderem a humanidade. S√£o mais humanos, por n√£o serem de carne.\n\nE s√£o crian√ßas. S√£o capazes de serem ao mesmo tempo malvados e doces uns com os outros. V√£o nas festas de anivers√°rio uns dos outros e combatem vil√Ķes juntos. Ajudam a tirar ciscos do olho e consolam-se quando est√£o tristes. Acho que no c√©u √© assim: as crian√ßas ainda brigam, mas nunca se machucam e sempre se perdoam.\n\nN√£o √© a toa que a Turma da M√īnica funciona, mesmo com o tra√ßo simpl√≥rio, a seq√ľ√™ncia de quadros e fundos pregui√ßosos, etc. S√£o hist√≥rias que tratam o leitor infantil com honestidade e tamb√©m com carinho.
Já a Estatueta Amácio Mazzaropi de Nióbio para os 20 piores comentários da história vai para:
Votos Autor Coment√°rio
-107 rubemll N√£o sei se isso vai acabar (E acabar com os gameplayers seria uma boa, n√£o passam informa√ß√£o relevante, √© um tipo de conte√ļdo completamente f√ļtil e in√ļtil), mas acho que j√° est√° fazendo muita gente rever essa mania maluca de querer alta defini√ß√£o em tudo.\n\nAssistem TV 480i boa parte do tempo, mas na hora de um conte√ļdo irrelevante como filme e v√≠deo do YT querem 1080p, vai entender, s√≥ consome mais banda a toa.\n\n(√Āudio lossless que √© bom esse povo n√£o procura, porque nem sabe o que √© isso. Se fazer upscale de 720p pra 1080p e postar assim muito noob assiste 1080p feliz√£o e elogia a qualidade, √© pura fachada essa necessidade de altas resolu√ß√Ķes, tenho s√©rias d√ļvidas se 90% dos baixadores de fullHD notariam a diferen√ßa de uma exibi√ß√£o 720p pra 1080p)
-92 rubemll Alguns nazistas matavam judeus s√≥ por entretenimento.\n\nTem uns playboy retardado que tacam fogo em mendigo s√≥ por entretenimento.\n\nSe √© s√≥ entretenimento ent√£o t√° liberado.\n\nDesde que os Direitos Universais do Homem estabeleceram que todo mundo tem direito a alimenta√ß√£o, seguran√ßa, moradia e etc, a prioridade deveria ser melhorar o mundo at√© que isso seja alcan√ßado, e jogar joguinho in√ļtil n√£o ajuda em nada pra isso. \n\nDia que o mundo todo tiver equaliza√ß√£o de acesso √† renda, alimenta√ß√£o e informa√ß√£o, a√≠ t√° liberado gastar o tempo extra com futilidades in√ļteis s√≥ pra entreter.\n\nAs coisas precisam ter uma utilidade mais nobre, 's√≥ entreter' √© coisa pra neanderthal ego√≠sta que n√£o sabe enxergar o mundo ao redor. Se tem gente que se entret√™m pesquisando, publicando e estudando conte√ļdo pra melhorar o mundo, porque vai defender esses pirralhos ego√≠stas que se entret√™m s√≥ com o que afeta apenas a pr√≥pria bunda?
-88 Eonporter Um salto de marcha ré... bem vindo de volta à Roma pagã.\n\nEDIT: Mas pelo menos houve uma votação democrática. O que nos tempos atuais já digno de nota. A Irlanda está se enterrando, mas pelo menos é voluntariamente.
-85 luisfca O p√£o e circo mostrando toda sua for√ßa! N√£o percam a chance de mostrar isso, pessoal! Vamos bater no peito toda nossa ignor√Ęncia
-75 CadeOCarimbo 1) Acho que ningu√©m aqui do sub participou da organiza√ß√£o, ent√£o √© meio vazio dar os parab√©ns a n√≥s. \n\n2) Melhores olimp√≠adas da hist√≥ria? Vc tem acompanhado as not√≠cias? Austr√°lia, Argentina e Jamaica reclamando das condi√ß√Ķes f√≠sicas, um fot√≥grafo europeu teve 40k usd de equipamentos roubados, atletas australianos e espanh√≥is assaltados..
-74 VictorPictor Vc sabe que o DOPS já existia antes da ditadura e que continua existindo até hoje em vários estados né? Sem pelo menos a data das fotos, a suspeita de que estas crianças tenham sido fichadas, ou mesmo presas, recai sobre qualquer governo entre 1924 até o fim da ditabranda.
-73 Lffaz Lament√°vel √© cooperar com o imperialismo e querer interferir na pol√≠tica interna de um pa√≠s soberano cujo l√≠der foi eleito leg√≠timo e democraticamente, sendo uma das √ļltimas resist√™ncias ao neoliberalismo destrutivo promovido pelos estadunidenses.
-73 RandyLiddell Nojo é essa cambada de 'adultos' sem responsabilidade pelos seus atos, que quer transar sem protecao e depois fazer aborto.\n\n
-70 merdalsd Tem que denunciar. Cadeia nelas.
-67 parallel_life Bem t√≠pico dos autorit√°rios cercear manifesta√ß√Ķes de opini√Ķes diferentes mesmo, nem que seja com tinta. A pr√≥xima atitude ser√° pintar os livros de branco?
-66 MeesterNoName Huh. Looks like some Brazilians are happy they beat a third tier German U-23 team in a penalty shoot out.\n\n7-1 boys, 7-1.
-64 Dinosaur_Supervisor Vamos combinar: videogame não é esporte.
-64 Lffaz Mensagem clara do STF: n√£o vai ter golpe.\n\nMoro tem que ser exonerado por colocar em risco a soberania nacional.
-64 SeuGomes Obviamente, tudo que foi dito é 100% sério, ironia não existe mais.
-61 Hambr > A menina obviamente não era santa.\n\nSim. Provavelmente você também não é santo. Isso não significa que podem te estuprar.
-61 PedroDev Tudo que eu preciso é de um VLOGGER com o cabelo mais ridículo da história (edit: só pra explicar, pois o pessoal tá com dificuldade de entender, que a zuada com o cabelo dele é só uma brincadeira... o problema dele tá na parte de dentro da cabeça) pra me dizer oq achar sobre desarmamento
-61 smartassnick Não entendi. Esse aplicativo é pro hype train da nova geração? \n\n\nPokémon é legal e tal mas já passou da hora de parar. Vão só pegar outro par oposto (sombra e luz, mar e céu, fogo e água, daqui a pouco é 0 e 1, esquerda e direita) e fazer uns designs sem noção.
-58 sceptres Eu amei esse filme. Só não fez sucesso prq os neckbeards não gostaram que era um elenco feminino \n\n*ITT: Neckbeards se sentindo atacados
-57 [deleted] [deleted]
-57 Raposo_tavares Se fossem tantos assim, teriam vencido nas urnas. N√£o vai ter golpe.
Parabéns a todos envolvidos!
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2016.04.25 23:48 Kelvien /r/Brasil, me ajude com os problemas psicológicos de minha mãe?

Hello /Brasil, beleza?
Fiz este post para compartilhar um problemão que tenho e que a meses fantasio em vir pedir ajuda a vocês. Peço compreensão de vocês, haja visto que é um problema que ocorre a muito tempo e se fosse contar tudo, daria um livro. Tentarei ser breve e direi o que acho importante. (tempo de leitura, 7 minutos)
Antes de tudo, não é um texto para fazer suspense; o próprio título já diz, minha mãe tem problemas psicológicos e preciso pensar em formas de ajuda-la.
Vou compartilhar a história dela (brevemente) para vocês entenderem o background e poderem opinar. Here we go:
Minha mãe casou "cedo" com meu pai, em seus mid-twenties e como em sua época (anos 80) não havia tanto acesso a informação como hoje, tantos livros de desenvolvimento de confiança e afins ela acabou por desenvolver uma enorme dependência emocional por meu pai. Não que ela fosse uma total desequilibrada, porém, sempre houve uma dependência por ele.
Meu pai, um militar ciumento, conversou com minha m√£e e disse que n√£o gostaria que sua esposa fosse trabalhar, deveria ser uma stay-at-home mom, baseando sua decis√£o em seus ci√ļmes. Minha m√£e concordou e ap√≥s dois anos de casados, eles tiveram filhos. No caso, um deles √© o kelvien :)
Como minha m√£e ficava sempre em casa, cuidando de mim e de meus irm√£os, suas amizades eram as amizades de meu pai e sua fam√≠lia. Fast-forward alguns anos e os irm√£os de minha m√£e foram morar fora, seu pai faleceu e as √ļnicas pessoas da fam√≠lia dela que continuaram na cidade √© sua irm√£ anti-social e sua m√£e bitolada na religi√£o cat√≥lica que torna quase imposs√≠vel manter uma conversa. Restou √† minha m√£e se "apegar" √† sua nova fam√≠lia (eu, meus irm√£os e meu pai).
Quando eu (o mais novo) fiz 10 anos, meu pai morreu. O que para mim significou enorme tristeza e o desafio de desenvolver minha personalidade sem a presença de um homem em casa.; para minha mãe, significou o fim. Meu pai era a base de minha mãe. Era seu apoio psicológico, financeiro (graças a Deus e a todos outros fatores envolvidos recebemos herança de meu pai, senão estaríamos fu$#dos), e para quem minha mãe vivia. Quando meu pai faleceu, uma parte de minha mãe faleceu também. Me dói assumir isso, mas é a verdade. Ela jamais desenvolveu uma autossuficiência no que tange seu emocional e quando meu pai morreu, seu psicológico desandou mais ainda. Até hoje (12 anos após meu pai falecer) se eu tocar no nome dele aqui em casa, ela vai chorar muito. Não estou dizendo que isso é errado, se você conversar comigo 30 minutos sobre pais e eu começar a falar do meu, certamente derramarei algumas lágrimas, mas isso não vai me afetar a ponto de ter problemas mentais.
Continuando a hist√≥ria...minha m√£e neste ponto (o j√° long√≠nquo ano de 2004) n√£o tem algu√©m para chamar de amigo, sua irm√£ e sua m√£e que s√£o seus √ļnicos familiares na cidade s√£o pessoas insustent√°veis para manter um relacionamento de amizade e ela n√£o tem uma profiss√£o, tampouco intelig√™ncia emocional para lidar com a situa√ß√£o.
Ela, mais uma vez, foca em sua nova fam√≠lia que est√° sendo desenvolvida. Apesar das in√ļmeras perda de controle de minha m√£e, apesar dos constantes rem√©dios controlados (tarja preta) para dormir, e apesar de ela tentar dormir o m√°ximo poss√≠vel para o dia passar, ela consegue nos criar muito bem. Vide, situa√ß√Ķes passadas por ela.
Meu irm√£o √© funcion√°rio p√ļblico federal e eu estadual. Meu irm√£o foi morar em outro estado e eu fiquei morando com minha m√£e.
Neste momento da história, estamos no "atualmente". Isso me traz ao motivo de fazer o post. Não conheço basicamente ninguém aqui do /brasil, mas vocês são alguém a recorrer. Vim como desabafo, pedir ajuda a vocês, pois, o que tenho visto minha mãe viver, me dá um "nó na garganta" que é quase insuportável.
Ela mesmo não esconde que tem problemas, que sua vida está sendo dificil, e já falou pra mim que já pensou até em suicídio. Contudo, ela diz que não expoe isso a nenhum profissional (psiquiatra) pois vão julga-la como "louca" e irão interna-la. Isso em suas próprias palavras. As vezes ela sai no final de semana com uma colega que tem para tentar arrumar um namorado/alguém que dê a ela estabilidade emocional. Obviamente, não dá certo. Isso é algo que ela tem que desenvolver em si, não pode esperar isso dos outros.
Já tentei fazer diversas abordagens diferentes com ela, tentar ajuda-la mostrando que ela tem que desenvolver isso em si, dei livros sobre o assunto, tentei mostrar até meditação mas ela é cética e não procura evoluir seu ser. E eu...bem, já não sei mais o que fazer.
Mas, estou cansado de ver minha mãe triste, sabe? Cansado de saber que ela chora escondido, cansado de ver minha mãe apenas...existindo. Sinto que tenho total responsabilidade em fazer algo por ela, mas, não sei o que. O clima que ela deixa em casa, é MUITO pesado. Se eu disser UMA palavra errada com ela, sem pensar, ela vai querer brigar e vai ser a pessoa irracional que é.
Hoje estava pensando naquelas casas de repouso, sabe? Já ouvi falar quando era menor. Um local, onde você paga um preço mensal alto (R$3,000+) e deixa seus pais morando. Um local com assistência médica, psicológica, eventos divertidos para ela, atividades para desenvolver a confiança...coisas do gênero. Acho que seria legal isso pra ela. Melhor do que ficar aqui em casa, sendo a pessoa triste e depressiva, dependente de remédios que ela é. Mas, todos que encontrei aqui, são asilos com locais que eu não tenho coragem de pagar para ela.
Enfim, pessoal, não sei exatamente o que fazer então vim ao reddit pedir a ajuda de vocês. Conhecem alguém nesta situação ou que já passou por isso? Recomendam-me algo? Desde já, agradeço muuuuuuuito, do fundo do coração, a todos aqueles que dedicaram 10 minutos do seu dia para ler minha realidade. Não sinto exatamente prazer em compartilhar isso com vocês, já que é triste, mas, fico feliz que eu viva em uma época onde posso colocar isso em um site e pessoas de bem irão ler e tentarão ajudar. Isso conforta meu coração :)
Só um adendo: minha mãe é beem orgulhosa e para colocar ela em uma instituição do tipo que eu disse, seria um desafio grande, mas é o que penso no momento (Embora não tenha encontrado nenhuma por aqui)
Tenha uma boa noite todos vocês! (:
TLDR; Minha mãe tem problemas psicológicos, nunca desenvolveu sua inteligência emocional e hoje, não tem objetivo nenhum de vida; é uma pessoa depressiva e que não faz muita coisa durante o dia inteiro além de chorar escondida, help pls reddit!
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2016.02.17 16:41 10ocupado [Entreterimento] Conto - O ovo

O Ovo
Leia com calma. Você vai ter o que pensar...
Você estava a caminho de casa quando morreu.
Foi um acidente de carro. Não foi nada particularmente memorável, mas ainda assim fatal. Você deixou uma mulher e duas crianças para trás. Foi uma morte indolor. Os paramédicos tentaram o melhor para salvá-lo, mas não havia jeito. Seu corpo estava tão estraçalhado que você estava melhor morto, confie em mim.
Foi ent√£o que me conheceu.
"O q...o quê aconteceu," você perguntou "e onde estou?"
"Você morreu" respondi, dando os fatos. Não havia sentido em amenizar as coisas.
"Tinha um...caminh√£o e ele estava rabeando..."
"Sim", eu disse.
"E-eu...morri?"
"Sim. Mas n√£o se sinta mal com isso, afinal todo mundo morre."
Você olhou em volta, e não havia nada além de nós dois. "O que é esse lugar," você perguntou. "isso é a vida após a morte?"
"Mais ou menos".
"Você é Deus?"
"Sim", respondi, "Eu sou Deus".
"Meus filhos...minha mulher..."
"O que tem eles?"
"Eles ficar√£o bem?"
"√Č isso que eu gosto de ver, voc√™ acabou de morrer e sua maior preocupa√ß√£o √© a sua fam√≠lia. Isso √© importante!"
Você me olhava fascinado.Para você, eu não parecia Deus, e sim algum homem... ou talvez uma mulher. Eu parecia uma figura vagamente autoritária, talvez um professor de gramática, nada como O Todo Poderoso.
"Não se preocupe, eles ficarão bem. Seus filhos se lembrarão de você como alguém perfeito em todos os sentidos. Eles não tiveram tempo de se decepcionar com você. Sua mulher chorará por fora, mas estará secretamente aliviada. Sendo justo, seu casamento estava desmoronando.E se serve de consolo, ela se sentirá culpada de tanto alívio."
"Bom, e o quê acontece agora? Eu vou para o Céu ou para o Inferno?
"Nenhum dos dois, você vai reincarnar."
"Ah, ent√£o os hindus tinham raz√£o?"
"Todas as religi√Ķes est√£o certas da pr√≥pria maneira" respondi."Vamos caminhar"
Você me acompanhou enquanto seguíamos pelo vazio. "Onde estamos indo?"
"Nenhum lugar em particular, é que eu acho bom caminhar enquanto conversamos."
"Então, qual é o sentido nisso, se quando eu renascer serei apenas um bebê, com tudo em branco. Todas as minhas experiências e conhecimento não valerão de nada."
"Não é bem assim. Você tem dentro de si todo o conhecimento e experiências de todas as suas vidas anteriores. Só não lembra delas agora."
Eu parei de andar e o tomei entre os ombros. "Sua alma √© mais magn√≠fica, bela e gigantesca do que voc√™ poderia sequer imaginar. Uma mente humana s√≥ pode conter uma fra√ß√£o √≠nfima de quem voc√™ √©. √Č como colocar seu dedo num copo de √°gua para saber se est√° quente ou fria. Voc√™ coloca uma pequena parte de voc√™ no mundo, e adquire a experi√™ncia que ela passa."
"Voc√™ esteve nessa vida humana pelos √ļltimos 48 anos, ent√£o voc√™ ainda n√£o se situou a ponto de sentir o resto de sua imensa consci√™ncia.Se n√≥s fic√°ssemos por aqui tempo o bastante, voc√™ lembraria de tudo. Mas n√£o teria sentido fazer isso entre cada reencarna√ß√£o."
"Quantas vezes eu j√° reincarnei?"
"Ah, muitas, muitas vezes! E muitos tipos diferentes de vidas. Na próxima, você será uma garota camponesa da China, no ano de 540 DC."
"Ei, espera aí, você vai me mandar de volta no tempo?"
"Bom, tecnicamente sim, eu acho. Tempo, como você o conhece, existe apenas no seu Universo. As coisas são diferentes de onde eu venho."
"De onde você vem..."
"Ah, sim, eu venho de um lugar. Um outro lugar. E há outros como eu. Eu sei que gostaria que eu lhe contasse como é lá, mas honestamente, você não entenderia."
"Oh...Mas espera, se eu reincarnar em outros períodos de tempo, quer dizer que posso ter interagido comigo mesmo em algum momento!"
"Claro, isso acontece o tempo todo. Com ambas as vidas conscientes apenas de seu próprio período, você sequer imagina que isso está acontecendo."
"Então, qual é a razão de tudo isso?!"
"Sério, você está realmente me perguntando qual é o sentido da vida? Isso não é meio típico demais?"
"Bem, é uma pergunta razoável." Você tentou insistir.
Eu o olhei nos olhos. "O sentido da vida, a razão pela qual eu criei esse Universo, é para seu amadurecimento."
"Você quer dizer a humanidade? Você nos quer mais maduros?"
"Não, apenas você. Eu fiz todo o Universo para você. Com cada vida, você cresce, amadurece e se torna um maior e mais completo intelecto."
"Só eu? E quanto a todos os outros?"
"Não há mais ninguém, nesse universo estamos só você e eu."
Você me olhava totalmente estupefato. "Mas e todas as pessoas da Terra..."
"Voc√™. Todos eles s√£o diferentes encarna√ß√Ķes suas."
"Espera, eu sou todo mundo?"
"Agora estamos chegando lá." Eu disse com um tapinha congratulatório nas suas costas.
"Eu sou todos os humanos que j√° viveram?"
"E todos os que viver√£o, sim."
"Eu fui Abraham Lincoln?"
"E John Wilkes Booth também."
"Hitler?"
"E os milh√Ķes que ele matou."
"Eu sou...Jesus?"
"E todos os que o seguiram."
Nesse momento, você ficou em silêncio.
"Toda vez que você matou alguém, estava matando a si mesmo. Cada ato de bondade que cometeu, era também no seu próprio benefício. Cada momento de alegria ou tristeza que qualquer ser humano já teve ou terá, era seu."
Você pensou por um longo tempo.
"Por quê fazer tudo isso?"
"Pois um dia, você será como eu. Porquê é o que você é. Você é da minha espécie. Você é meu filho."
"Opa, opa! Quer dizer que eu sou um deus?"
"Não, ainda não. Você é um feto. Ainda está crescendo. Assim que viver todas as vidas humanas através do tempo, terá crescido o bastante para nascer."
"Ent√£o, todo o Universo, e tudo que h√° nele..."
"Um ovo. E agora, é hora de você seguir em frente para sua próxima vida."
E o coloquei a caminho.
Autor: Andy Weir. Foi traduzida pelo @Thiago_Roderick
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